A seleção da Argentina estreia nesta terça-feira na Copa do Mundo de 2026. Os atuais campeões do mundo, pegam a Argélia em Kansas City no Arrowhead Stadium. Após se classificar para o mundial em primeiro lugar das eliminatórias da Conmebol e conquistar a Copa América de 2024, a albiceleste entra como uma das fortes candidatas ao titulo, apesar de alguns questionamentos sobre o time de Lionel Scaloni.
Argentina que perdeu peças importantes, do time que foi campeão no Catar há quatro anos atrás e chega para defender o titulo mundial, passando por uma pequena reformulação, que ainda está em seu inicio. Neste contexto, quais são as possibilidades argentinas em 2026? E como chega a albiceleste para sua estréia?
Argentina estreia na Copa do Mundo de 2026 defendendo título sob desconfiança
Olhando para o time campeão em 2022, a principal baixa do ciclo se trata de Ángel Di María. Peça fundamental na conquista no Catar, a lenda da seleção argentina, com gols decisivos em finais tanto da Copa América de 2021 quanto na Copa do Mundo de 2022, se aposentou da equipe nacional.
Para suprir a ausência de Di María, Scaloni aposta no ex-Botafogo e hoje no Atlético de Madrid, o meio-campista Thiago Almada. Ele deve atuar pelos lados do campo, mas com a característica de cair para o meio para ajudar na armação.
Apesar de ser a número 1 do ranking da FIFA, a Argentina chega sob dúvidas quanto ao seu desempenho coletivo. Com uma média de 29 anos, os hermanos têm uma das maiores médias de idade da Copa do Mundo de 2026. Na defesa e no meio de campo, a estrutura é basicamente a mesma do Catar, mas com os atletas vivendo momentos físicos e técnicos bem diferentes.
O setor do meio, formado por Enzo Fernández, Rodrigo De Paul e Alexis Mac Allister, é o mesmo de quatro anos atrás. Enzo chega mais experiente e consolidado como um dos melhores meias da atualidade. Porém, Mac Allister não vem de uma boa temporada pelo Liverpool e De Paul, aos 32 anos, já se encontra na fase final da carreira.
Na linha defensiva o cenário se repete: o recém-contratado pelo River Plate, Nicolás Otamendi, vai para sua última Copa aos 38 anos, liderando uma retaguarda que não vive boa fase e que deve sofrer com a exigência física do torneio.
Mesmo em fase final da carreira, Messi ainda é o oásis criativo
Lionel Messi aos 38 anos, próximo de completar 39, já não é o mais o mesmo. Perto do final da carreira, o gênio argentino deve ter menos minutos em campo, mas mesmo mais lento e menos ágil, ainda pode decidir jogos para a Argentina. No último amistoso contra a Islândia, Messi entrou no segundo tempo e logo de cara deixou Lautaro Martinez na cara do gol.
Em um jogo mais truncado, a genialidade de Messi por um instante pode ser o suficiente para o camisa 10 decidir uma partida, seja com um passe que quebre linhas, com um drible ou com um gol. Porém, a questão fica o quanto a Argentina pode se virar e achar outras soluções se Lionel Messi não conseguir tirar um coelho da cartola. O quanto esse elenco pode decidir a favor da seleção, com um time mais velho e possui dúvidas principalmente na defesa.
Pensando na fase de grupos, a Argentina não deve ter problemas para se clássicar em uma chave com Argélia, Austria e Jordania. Mas, ao avançar da Copa do Mundo, um elenco mais envelhecido e ainda muito dependedente de Messi pode custar uma classificação.
De qualquer maneira, a Argentina chega para a sua estreia na Copa do Mundo como uma das favoritas ao titulo. Após conquistar o tri em 2022, a albiceleste conta mais uma vez com a genialidade de Lionel Messi, mais velhor, mas que ainda pode decidir jogos para o time de Scaloni.
A “Scaloneta” chega para o mundial de 2026 com muitas peças que foram campeãs em 2022. Uma forma de jogar que é basicamente a mesma e com os jogadores mais velhos. Porém, muito pelo bom ciclo que fez para a Copa do Mundo, a Argentina ainda é uma das grandes favoritas ao título. Um time muito técnico e que pode conquistar o mundo mais uma vez na América do Norte.
(Foto: Divulgação)