A 1ª rodada do Draft da NBA está acontecendo nesta terça-feira (23), e AJ Dybantsa foi o 1º escolhido da classe pelo Washington Wizards. No entanto, outros nomes também chamam atenção e podem se desenvolver como peças importantes na liga ao longo dos próximos anos.
Confira os jogadores selecionados nas escolhas da Loteria do Draft
1ª escolha: AJ Dybantsa, F (BYU)
O Washington Wizards fez uma grande escolha com AJ Dybantsa. Ele combina explosão física e atleticismo de elite, destacando-se como um finalizador agressivo em infiltrações e situações de isolation. Além disso, apresenta um arremesso eficiente de média distância. A combinação entre piso e teto chama muito a atenção ao falar do jogador.
Defensivamente, sua versatilidade é um atributo valioso, especialmente em situações de transição. No entanto, Dybantsa ainda pode evoluir como criador de jogadas, já que ocasionalmente demonstra dificuldades para identificar opções ao redor da quadra e antecipar movimentações ofensivas.
2ª escolha: Darryn Peterson, G (Kansas)
O Utah Jazz fez uma escolha segura ao selecionar Darryn Peterson no Draft. Ele é um dos talentos ofensivos mais completos da classe, com capacidade de pontuar nos três níveis em um nível que o coloca entre os melhores do Draft nesse quesito. O armador se destaca pela fluidez na criação do próprio arremesso. Peterson demonstra alto nível técnico em step backs, pull-ups e floaters, combinando leitura de jogo e equilíbrio corporal para finalizar sob pressão.
Embora ainda não seja reconhecido como um playmaker avançado, há sinais de que pode evoluir como passador secundário. Esse desenvolvimento seria fundamental para ampliar ainda mais seu impacto ofensivo, forçando defesas a respeitar não apenas seu arremesso, mas também sua capacidade de criar para companheiros.
3ª escolha: Cameron Boozer, F (Duke)
O Memphis Grizzlies também foi pelo melhor caminho possível neste Draft, ao selecionar Cameron Boozer. Ele é um jogador com qualidades bem definidas, destacando-se como um excelente finalizador de jogadas e demonstrando grande eficiência no garrafão. Além disso, apresenta versatilidade ofensiva ao contribuir no espaçamento da quadra.
Por outro lado, sua falta de movimentação lateral pode ser explorada em trocas defensivas, e sua atuação como protetor de aro ainda gera algumas dúvidas em nível profissional. Ainda assim, Boozer é um jogador que mostra credenciais de que poderá se tornar um grande nome no futuro.
4ª escolha: Caleb Wilson, F (North Carolina)
O Chicago Bulls é outra equipe que optou pelo melhor jogador disponível no Draft. Caleb Wilson combina tamanho, explosão e mobilidade em uma combinação rara para sua posição, destacando-se como um finalizador agressivo em infiltrações e situações de transição. Além disso, possui um arremesso de média distância bastante confiável. Seu potencial defensivo também chama bastante atenção.
Por outro lado, Wilson ainda enfrenta dificuldades em ataques de meia-quadra e precisa evoluir significativamente como arremessador de longa distância, aspecto cada vez mais importante no basquete moderno. Ainda assim, o ala possui um teto de desenvolvimento elevado e pode evoluir de forma expressiva ao longo dos próximos anos, o que aumenta seu valor como prospecto.
5ª escolha: Keaton Wagler, G (Illinois)
O Los Angeles Clippers tem argumentos para apostar no potencial de Keaton Wagler. O armador de Illinois se destaca pela tomada de decisão com rapidez, mantendo o controle do jogo e evitando erros desnecessários. Além disso, Wagler apresenta potencial de desenvolvimento como arremessador e pode contribuir em ações sem a bola nas mãos.
Porém, suas limitações defensivas podem representar um obstáculo em sua adaptação à NBA, sendo um aspecto que precisará evoluir ao longo dos próximos anos. Apesar dos 2.01 de altura, o jogador ainda precisa desenvolver sua força física, o que pode comprometer seu desempenho em situações de contato mais intenso.
