A vida de Carlo Ancelotti no comando da Seleção Brasileira não está nada fácil. Com menos de dois meses até o começo do torneio, o Brasil tem sofrido grandes baixas por lesões. Com peças importantes se tornando indisponíveis, o treinador italiano ganhou uma verdadeira dor de cabeça.
Tanto no setor ofensivo quanto no campo de defesa, o técnico terá superar obstáculos gerados por problemas físicos. O treinador terá pouco tempo para superar ausências de “última hora”.
Lesão de Militão torna trabalho de Ancelotti ainda mais complicado
Com a Copa do Mundo se aproximando, Ancelotti ainda não tem uma defesa definida. E, nesse cenário, a baixa de Éder Militão agravou os problemas no setor.
Recuperado de uma lesão recente, o zagueiro voltou aos gramados com a camisa do Real Madrid na reta final da temporada, após meses afastado. No entanto, outro problema surgiu no caminho. No dia 21 de abril, em duelo contra o Alavés, o atleta sofreu uma nova lesão muscular na coxa esquerda. Com isso, Militão sabe que não poderá disputar o Mundial.
O cenário é muito preocupante para a Seleção Brasileira, afinal, Éder Militão tinha presença praticamente confirmada na competição da Fifa. O zagueiro do Real Madrid chegaria à Copa do Mundo sendo uma peça realmente importante para Ancelotti no setor defensivo, atuando como lateral.
Dessa forma, Ancelotti, que já vem testando esquemas e escalações diferentes, será obrigado a encontrar uma nova solução para montar a defesa brasileira. A grande questão é: como o treinador italiano escalará a equipe na Copa do Mundo?
Se julgarmos pelos amistosos contra França e Croácia, o desempenho do Brasil não trouxe nenhum tipo de confirmação no setor defensivo. O cenário é justamente o contrário. E, se antes já havia muitas dúvidas, agora, com a lesão de Militão, essa incerteza se intensifica.
No amistoso contra a França, Bremer e Léo Pereira formaram a dupla de zaga. Já no duelo contra a Croácia, Bremer deu lugar a Marquinhos, que atuou ao lado do defensor do Flamengo.
Embora o desempenho no segundo jogo da Data Fifa tenha sido mais sólido, o Brasil não encontrou exatamente as respostas que precisava. Ainda não há um nível satisfatório de confiança no setor defensivo, e isso talvez não mude até o início da Copa do Mundo.
Os problemas também aparecem no gol, e não apenas na dupla de zaga. Alisson Becker, do Liverpool, deve ser mais uma vez o titular da Seleção no Mundial. No entanto, não podemos esquecer que o jogador se recuperou de uma lesão recente.
É um alívio saber que, muito provavelmente, o Brasil contará com Alisson na Copa. No entanto, em que condições o atleta chegará ao torneio? O goleiro precisa recuperar ritmo e voltar ao melhor nível, ao mesmo tempo em que não pode se desgastar no restante da temporada com o Liverpool.
Ancelotti também enfrenta problemas no ataque
Complicando ainda mais a situação de Ancelotti, o setor ofensivo do Brasil também apresenta problemas. A primeira baixa foi Rodrygo, atacante do Real Madrid que certamente teria um papel importante com a Amarelinha no torneio da FIFA.
Recentemente, Estêvão, do Chelsea, sofreu uma lesão de grau 4 e viu suas chances de disputar o Mundial diminuírem consideravelmente. Embora o atleta ainda tente se recuperar a tempo, sua presença na convocação parece improvável. É difícil acreditar que, mesmo recuperado, o garoto chegaria ao torneio com condições para atuar em partidas de exigência muito alta. Afinal, fatores como falta de ritmo e preparo físico teriam grande peso.
Dessa forma, chegamos a Vitor Roque. Pode-se argumentar que o jogador não estava consolidado como uma peça de grande importância na Seleção, e isso é verdade. No entanto, com o cenário atual de lesões, o atleta do Palmeiras naturalmente surgiria como uma boa opção para suprir outras ausências. O grande problema é que ele também se lesionou e não poderá ser convocado por Ancelotti.
É assim que o treinador italiano vê problemas tanto no ataque quanto na defesa. Ancelotti tem pouco tempo para consolidar um esquema tático e definir um estilo de jogo, o que já não seria simples. As lesões surgem como obstáculos adicionais. O treinador chegará à Copa do Mundo pressionado, tentando, com toda a sua experiência, encontrar soluções em pouquíssimo tempo.
Créditos da foto de capa: CBF/Divulgação.

