Harry Kane foi o principal nome da Inglaterra nesta quarta-feira (01), quando a seleção europeia derrotou a República Democrática do Congo por 2 a 1 de virada. O atacante do Bayern mostrou sua qualidade ao marcar os dois gols da Inglaterra no segundo tempo, neste jogo da Copa do Mundo.
Entretanto, o primeiro tempo mostrou um cenário diferente. Congo abriu o placar logo aos sete minutos, com gol de Brian Cipenga. Após o gol, a seleção africana recuou as linhas, crescendo a defensividade do esquema de jogo, marca que já era esperada antes do confronto.
Na etapa final, o Dream Team manteve o ritmo ofensivo e partiu para cima desde o apito inicial. Até os 29 minutos do segundo tempo, a pressão inglesa resultou em um possível pênalti e uma finalização salva em cima da linha. Quando parecia que a ineficiência ofensiva resumiria o sistema ofensivo da Inglaterra, Harry Kane teve um excelente posicionamento em duas ocasiões e, com a frieza característica, marcou os gols da classificação.
A partir deste resumo, veja quatro lições aprendidas sobre esta emocionante partida:
Harry Kane aparece no momento certo
A Inglaterra não está apresentando um grande futebol nesta Copa do Mundo. Após uma contundente vitória por 4 a 2 sobre a Croácia, empatou sem gols com Gana e derrotou a modesta seleção do Panamá por 2 a 0, com gols marcados apenas depois do intervalo.
Durante uma boa parte do jogo das 16 avos de final, Harry Kane está apagado, resultado da forte marcação dos defensores do Congo. Conforme passavam os minutos, a Inglaterra continha ansiedade nas conclusões, fazendo com que errasse gols que não perderia em outro momento tático e mental.
Porém, como um centroavante nato, Kane aparece nos momentos mais cruciais. Empatou a partida aos 30 minutos, em que aproveitou um cruzamento de Anthony Gordon e cabeceou com precisão cirúrgica. Mantendo o ritmo de goleador, repetiu o feito aos 41 minutos, após outro passe por cobertura de Gordon e marcou o gol mais uma vez.
Considerado o melhor atacante do planeta antes da Copa do Mundo com 64 gols marcados pelo Bayern na temporada 2025/26, ele precisava mostrar o grande rendimento na seleção inglesa. Por mais que tenha marcado quatro gols na fase de grupos, Harry Kane necessita aparecer no momento ideal e cumpriu esta tarefa.
O lance reclamado pela Inglaterra poderia ter tido uma melhor decisão
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Ao final do primeiro tempo, a tensão da Inglaterra já existia e era nítida pelo jogo apresentado, apesar da constante presença ao ataque. Aos 43 minutos, houve o lance mais polêmico da partida. Jude Bellingham realizou um lançamento para Harry Kane, que avançou para o gol e tocou por cima do goleiro Lionel Mpasi, que tocou no atacante, resultando na sua queda. O juiz Adham Makhadmeh entendeu que foi simulação e o VAR não interferiu.
A jogada dividiu as opiniões. Alguns especialistas sugeriram que Harry Kane pediu o contato e simulou a queda. Porém, outra parte sugere que deveria ter marcado a penalidade.
Na transmissão da Fox, o ex-árbitro da Premier League, Mark Clattenburg, comentou que o goleiro acertou o pé do atacante e, por ser, deveria ter marcado. Em um jogo de fase eliminatória do torneio, uma decisão não pode ser definida rapidamente, ainda mais quando há consulta à tecnologia.
A digna atuação da República Democrática do Congo
A campanha da República Democrática do Congo nesta Copa do Mundo mostrou algo que credenciou o elogiado desempenho: as boas atuações contra seleções tecnicamente melhores. Ao contrário do empate contra Portugal por 1 a 1, Congo abriu o placar em um chute vital de Brian Cipenda, sem chances para o goleiro Jordan Pickford.
Após o lance, a equipe se montou em um esquema marcado pelas pertinentes ações do sistema defensivo, com desarmes e uma cobertura intensa, que prejudicou o rendimento ofensivo da Inglaterra. A seleção segurou o ataque inglês até os 29 minutos e poderia ter ampliado quando Yoane Wissa acertou a trave. O lance fez falta ao final do confronto, mas não desmerece a qualidade defensiva de uma das seleções mais surpreendentes da competição.
Thomas Tuchel precisa reavaliar o desempenho da Inglaterra
A classificação da Inglaterra tem que ser comemorada, mas não se pode negar que necessita de avaliações caso deseje conquistar a Copa do Mundo. O técnico Thomas Tuchel ainda não achou a versão ideal da equipe para se manter regular nos 90 minutos.
A fase de grupos foi marcada por lentos começos, com primeiros tempos arrastados e uma melhora na segunda etapa. Atualmente, o padrão se repetiu, com uma pressão muito superior. Contra uma seleção congolesa organizada e disciplinada, a Inglaterra nunca conseguiu se impor tecnicamente.
No jogo das oitavas de final, o adversário será o México, seleção com 100% de aproveitamento e que não sofreu gol até o momento. Para este jogo, Tuchel necessita de resolver algumas características, mas uma delas não é sobre Harry Kane.
Créditos da imagem da capa: Reprodução/FIFA