A Holanda ganhou da Tunísia por 3 a 1 e garantiu a classificação como líder do grupo F da Copa do Mundo, nesta quinta-feira (25). Enquanto isso, a seleção africana permaneceu na lanterna e está eliminada da competição.
A equipe do técnico Ronald Koeman foi superior durante grande parte da partida. Já nos primeiros dez minutos, encaminhou o resultado ao marcar 2 a 0, com gols de Skhiri (contra) e do atacante Brobbey. Após o segundo gol anotado e com a colocação já alcançada, apenas administrou o placar.
No segundo tempo, a Tunísia diminuiu e chegou a esboçar uma reação, mas Van Hecke marcou o terceiro e último gol, decretando o placar final do jogo. Após o gol, a partida teve raríssimas emoções e assim como na etapa anterior, a Holanda administrou o resultado,
A partir deste resumo do jogo, confira três impressões do confronto da segunda vitória seguida da Holanda na Copa do Mundo.
O poderio ofensivo da Holanda
A Holanda é uma das seleções que praticaram o melhor futebol na primeira fase do torneio. Contudo, o que contribuiu para o desempenho elogiado da Laranja Mecânica foi o ataque. A equipe é a que mais marcou na Copa do Mundo, com dez gols, ao lado da Alemanha.
Ronald Koeman escalou a Holanda no esquema tático 4-3-3, com o ataque fazendo mais participações do que apenas concluir ao gol, tais como triangulações rápidas, amplitude máxima, aproveitar as bolas paradas e forte pressão pós-perda. Estas características estiveram presentes em cada gol da Holanda.
No primeiro gol, a amplitude ficou evidente na jogada holandesa. A estratégia de realizar esta função mostrou-se certeira na primeira investida ao ataque, em que o lateral-direito Dumfries avançou com liberdade para fazer o cruzamento para a área.
Enquanto o segundo gol simbolizou também o aproveitamento da Holanda sobre o impactado estado mental da Tunísia depois de sofrer o gol rapidamente. A seleção europeia aproveitou a estatura de seus jogadores para ampliar a vantagem. O gol derradeiro foi mais uma vez que a equipe usufruiu do jogo aéreo.
Com exceção dos três gols, o sistema ofensivo holandês manteve o ritmo de sufocar a Tunísia, caracterizado por ampla circulação na intermediária da área, pelas infiltrações pelos lados e pelas finalizações de média ou longa distância.
As fragilidades do sistema defensivo da Tunísia
A Tunísia foi eliminada sofrendo três derrotas em três jogos nesta Copa do Mundo, sofrendo 12 gols no torneio, a pior defesa da edição até o momento. Logo nos primeiros minutos ficaram evidentes as fragilidades do sistema defensivo tunisiano.
Mais do que participações com a bola, a desatenção dos defensores da Tunísia marcou os minutos iniciais. Os dois gols sofridos em apenas sete minutos mostraram a dispersão da equipe treinada por Hervé Renard. O posicionamento dos zagueiros dentro da área também mostrou falhas em jogadas de bola parada e cruzamentos, algo que deveria ter sido visto antes da partida, visto que enfrentou uma das seleções com a média de altura mais alta da competição. O primeiro e o terceiro gol foram marcados em jogadas de escanteio, em que a marcação falhou ao subir.
Além disso, outra questão que ficou clara foi os espaços nas costas dos alas. Mesmo atuando em uma linha de cinco defensores para proteger os dois lados, os alas da Tunísia subiam para pressionar, mas deixaram espaços nas costas e os pontas holandeses aproveitaram esta brecha e exploraram esse espaço com passes em profundidade.
A participação decisiva de Brobbey
Em um jogo em que uma equipe foi dominante durante quase toda a partida, a escolha pelo principal nome do confronto não seria fácil, mas Brobbey pode ser considerado o craque da vitória da Holanda.
Logo aos sete minutos, ele já se credenciava como candidato ao posto, ao ter marcado o segundo gol da Holanda, aproveitando um cruzamento. Com o gol anotado, ele se isolou como o artilheiro da seleção na Copa do Mundo com três gols marcados.
Brobbey jogou 77 minutos na partida e persistiu o alerta da defesa da Tunísia, ao atuar em constante pressão física, acertando 100% dos chutes em direção ao gol de Dahmen. Em mais um destacado desempenho na Copa do Mundo, ele mantém Memphis Depay no banco de reservas e deverá ser titular no jogo contra Marrocos, na próxima terça-feira (30).
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