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Automobilismo Fórmula 1

Alex Albon lamenta dificuldades da Williams: “Precisamos corrigir isso”

A Williams segue enfrentando um início de temporada complicado na Fórmula 1, e Alex Albon deixou claro que a equipe ainda está longe de encontrar soluções para os problemas de desempenho do FW47. Após um fim de semana difícil no GP de Barcelona-Catalunha, o piloto tailandês destacou as limitações do carro, especialmente em curvas de alta velocidade, e alertou que o cenário pode continuar desafiador na próxima etapa, na Áustria.

Enquanto a equipe tenta compreender os problemas técnicos que afetam o comportamento do monoposto, Albon reconheceu que há muito trabalho pela frente. O desempenho abaixo do esperado em Barcelona serviu como mais um sinal de que a Williams precisa agir rapidamente para recuperar competitividade e evitar que a temporada siga se deteriorando.

Williams teme dificuldades ainda maiores no GP da Áustria

A primeira metade da temporada de 2026 tem sido bastante complicada para a Williams. O FW47 representa um retrocesso significativo em comparação ao carro utilizado pela equipe em 2025, especialmente em circuitos que exigem desempenho consistente em curvas rápidas.

Segundo Albon, a comparação com os rivais diretos do meio do pelotão evidencia o tamanho da desvantagem da equipe nesse tipo de trecho. “Se você olhar para o nosso desempenho em curvas de alta velocidade em comparação com os nossos rivais do meio do grid, estamos bem atrás”, afirmou.

O piloto acredita que o cenário pode ser ainda mais complicado no Red Bull Ring, palco do Grande Prêmio da Áustria. O circuito austríaco possui setores que valorizam justamente esse tipo de característica em que a Williams tem encontrado dificuldades. Obviamente, no Red Bull Ring, os setores dois e três são compostos basicamente por curvas de alta velocidade, então precisamos ver o que vamos fazer.”

Albon também lembrou a diferença expressiva observada na classificação em Barcelona. Carlos Sainz ficou muito distante dos concorrentes diretos, algo que evidenciou o tamanho do desafio enfrentado pela equipe. “Mas não podemos esquecer que Carlos se classificou um segundo e meio atrás do Lawson, então temos muito trabalho a fazer.”

Problema técnico afetou o desempenho do carro em Barcelona

Além das limitações naturais do FW47, Albon revelou que a equipe identificou um problema mecânico no carro após a sessão de classificação em Barcelona.

Segundo o piloto, as regras de parque fechado impediram alterações mais profundas antes da corrida. Dessa forma, os mecânicos precisaram encontrar uma solução temporária para minimizar os efeitos da falha. “Vimos que havia um problema mecânico no carro depois da classificação, então não pudemos mudá-lo por causa das regras de parque fechado.”

Ele explicou que a equipe tentou apenas amenizar os efeitos do defeito. “Usamos aquele tempo na garagem para tentar ajustar a situação. Não conseguimos corrigir completamente, mas conseguimos improvisar algo para deixá-lo mais próximo do que deveria ser.”

Apesar do esforço, a Williams ainda não entende totalmente a origem do problema. “Precisamos entender isso. Conseguimos ver que o carro não está se comportando como deveria, e precisamos corrigir isso.”

A corrida de Albon acabou sendo ainda mais complicada devido a uma longa parada para reparar uma câmera que havia se soltado do carro. Como consequência, ele terminou a prova com um enorme atraso em relação aos líderes.

Falta de confiança comprometeu classificação e corrida

Albon também revelou que a instabilidade do comportamento do carro teve impacto direto em sua confiança ao volante. Segundo ele, durante a classificação, era impossível prever como o FW47 reagiria em diferentes trechos do circuito. “Isso explica por que eu não sabia que carro tinha na classificação.”

O piloto relatou que cada curva apresentava uma reação diferente, tornando extremamente difícil encontrar o limite do carro. “Da esquerda para a direita, de curva para curva, eu não sabia o que o carro faria.”

Mesmo reconhecendo que a descoberta do problema ajuda a explicar parte das dificuldades enfrentadas, Albon reforçou que a prioridade agora é garantir que a falha não reapareça na Áustria. “Talvez isso traga um pouco de confiança ao saber que havia algo errado. Mas, ao mesmo tempo, só quero ter certeza de que isso não estará presente na Áustria.”

Williams busca evolução em meio aos desafios de 2026

Para Albon, os problemas enfrentados pela equipe fazem parte do processo de desenvolvimento de uma nova geração de carros, mas isso não diminui a necessidade de encontrar respostas rapidamente.

Ele destacou que as questões de confiabilidade não se limitam apenas às unidades de potência, mas também envolvem diversos componentes do próprio carro. “É simplesmente assim que as coisas são. Os carros são muito novos e estamos percebendo que não se trata apenas de confiabilidade dos motores, Também existem questões de confiabilidade nos bastidores relacionadas aos próprios carros.”

Segundo o piloto, a Williams passa atualmente por um processo de verificação para garantir que todas as peças estejam funcionando exatamente como foram projetadas. Estamos passando por um processo para garantir que os componentes do carro estejam fazendo aquilo que deveriam fazer.”

Albon rejeitou a ideia de que os problemas sejam resultado de azar e afirmou que a responsabilidade está em melhorar os processos internos. “Isso faz parte do processo. Eu não chamaria isso de azar. Eu diria apenas que precisamos melhorar e fazer um trabalho melhor.”

A atuação em Barcelona evidenciou o tamanho da tarefa que a Williams enfrenta para voltar ao nível competitivo demonstrado em 2025. Com a chegada do GP da Áustria, as expectativas dentro da equipe permanecem moderadas enquanto os esforços continuam concentrados em compreender e solucionar as limitações do FW47.

(Foto: Fórmula 1)