6ª escolha: Mikel Brown Jr, G (Louisville)
O Brooklyn Nets vê com bons olhos o nome de Mikel Brown Jr. O armador se destaca pela visão de jogo apurada e pela capacidade de criar oportunidades para os companheiros, mas também possui recursos para assumir responsabilidades ofensivas. Sua eficiência em situações de isolation e sua habilidade para criar o próprio arremesso o tornam uma ameaça constante com a bola nas mãos.
Brown Jr ainda apresenta limitações defensivas e precisa evoluir em situações sem a posse da bola, aspectos que podem influenciar seu impacto imediato na NBA. Além disso, o armador enfrentou problemas relacionados a uma lesão nas costas durante sua temporada no basquete universitário, questão que certamente será monitorada ao longo de sua trajetória profissional.
7ª escolha: Darius Acuff Jr, G (Arkansas)
O Sacramento Kings já dava indícios de que selecionaria Darius Acuff Jr no Draft. A franquia possuía uma necessidade clara na posição de armador, o que reforçava essa possibilidade. O jogador se destaca pelo controle de bola refinado e pela capacidade de pontuar nos três níveis da quadra. Seu piso parece sólido o suficiente para lhe garantir minutos na NBA desde cedo, embora ainda existam aspectos importantes a serem desenvolvidos.
Acuff Jr atuava como o principal organizador de sua equipe, passando a maior parte do tempo com a bola nas mãos. Como consequência, teve poucas oportunidades para demonstrar impacto sem a posse da bola, além de apresentar contribuição defensiva limitada, fatores que podem representar desafios em um ambiente de maior exigência competitiva.
8ª escolha: Kingston Flemings, G (Houston)
O Atlanta Hawks também dava indícios sobre qual seria sua escolha neste Draft, e confirmou essa expectativa ao selecionar Kingston Flemings. O armador se destaca pela velocidade e agilidade, atributos valiosos para o jogo de transição, além de apresentar controle de bola refinado e capacidade de contribuir defensivamente.
No entanto, Flemings ainda precisa evoluir como criador de jogadas. Embora possua alguma capacidade de atuar como playmaker, tende a oscilar na tomada de decisões e pode cometer turnovers quando pressionado. O armador também enfrenta dificuldades diante de defesas mais compactas, aspecto que precisará corrigir para maximizar seu impacto ofensivo na NBA.
9ª escolha: Morez Johnson Jr, F/C (Michigan)
O Dallas Mavericks optou por satisfazer seu novo técnico, Dusty May, que trabalhava em Michigan Wolverines. Ainda assim, Morez Johnson Jr merece destaque por sua versatilidade defensiva e pela capacidade de dominar os rebotes. O jogador também chamou atenção nos drills de arremesso do Combine, indicando potencial para atuar ocasionalmente como espaçador de quadra.
Por outro lado, ainda precisará evoluir seu jogo de costas para a cesta e refinar sua capacidade de criação para os companheiros, especialmente caso seja utilizado predominantemente como pivô. Apesar dessas lacunas, Johnson Jr apresenta um interessante potencial de desenvolvimento e pode se tornar uma peça importante para os Mavericks no futuro.
10ª escolha: Brayden Burries, G (Arizona)
O Milwaukee Bucks apostou em Brayden Burries no Draft. O jogador se destaca principalmente pelo impacto defensivo, considerado uma de suas maiores virtudes, além da capacidade de atuar sem a bola nas mãos, característica que amplia sua versatilidade ofensiva.
Burries também sabe absorver contato e gerar pontos na linha do lance livre, agregando eficiência ao seu jogo. Por outro lado, seu teto de desenvolvimento não é considerado tão elevado quanto o de outros prospectos da classe, além de não possuir o mesmo nível de explosão atlética apresentado por alguns de seus concorrentes.
11ª escolha: Yaxel Lendeborg, F (Michigan)
O Golden State Warriors optou pela seleção de Yaxel Lendeborg. Conhecido como o ‘LeBron dominicano’, ele se destaca pela versatilidade defensiva, sendo capaz de marcar diferentes posições e contribuir nos rebotes, com potencial para gerar impacto imediato na NBA.
