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Messi, Mbappé e Haaland transformam a Chuteira de Ouro em uma disputa histórica na Copa do Mundo

A Copa do Mundo de 2026 está proporcionando algo raro para os amantes do futebol. Em vez de uma corrida isolada pela artilharia, o torneio está sendo marcado por uma disputa direta entre três dos maiores atacantes da atualidade. Lionel Messi, Kylian Mbappé e Erling Haaland não apenas lideram a classificação da Chuteira de Ouro, como também estão quebrando recordes históricos em ritmo acelerado.

Após apenas duas rodadas, Messi aparece na liderança com cinco gols. Logo atrás estão Mbappé e Haaland, ambos com quatro gols. Os números já seriam impressionantes em qualquer contexto, mas ganham ainda mais relevância quando analisados dentro da história das Copas do Mundo.

Esta é apenas a segunda vez que três jogadores conseguem marcar pelo menos quatro gols nas duas primeiras partidas de uma edição do Mundial. O único precedente aconteceu em 1954, há mais de sete décadas. O fato ajuda a explicar por que especialistas, ex-jogadores e torcedores enxergam esta disputa como uma das mais especiais já vistas no torneio.

Messi lidera a corrida e amplia seu legado nas Copas do Mundo

Lionel Messi, goleador histórico das Copas

Se a disputa pela artilharia já chama atenção, Lionel Messi conseguiu elevar ainda mais o nível ao assumir a liderança isolada da lista de maiores artilheiros da história das Copas do Mundo.

O argentino chegou a esta edição atrás de Miroslav Klose, dono de 16 gols em Mundiais. Porém, em apenas dois jogos, Messi ultrapassou a marca histórica e alcançou 18 gols em 28 partidas disputadas na competição.

Mais impressionante ainda é o fato de que todos os cinco gols da Argentina nesta Copa passaram pelos pés do camisa 10.

Aos 38 anos, Messi continua sendo o principal protagonista de sua seleção e demonstra uma longevidade raramente vista no futebol de alto nível. O que torna a situação ainda mais especial é que seus concorrentes diretos pertencem a gerações mais jovens.

Mesmo diante dessa diferença de idade, o argentino segue liderando a corrida.

Sua atuação contra a Áustria, quando marcou dois gols e assumiu o topo da lista histórica, reforçou a sensação de que o jogador continua acumulando feitos mesmo após conquistar praticamente tudo o que o futebol poderia oferecer.

Mbappé e Haaland mostram que a sucessão já começou

Haaland, Noruega ganha Senegal

Se Messi representa a experiência, Mbappé e Haaland simbolizam o futuro que já virou presente.

O atacante francês alcançou quatro gols em apenas duas partidas e chegou aos 16 gols em Copas do Mundo, exatamente o mesmo número que Miroslav Klose possuía quando iniciou esta edição do torneio.

O detalhe impressionante é a velocidade com que isso aconteceu.

Enquanto Klose precisou de quatro Copas do Mundo para construir sua marca, Mbappé alcançou os mesmos números em apenas 16 partidas. Aos 27 anos, ele ainda pode disputar diversas edições futuras e se transformar no principal candidato a quebrar o recorde de Messi nos próximos anos.

Já Haaland vive uma situação diferente, mas igualmente impressionante.

A Copa de 2026 representa sua estreia no maior torneio do futebol mundial. Mesmo assim, o atacante da Noruega já soma quatro gols em dois jogos.

Com isso, tornou-se apenas o sexto jogador da história a marcar múltiplos gols em cada uma de suas duas primeiras partidas em Copas do Mundo.

Os números pela seleção norueguesa ajudam a entender a dimensão do fenômeno. São 59 gols em apenas 52 partidas internacionais.

A eficiência do camisa 9 impressiona até mesmo especialistas acostumados a analisar grandes atacantes.

Segundo o ex-jogador Ally McCoist, Messi continua sendo o atleta mais talentoso da atualidade, mas quando o assunto é finalização pura, poucos conseguem competir com Haaland.

O novo formato da Copa pode impulsionar recordes históricos

Mbappé - França
Créditos da foto: Getty Images.

Outro fator que ajuda a explicar essa explosão ofensiva é o novo formato do torneio.

Pela primeira vez, a Copa do Mundo conta com 48 seleções. Isso aumentou significativamente o número de partidas e criou mais confrontos envolvendo equipes de níveis técnicos bastante diferentes.

Consequentemente, os grandes atacantes passaram a encontrar mais oportunidades para marcar.

Além disso, o campeão mundial precisará disputar uma fase eliminatória extra em relação às edições anteriores. Isso significa mais jogos disponíveis para acumular gols e estatísticas.

O resultado é que uma marca considerada praticamente inalcançável por décadas voltou a entrar em discussão.

O recorde de gols em uma única Copa pertence ao francês Just Fontaine, que marcou 13 vezes em 1958. Desde então, apenas outros dois jogadores conseguiram atingir dois dígitos em uma única edição: Sándor Kocsis, da Hungria, em 1954, e Gerd Müller, da Alemanha, em 1970.

Agora, com Messi, Mbappé e Haaland mantendo uma média superior a dois gols por partida, o cenário parece mais favorável do que nunca para que esse recorde seja ameaçado.

Com a fase de grupos ainda em andamento e várias partidas pela frente, a corrida pela Chuteira de Ouro promete acompanhar toda a Copa do Mundo. Mais do que definir quem será o artilheiro do torneio, ela pode acabar determinando qual dessas superestrelas deixará a marca mais impressionante na história do futebol mundial.

(Foto de capa: Maria Lysaker-Imagn Images)

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Kaique