O torcedor da Chapecoense está voltando a conviver com o sabor amargo da lanterna. Após 13 rodadas disputadas no Brasileirão, o Verdão do Oeste amarga a 20ª posição, revivendo traumas de temporadas passadas em que a queda parecia inevitável desde o início. No entanto, o clima na Arena Condá não é de terra arrasada: a comissão técnica e a diretoria identificaram na próxima sequência de jogos a oportunidade ideal para uma “virada de chave” antes do fechamento do primeiro turno.
A derrota no último domingo (26) por 2 a 1 para o Fluminense no Maracanã foi o retrato fiel da atual fase. Apesar de um gol de Ênio que chegou a dar esperanças de pontuar fora de casa, a expulsão de Eduardo Doma e a pressão tricolor selaram o destino alviverde. Com apenas 8 pontos conquistados, a Chape soma apenas uma vitória em 12 partidas disputadas, ostentando também a defesa mais vazada da competição, com 24 gols sofridos.
Para sair do “pesadelo”, a estratégia do clube catarinense se apoia em três pilares fundamentais para o mês de maio. O primeiro deles consiste em uma sequência de jogos contra adversários diretos, sendo este um otimismo que deixa a equipe com chances de somar pontos para sair da delicada situação.
- 03/05: Chapecoense x Red Bull Bragantino (Arena Condá)
- 10/05: Mirassol x Chapecoense (José Maria de Campos Maia)
- 17/05: Chapecoense x Remo (Arena Condá)
Nas próximas rodadas, a Chapecoense terá confrontos que são considerados “finais de campeonato” antecipadas contra adversários que também figuram na parte baixa da tabela ou lutam pela estabilidade. Vencer os dois jogos em casa é visto como obrigação para reduzir a distância para o primeiro time fora da zona de rebaixamento, atualmente ocupada pelo Internacional.
Chapecoense precisa melhorar desempenho defensivo e reforçar time
A janela de transferências do início do ano trouxe nomes como o volante Higor Meritão e o meia Robert (emprestado pelo Atlético-MG), mas o entrosamento ainda não rendeu os frutos esperados. O técnico Fábio Matias tem sofrido para manter uma base titular devido a cartões e lesões, o que forçou o uso de 23 jogadores diferentes em apenas 13 rodadas. A diretoria já sinaliza que buscará dois reforços pontuais para o setor defensivo em julho, priorizando zagueiros com experiência no Brasileirão.
Com uma média de 2 gols sofridos por jogo, a Chapecoense entende que qualquer reação passa por “estancar o sangue”. O goleiro Anderson tem sido um dos mais acionados do campeonato, realizando defesas difíceis que evitaram placares ainda mais elásticos. O trabalho tático da semana será focado em compactação defensiva, visando aproveitar o fator casa, onde historicamente o clube costuma ser mais combativo.
Além da luta no Brasileirão, o time vem de uma eliminação dolorosa na Copa do Brasil para o Botafogo. Embora o foco total agora se volte para a Série A, o impacto psicológico da queda precoce ainda é sentido. Recuperar a confiança do grupo após a sequência de resultados negativos é o principal desafio psicológico de Fábio Matias. Diante deste cenário, podemos afirmar que a Chapecoense está no limite da sobrevivência. Se não aproveitar os duelos contra Mirassol e Remo para somar pontos, o “pesadelo” pode se transformar em um destino traçado muito antes do esperado.
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