Estados Unidos - Pulisic
Futebol Copa do Mundo

Christian Pulisic deixa a Copa devendo o protagonismo esperado nos Estados Unidos

Christian Pulisic chegou à Copa do Mundo cercado por expectativa e com a responsabilidade de liderar a geração mais talentosa do futebol dos Estados Unidos. Principal nome da equipe há vários anos, o atacante iniciou o torneio vendo a seleção americana fazer boas atuações e dar sinais de que poderia sonhar com uma campanha importante. 

No entanto, ao longo da competição da Fifa, ficou cada vez mais evidente que o camisa 10 não conseguia exercer o protagonismo esperado. Enquanto os Estados Unidos buscavam espaço entre as principais seleções da Copa, seu jogador mais decisivo acabou rendendo abaixo do nível que torcedores e imprensa imaginavam. 

Neste cenário, a eliminação para a Bélgica aumentou ainda mais os questionamentos sobre o desempenho individual de Christian Pulisic durante o Mundial.

Christian Pulisic não conseguiu assumir o protagonismo esperado

É verdade que reduzir a campanha de uma seleção inteira ao desempenho de apenas um atleta seria injusto. Ainda assim, também é natural que o principal jogador de um país carregue uma responsabilidade maior nos momentos decisivos. Foi justamente isso que aconteceu com Christian Pulisic.

Os Estados Unidos começaram a Copa deixando uma impressão positiva. A equipe mostrou organização, competitividade e conseguiu construir uma campanha que gerou confiança para a sequência do torneio. Em meio a esse cenário, existia a expectativa de que o atacante assumisse cada vez mais o papel de líder técnico conforme os confrontos aumentassem de dificuldade.

Porém, isso não aconteceu da maneira esperada. Ao longo da competição, Pulisic alternou alguns bons momentos com atuações discretas, sem conseguir manter uma regularidade capaz de colocá-lo entre os grandes destaques do Mundial.

Os próprios números ajudam a explicar parte dessa sensação. Somando suas duas participações em Copas do Mundo, o atacante acumula um gol e três assistências em oito partidas disputadas. Embora também tenha convivido com problemas físicos durante esse período, os números acabam ficando abaixo da expectativa criada para um atleta apontado como a principal referência técnica da seleção norte-americana.

Naturalmente, esse cenário fez crescer o debate sobre o quanto o camisa 10 realmente conseguiu fazer a diferença quando os Estados Unidos mais precisaram de seu talento. Afinal, em competições deste tamanho, normalmente são os grandes jogadores que conseguem decidir partidas equilibradas e conduzir suas seleções nos momentos mais complicados.

Atuação contra a Bélgica amplia críticas a Pulisic

Se já existiam questionamentos ao longo da Copa, a eliminação para a Bélgica acabou aumentando ainda mais as críticas direcionadas a Christian Pulisic. Justamente no jogo mais importante da campanha americana, o atacante teve uma atuação bastante apagada e encontrou enormes dificuldades para participar ofensivamente.

Um dos dados que mais chamou atenção foi o número de perdas de posse de bola. Em apenas 45 minutos, Pulisic perdeu a bola 11 vezes, sendo o jogador que mais desperdiçou a posse entre todos os atletas presentes na partida. O número rapidamente ganhou repercussão e passou a simbolizar a dificuldade encontrada pelo camisa 10 diante da marcação belga.

A atuação também repercutiu entre jornalistas e ex-jogadores dos Estados Unidos. A ESPN destacou justamente o elevado número de perdas de posse durante o confronto, enquanto a ex-jogadora Carli Lloyd afirmou que esperava muito mais do principal nome da equipe, dizendo ter visto apenas pequenos lampejos do talento de Pulisic durante a Copa do Mundo.

Mesmo assim, boa parte das análises também faz questão de lembrar que a eliminação americana não pode ser colocada exclusivamente na conta do atacante. A Bélgica foi superior no confronto, e diversos fatores contribuíram para o resultado. Além disso, existe um entendimento de que o futebol dos Estados Unidos ainda enfrenta desafios estruturais para competir de igual para igual com as maiores potências da modalidade.

Ainda assim, uma coisa não impede a outra. Ao mesmo tempo em que seria exagerado responsabilizar apenas Christian Pulisic pela eliminação, também é difícil ignorar que o principal jogador da seleção terminou o torneio sem conseguir entregar o impacto esperado nos momentos decisivos.

No futebol, seleções que sonham em fazer campanhas históricas normalmente dependem de seus grandes talentos aparecendo quando a pressão aumenta. Os Estados Unidos mostraram evolução em diferentes momentos da Copa do Mundo, mas acabaram sentindo falta justamente disso. No fim, pesou o fato de Christian Pulisic não conseguir assumir o protagonismo que se esperava do principal jogador da equipe em uma das campanhas mais importantes da história da seleção americana. 

Créditos da foto: Getty Images.