No ataque, é eficiente próximo ao aro e possui uma seleção de arremessos razoável. No entanto, sua falta de explosão pode ser um problema em determinados contextos, assim como sua mecânica de arremesso ainda pouco refinada. Outro fator relevante é a idade, já que, aos 23 anos, seu teto de desenvolvimento tende a ser mais limitado.
12ª escolha: Aday Mara, C (Michigan)
O Oklahoma City Thunder fez o que se esperava ao selecionar Aday Mara no Draft. Ele pode ser desenvolvido de maneira mais cautelosa no início, sendo inserido gradualmente no esquema enquanto se adapta ao jogo da NBA. Mara é um protetor de aro de elite, com 2.21 de altura e 2.97 de alcance em pé.
Ele também possui visão de jogo acima da média para um pivô, conseguindo distribuir passes em diferentes áreas da quadra, além de apresentar potencial de desenvolvimento como stretch big. No entanto, pode enfrentar dificuldades iniciais contra pivôs mais físicos e não é tão explosivo quanto suas medidas sugerem.
13ª escolha: Nate Ament, F (Tennessee)
O Milwaukee Bucks, que receberá a escolha na troca de Giannis Antetokounmpo, sempre considerou o nome de Nate Ament. O ala de Tennessee apresenta características típicas de um armador, como boa condução de bola e agilidade, aspectos valiosos na execução de jogadas de pick-and-roll, uma de suas principais especialidades.
Seu trabalho de pés também chama atenção e, com 2,08 de altura, ele pode gerar mismatches no arremesso, embora ainda precise evoluir nesse fundamento. No entanto, Ament pode ter dificuldades contra jogadores mais físicos e ainda apresenta limitações defensivas que precisam ser desenvolvidas.
14ª escolha: Hannes Steinbach, F (Washington)
A seleção de Hannes Steinbach era uma clara intenção do Charlotte Hornets neste Draft. O ala-pivô é uma opção interessante para a franquia, por conseguir utilizar sua força física para dominar os rebotes e pontuar próximo à cesta, além de oferecer espaçamento ofensivo.
Por outro lado, Steinbach apresenta dificuldades para acompanhar jogadores no perímetro, podendo ser explorado em trocas defensivas. Sua proteção de aro também gera questionamentos. Ainda assim, reúne qualidades suficientes para ser considerado um dos bons prospectos desta classe, com potencial para contribuir desde o início na NBA.
Confira o restante dos escolhidos na 1ª rodada do Draft
15. Chicago Bulls: Dailyn Swain, G/F (Texas)
16. Oklahoma City Thunder (via Memphis): Bennett Stirtz, G (Iowa)
17. Detroit Pistons (via Oklahoma City): Ebuka Okorie, G (Stanford)
18. Charlotte Hornets: Christian Anderson, G (Texas Tech)
19. Toronto Raptors: Allen Graves, F (Santa Clara)
20. San Antonio Spurs: Jayden Quaintance, C/F (Kentucky)
21. Memphis Grizzlies (via Detroit): Karim Lopez, F (Nova Zelândia)
22. Philadelphia 76ers: Labaron Philon Jr, G (Alabama)
23. Atlanta Hawks: Zuby Ejiofor, F/C (St. John’s)
24. Los Angeles Lakers (via New York): Cameron Carr, G (Baylor)
25. Dallas Mavericks (via LA Lakers): Sergio De Larrea, G (Espanha)
26. San Antonio Spurs (via Denver): Tarris Reed Jr, C (UConn)
27. Boston Celtics: Chris Cenac Jr, C/F (Houston)
28. Brooklyn Nets (via Minnesota): Joshua Jefferson, F (Iowa State)
29. Sacramento Kings (via Cleveland): Alex Karaban, F (UConn)
30. Phoenix Suns (via Dallas): Koa Peat, F (Arizona)
FOTO: Brad Penner/Imagn Images



