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Automobilismo Fórmula 1

Lewis Hamilton lamenta GP de Silverstone após corrida marcada por erros e dificuldades

Lewis Hamilton classificou sua participação no GP de Silverstone como “bem ruim” depois de terminar a prova na terceira colocação. Uma parada nos boxes nas voltas finais, durante o período de safety car, consolidou o resultado do britânico, mas também impediu qualquer chance de disputar o segundo lugar até a bandeirada.

Hamilton largou da terceira posição em sua corrida de casa, alimentando a expectativa de conquistar a décima vitória da carreira no tradicional circuito de Silverstone. No entanto, essas esperanças desapareceram logo após a largada, quando o piloto começou a enfrentar dificuldades de ritmo e viu sua corrida ser comprometida desde os primeiros metros.

Além dos problemas de desempenho, o piloto da Ferrari recebeu uma punição de cinco segundos por queimar a largada, situação que marcou o início de uma sequência de acontecimentos negativos ao longo da prova.

Após a corrida, Hamilton comentou o desempenho em entrevista à imprensa e não escondeu sua insatisfação com tudo o que aconteceu durante o fim de semana.

Queima de largada marcou o início de uma corrida complicada

Ao analisar sua prova, Hamilton afirmou que nada saiu conforme o planejado desde o momento da largada. “Não foi muito bom”, declarou. Antes de comentar seu próprio desempenho, o britânico fez questão de elogiar o companheiro de equipe. “Charles fez um trabalho enorme hoje e merece totalmente a vitória.”

Em seguida, voltou a falar sobre sua corrida. “Do meu lado, foi bem ruim desde o começo. A queima de largada, algo que aconteceu pouquíssimas vezes nas cerca de 380 corridas que já disputei.”

Hamilton explicou que o movimento aconteceu de maneira involuntária e que sequer conseguiu entender exatamente o que ocorreu naquele momento. “Minha mão simplesmente se mexeu, assim. Eu realmente não sei por que isso aconteceu; eu não queria fazer aquilo. Eu nem disse para a minha mão fazer isso.” A punição recebida logo nas primeiras voltas dificultou ainda mais qualquer tentativa de acompanhar o ritmo dos líderes durante o restante da corrida.

Problemas de equilíbrio impediram melhor desempenho da Ferrari

Além da penalidade, Hamilton revelou que enfrentou dificuldades para encontrar um bom acerto no SF-26 durante toda a corrida.

Questionado sobre o motivo de ter sofrido tanto com o carro, o mesmo com o qual conquistou sua primeira vitória pela Ferrari em Barcelona, o britânico explicou que o principal problema estava no equilíbrio do equipamento. “Em relação ao equilíbrio, percebi que o Charles aumentou o ajuste de equilíbrio, acho que ainda na classificação.”

Segundo Hamilton, a configuração escolhida para seu carro provocou excesso de sobre-esterço em determinados momentos e, posteriormente, um forte subesterço logo no início da corrida. “Eu senti que o carro estava com muito sobre-esterço por causa das configurações do diferencial que tínhamos, e isso me prejudicou. Depois, no começo da corrida, eu tive o maior subesterço possível. Então ele simplesmente se distanciou de mim, porque eu não conseguia fazer o carro virar.” contou Hamilton.

Hamilton explicou que apenas na metade do primeiro stint conseguiu melhorar parcialmente o comportamento do carro após alterar alguns ajustes do diferencial. “Foi só na metade daquele primeiro stint que consegui começar a fazer o carro virar um pouco melhor com algumas mudanças no diferencial.”

Mesmo assim, ele reconheceu que, naquele momento, a diferença para os líderes já era muito grande. “Mas, até lá, a diferença já era enorme e, depois, na segunda parada, foi simplesmente um problema atrás do outro.”

Safety car e estratégia nos boxes custaram o segundo lugar

Na parte final da corrida, Hamilton perdeu contato com os dois primeiros colocados e passou a ser pressionado por Max Verstappen. A ameaça do piloto da Red Bull, entretanto, durou pouco, já que Verstappen rodou e foi parar na brita. Embora o incidente tenha eliminado o risco de Hamilton perder o pódio, ele também provocou a entrada do safety car, situação que acabou tendo consequências negativas para o piloto da Ferrari.

A equipe decidiu chamar os dois carros para uma parada preventiva, buscando reduzir riscos em caso de uma eventual relargada. A estratégia funcionou para Charles Leclerc, que conseguiu manter a liderança da prova. Já Hamilton perdeu posição para George Russell durante a passagem pelos boxes.

Como a corrida terminou sob o regime de safety car, o britânico não teve oportunidade de recuperar o segundo lugar na pista e cruzou a linha de chegada em terceiro.

Questionado na entrevista coletiva se acreditava que deveria ter permanecido na pista, ignorando a orientação da equipe, Hamilton respondeu de forma direta. “Que diferença isso faria?”

Em seguida, explicou por que seguiu a estratégia determinada pela Ferrari. “Quero dizer, a equipe pediu para eu parar. Eu presumi que, ao parar, nós manteríamos a posição. Se eles tivessem me dito que eu perderia posição por causa da parada, eu não teria feito isso.”

Com o terceiro lugar, Hamilton deixou de somar três pontos importantes no campeonato, pontos que podem fazer diferença em uma disputa pelo título que segue cada vez mais equilibrada a cada etapa.

Mesmo demonstrando frustração com o desempenho apresentado em Silverstone, o britânico segue ocupando a terceira posição no campeonato de pilotos. Ele está 32 pontos atrás de Kimi Antonelli, líder da classificação, e apenas sete pontos atrás de George Russell, segundo colocado, reduzindo significativamente a diferença em relação às rodadas anteriores.

Por isso, embora tenha saído insatisfeito com sua atuação no GP da Inglaterra, Hamilton ainda permanece próximo da disputa pelo campeonato e vê a diferença para os primeiros colocados diminuir conforme a temporada avança.

Foto: (Scuderia Ferrari)