O empate por 1 a 1 entre Egito e Irã decidiu destinos diferentes na última rodada do Grupo G da Copa do Mundo. Enquanto os egípcios confirmaram a classificação às 16 avos de final, os iranianos deixaram o gramado frustrados após verem um gol ser anulado pelo VAR nos acréscimos e desperdiçarem oportunidades claras que poderiam mudar completamente a história da partida.
O confronto começou em ritmo acelerado, com gols e um pênalti defendido ainda nos primeiros minutos, perdeu intensidade ao longo do segundo tempo e ganhou contornos dramáticos na reta final. Entre bolas no travessão, revisões do VAR e muita pressão iraniana, o duelo manteve a indefinição até o último lance.
Duelo físico domina o primeiro tempo após sequência de emoções

O confronto começou de forma extremamente movimentada, com as duas seleções criando grandes oportunidades antes mesmo dos 15 minutos. Logo aos cinco, o Egito abriu o placar após uma bela jogada trabalhada. Trezeguet recebeu um passe em profundidade e ficaria livre para finalizar, mas o goleiro iraniano saiu do gol para interceptar o lance. A tentativa de afastar a bola, porém, foi mal executada, e ela sobrou para Saber. Mesmo com o goleiro e três defensores praticamente em cima da linha, o atacante finalizou e contou com um desvio por baixo do arqueiro para ver a bola ultrapassar todos os marcadores e morrer no fundo das redes, colocando os egípcios em vantagem.
A resposta do Irã foi imediata. Na saída de bola do Egito, Taremi pressionou a defesa e se antecipou ao zagueiro Abdelmonem. Ao tentar afastar o perigo, o defensor acabou acertando o atacante dentro da área, e o árbitro marcou pênalti. O próprio Taremi foi para a cobrança, mas parou em uma grande defesa de Shobeir, que caiu no canto certo e manteve a vantagem egípcia.
O goleiro do Egito, no entanto, não conseguiu evitar o empate poucos minutos depois. Aos 13, o Irã construiu mais uma boa jogada coletiva até Milad Mohammadi aparecer dentro da área e finalizar colocado. Shobeir fez excelente defesa, mas deu rebote, deixando a bola viva próxima à linha de fundo. Rezaeian acreditou no lance, evitou a saída da bola e, praticamente sem ângulo, acertou uma finalização precisa para empatar a partida em 1 a 1.
Depois de um início eletrizante, o ritmo diminuiu. As duas equipes passaram a encontrar mais dificuldades para criar oportunidades, e o duelo ficou concentrado nas disputas físicas e na marcação intensa no meio-campo. O primeiro tempo terminou empatado por 1 a 1, sem que nenhuma das seleções voltasse a ameaçar o gol adversário com grande perigo.
O equilíbrio também apareceu nos números. Foram 14 faltas cometidas na etapa inicial e dois cartões amarelos para cada lado, reflexo de um jogo bastante intenso. Nos duelos individuais, o equilíbrio foi praticamente absoluto: Egito e Irã disputaram 50 duelos pelo chão e 21 pelo alto, mostrando como o confronto foi decidido na força física e na competitividade durante os primeiros 45 minutos.
VAR impede virada do Irã e mantém empate até o apito final
O segundo tempo teve um ritmo bem diferente da etapa inicial. O Egito administrava um resultado que lhe garantia a classificação para as 16 avos de final, enquanto o Irã evitava se expor excessivamente para não transformar um ponto importante em derrota. Com isso, as duas seleções diminuíram o ritmo ofensivo, priorizaram a organização defensiva e criaram poucas oportunidades claras de gol.
A primeira grande oportunidade do segundo tempo só apareceu apenas aos 88 minutos e foi do Irã. Após cobrança de escanteio, Taremi se antecipou à marcação egípcia e cabeceou no travessão, levando muito perigo ao gol defendido por Shobeir. No entanto, antes mesmo da conclusão da jogada, o árbitro já havia marcado falta do ataque sobre o goleiro do Egito, anulando qualquer possibilidade de o lance mudar o placar.
Os minutos finais, reservaram muita emoção para os iranianos. Aos 92, em uma cobrança de falta levantada na área, Shobeir saiu mal do gol e afastou a bola de maneira equivocada. A sobra ficou com Ghorbani, que finalizou em cima do próprio goleiro egípcio. No rebote, Khalilzadeh apareceu para empurrar a bola para as redes e explodir a torcida iraniana em festa, marcando o gol que colocava momentaneamente o Irã na segunda colocação do grupo. A comemoração, no entanto, durou pouco. Após revisão do VAR, foi identificado que Khalilzadeh estava em posição de impedimento no momento da sobra, e o gol acabou sendo anulado, frustrando jogadores e torcedores.
Mesmo com o duro golpe, o Irã seguiu pressionando em busca da virada. Aos 97 minutos, Ezatolahi apareceu livre dentro da área após um cruzamento e cabeceou firme, mas a bola explodiu no travessão, encerrando de vez as esperanças iranianas de conquistar a vitória.
Com o apito final, o empate por 1 a 1 confirmou um desfecho diferente para as duas seleções. O Egito desperdiçou a oportunidade de terminar a fase de grupos na liderança, mas garantiu a classificação em segundo lugar e agora enfrentará a Austrália na fase de 16 avos. Já o Irã terminou na terceira colocação e precisará aguardar os resultados dos demais grupos, torcendo para que Croácia, Argélia e República Democrática do Congo não superem sua campanha entre os terceiros colocados e fiquem com uma das vagas restantes no mata-mata.
(Foto de capa: Stu Forster/Getty Images)