No domingo (24), o West Ham confirmou o seu rebaixamento para a segunda divisão inglesa após encerrar a Premier League 2025/26 na 18ª posição, com 39 pontos conquistados. A queda representa um duro golpe para um clube que, há poucos anos, acreditava estar iniciando uma nova fase de crescimento no futebol inglês.
Afinal, em 2022/23, os Hammers encerraram um jejum histórico ao conquistarem o título da Conference League. Naquele momento, existia uma sensação clara de evolução dentro do clube. O West Ham parecia viver um momento consolidado, enquanto sonhava em crescer ainda mais nos anos seguintes.
No entanto, a realidade mudou completamente em pouco tempo. Agora, enquanto tenta absorver o impacto da queda, o clube encara um momento muito delicado.
Torcida do West Ham aumenta pressão sobre diretoria
Com o rebaixamento, grande parte da insatisfação dos torcedores é direcionada ao presidente David Sullivan. Entre os principais motivos aparece a sensação de que o West Ham desperdiçou uma oportunidade importante de crescimento após o auge vivido em 2023.
Além do desempenho ruim dentro de campo, o clube também enfrenta problemas financeiros relevantes. O West Ham registrou prejuízos elevados recentemente e sabe que o impacto do rebaixamento será pesado para as contas da equipe.
Neste cenário, muitas críticas recaem sobre a maneira como o dinheiro da venda de Declan Rice foi utilizado. Após negociar o meio-campista com o Arsenal por mais de 100 milhões de libras, o West Ham realizou investimentos altos no mercado, mas sem conseguir transformar isso em contratações que realmente deram certo em campo.
Algumas peças não entregaram o desempenho esperado, enquanto outras acabaram se tornando problemas dentro da montagem do elenco. Dessa forma, o clube chega à Championship cercado pela sensação de que desperdiçou recursos importantes nos últimos anos.
Treinador e capitão têm futuro indefinido no West Ham
Outro tema que ganha força neste momento envolve a situação de Nuno Espírito Santo. O treinador português assumiu o comando da equipe durante a temporada, tentando evitar a queda, mas não conseguiu impedir o rebaixamento.
Mesmo assim, existe a possibilidade de permanência. A tendência é que o West Ham tente manter certa estabilidade neste momento de reconstrução, entendendo que iniciar outro projeto do zero poderia aumentar ainda mais os problemas da equipe.
Porém, ao mesmo tempo, ainda não existe uma definição sobre o desejo do treinador de permanecer na Championship. Embora o clube torça pela permanência, Nuno pode entender que este não seja o cenário ideal para a continuidade da sua carreira.
Enquanto isso, o elenco também deve sofrer mudanças importantes nos próximos meses.
Entre os jogadores do atual elenco, Jarrod Bowen surge como um dos nomes mais importantes neste cenário. Capitão da equipe e um dos poucos remanescentes do título da Conference League, o atacante aparece como uma figura central para o futuro do clube.
Embora exista naturalmente interesse de outros times em sua contratação, o West Ham sonha em manter Bowen como liderança técnica e emocional na tentativa de retornar rapidamente à Premier League.
A situação financeira do clube, no entanto, pode obrigar os Hammers a negociar alguns jogadores importantes nesta janela. Além disso, o rebaixamento também deve provocar reduções salariais dentro do elenco, aumentando ainda mais as incertezas para os próximos meses.
Desta forma, o West Ham chega à Championship vivendo um cenário muito diferente daquele imaginado há poucos anos atrás. Afinal, o clube saiu da conquista de um título europeu para uma queda cercada por críticas, problemas financeiros e dúvidas sobre o futuro.
Agora, a missão será tentar reorganizar a equipe o mais rápido possível. Porém, a Championship costuma ser extremamente competitiva e desafiadora. Ou seja, embora o West Ham não queira permanecer longe da elite inglesa por muito tempo, o caminho de volta promete ser complicado.
Créditos da foto de capa: Getty Images.