A Suíça venceu a Argélia com grande facilidade na madrugada desta sexta-feira (3). Sem fazer muito esforço, a seleção europeia dominou o confronto e garantiu a vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O confronto, diferente de tantos outros neste Mundial, não teve muita emoção.
Os suíços dominaram, administraram e avançaram. Já os africanos até tentaram correr atrás, mas sem grande sucesso, esbarrando na diferença de qualidade e em problemas ofensivos.
Efetividade suíça no ataque
A Suíça não precisou fazer uma pressão ofensiva para conquistar a vitória sobre a Argélia. E, além disso, mostrou uma grande efetividade no ataque para decidir logo o confronto. O primeiro chute da seleção já foi o gol de Breel Embolo, deixando a equipe na frente aos 10 minutos. Após o intervalo, a primeira finalização também levou a bola às redes.
Com o resultado já garantido, a efetividade mostrada acabou diminuindo e Fabian Rieder ainda foi responsável por perder um gol feito. Mesmo assim, os suíços saem com a classificação depois de arriscar apenas 11 chutes, sendo que cinco foram na direção correta e dois entraram. Esse nível de sucesso pode ser de extrema importância nas próximas fases.
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Diferença técnica foi evidente
A Argélia não entrou com o favoritismo para a partida, aliás, estava bem longe disso. As chances da seleção já eram baixas, mas o campo mostrou uma grande diferença entre os dois lados. Os argelinos chegaram a ter momentos de pressão no ataque e domínio da posse de bola. No entanto, isso levou apenas a uma chance clara criada.
Sofrendo para encontrar espaços contra uma defesa bem montada, os africanos não conseguiram sair do zero. Não só isso, mas, mesmo precisando arriscar para buscar gols e tentar forçar uma prorrogação, a seleção terminou o confronto com somente oito finalizações.
Controle suíço sem muito desgaste
A Seleção Suíça não precisou se desgastar tanto em campo, mesmo quando não tinha a posse de bola. Abrindo o placar cedo, os suíços não se importaram de deixar o rival com a bola. Na defesa, os europeus faziam um ótimo trabalho de fechar espaços e não permitir chances muito claras de serem criadas.
E quando a zaga não resolvia, Gregor Kobel fez o seu trabalho de manter o gol fechado com duas defesas. Dessa forma, os suíços souberam administrar bem o confronto nos 90 minutos de jogo. Sem se desgastar muito, conquistou uma vitória fácil em uma partida que não teve grandes emoções ou sustos.
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Argélia sofreu no ataque
Os argelinos tiveram uma grande dificuldade no campo ofensivo. Apesar de ter terminado com mais posse de bola, 55%, finalizaram apenas oito vezes, sendo cinco de dentro da área e apenas duas na direção certa. Faltando qualidade nos chutes e na criação ofensiva, teve apenas uma grande chance, que não souberam aproveitar.
A ineficiência ofensiva é um dos motivos da eliminação da equipe, mas que gerou outros problemas. Apesar dos suíços não forçarem tanto no confronto, a Argélia não conseguiu fazer muita coisa em campo. Isso também vem da diferença técnica já citada, fazendo com que o confronto no mata-mata da Copa do Mundo não tivesse muita emoção.
Já era esperado que isso ficasse evidente no duelo, mas a Seleção Argelina poderia ter arriscado um pouco mais. Os problemas no ataque também surgiram pela falta de criatividade.
Foto: Emilee Chinn/Getty Images