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Tenis Roland Garros

Maja Chwalinska x Mirra Andreeva: o que esperar da final feminina de Roland Garros?

Diferente do que todos esperavam, Maja Chwalinska e Mirra Andreeva são as finalistas de Roland Garros. As favoritas para a disputa feminina perderam cedo e sequer estavam na semifinal. Agora, haverá não só uma nova campeã no major francês, como também uma campeã inédita de Grand Slam.

O jogo decisivo será neste sábado (6), às 10h (horário de Brasília).

Maja Chwalinska x Mirra Andreeva

Ninguém esperava, mas Maja Chwalinska derrotou Diana Shnaider na semifinal e chega como a grande surpresa do torneio. A tenista de 24 anos vem do quali e já está há três semanas jogando em Paris. Indo para o seu 10º jogo na competição, o cansaço pode ser um fator para se ficar de olho.

Do outro lado, Mirra Andreeva eliminou Marta Kostyuk na semi. A jovem russa já não é mais uma surpresa no circuito, conquistando resultados grandes com consistência nos últimos anos. No entanto, será sua primeira final de Grand Slam, mesmo com a experiência que já adquiriu nas últimas temporadas.

E pode ser um confronto especialmente complicado para a top 10. Andreeva possui ótima variação em seu estilo de jogo e se sai muito bem se defendendo de golpes poderosos. Seu arsenal é grande e será importante para tentar conquistar o título inédito. No entanto, o segredo para ter sucesso nesse duelo pode ser a paciência.

Ainda muito jovem, já teve momentos de descontrole emocional em quadra. E, se isso acontecer na decisão, pode perder de vez a sua cabeça e não conseguir competir em alto nível. O principal problema para Mirra é que Chwalinska é o tipo de tenista que testa a calma de suas oponentes.

A polonesa vem mostrando um estilo que facilmente frustra aqueles que só tentam atacar e usar sua força. Com uma ótima capacidade de se defender, usa muitos balões e curtinhas para tirar o ritmo do outro lado. Se Andreeva conseguir manter a calma vista nas partidas recentes, o que implica também manter a qualidade de seu jogo da linha de base, as chances de vitória são altas.

Já Maja pode ganhar abertura e surpreender ainda mais se tiver sucesso em tirar a russa do sério.

Mirra Andreeva / Demi-finales - Roland-Garros 2026
Mirra Andreeva vai em busca de seu primeiro título de Grand Slam. Foto: Loïc Wacziak/FFT

Chwalinska veio do quali

Maja Chwalinska vem escrevendo uma incrível história em Roland Garros. Vindo do quali, pode repetir o feito de Emma Raducanu: ser campeã de um Grand Slam após jogar as qualificatórias. Em sua campanha na chave principal, eliminou Qiwen Zheng, Elise Mertens, Maria Sakkari, Diane Parry, Anna Kalinskaya e Diana Shnaider.

Em um Grand Slam de enormes zebras no masculino e no feminino, a polonesa definitivamente é uma das grandes histórias de 2026. Começando a competição como a 114ª do ranking da WTA, é a atual 21ª no live ranking. Se for campeã, ainda termina o major como a 16ª, o que a coloca como cabeça de chave em qualquer torneio nos próximos meses.

Em toda sua carreira, havia somado ‘apenas’ 864 mil dólares e teve dificuldade até para pagar seu hotel em Paris. Contudo, chegando à semifinal, já garantiu um pouco mais de 1,6 milhão de dólares como prêmio em Roland Garros. A questão é que só irá receber após o fim da disputa e, se conquistar o título, irá ganhar 3,25 milhões.

Será uma completa mudança de carreira para a tenista. Entretanto, não é a favorita para ficar com o troféu.

Maja Chwalinska / Demi-finales Roland-Garros 2026
Maya Chwalinska é a primeira qualifier a chegar à final de Roland Garros. Foto: Julien Crosnier/FFT

Andreeva vem com favoritismo

8ª do mundo, Mirra Andreeva será a nova 6ª melhor tenista da WTA na próxima atualização do ranking, independentemente do resultado da final. A jovem tenista de 19 anos está em sua primeira final de Grand Slam, sendo a primeira atleta nascida em 2007, entre homens e mulheres, a chegar a uma decisão de major.

Mesmo muito nova, tem toda a pressão da partida em cima de si e, para ter real chance de ser campeã, não pode ser abalada por esse fato. Em certos momentos, a russa mostrou uma grande maturidade em lidar com situações complicadas. Em outros, explodiu e perdeu sua paciência ainda em quadra, resultando em derrotas.

Andreeva é o presente e o agora da WTA, já tendo conquistado títulos de WTA 1000 pelo circuito. Um major, no entanto, a coloca em um novo patamar e pode ser o início da confirmação do que muitos esperavam dela quando surgiu: Mirra vem para ser uma futura n.º 1. O duelo deste sábado será uma grande prova para a top 10.

Foto: Julien Crosnier/FFT