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Futebol Premier League

A nova joia do Manchester City: quem é Jeremy Monga, atacante de apenas 17 anos

O Manchester City venceu uma das disputas mais importantes do mercado inglês antes mesmo de a temporada começar. O clube acertou a contratação de Jeremy Monga, atacante de apenas 17 anos revelado pelo Leicester City, em uma negociação avaliada em cerca de 12,5 milhões de libras.

O valor chama atenção pela idade do jogador, mas o investimento reflete a confiança que o City deposita em um atleta considerado um dos maiores talentos do futebol inglês. O Arsenal liderava a corrida pela contratação e parecia próximo de fechar o negócio, mas viu o rival agir nos momentos finais e garantir a chegada da promessa.

Mesmo ainda muito jovem, Monga já estreou na Premier League, bateu recordes de precocidade e desperta comparações com jogadores que conseguiram transformar enorme potencial em carreiras de sucesso. Agora, chega ao Manchester City cercado por expectativas sobre quando poderá aparecer entre os profissionais e qual poderá ser seu impacto dentro de um dos elencos mais fortes do futebol mundial.

Um talento que chamou atenção desde muito cedo

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Foto: Stephen White – CameraSport/GettyImages

A carreira de Jeremy Monga evoluiu em ritmo acelerado.

Depois de passar pelas categorias de base do Coventry City, o atacante seguiu para o Leicester, onde rapidamente passou a ser tratado como uma das maiores promessas do clube.

Sua evolução foi tão rápida que, com apenas 16 anos e 34 dias, tornou-se o jogador mais jovem da história do Leicester a começar uma partida como titular. O recorde aconteceu na Copa da Liga Inglesa, diante do Huddersfield.

Poucos meses depois veio outro marco importante.

Ruud van Nistelrooy decidiu colocá-lo em campo pela Premier League, diante do Newcastle. Monga entrou nos 16 minutos finais da derrota por 3 a 0 em St James’ Park e passou a ocupar um lugar importante na história da competição.

Hoje, ele é o terceiro jogador mais jovem a atuar na Premier League, ficando atrás apenas dos atletas do Arsenal Max Dowman e Ethan Nwaneri.

Apesar da pouca idade, Monga terminou sua passagem pelo Leicester com 37 partidas disputadas pela equipe principal, sendo sete delas na Premier League.

A experiência serviu para acelerar seu amadurecimento.

O próprio jogador admitiu que sentiu nervosismo antes da estreia na elite inglesa, mas afirmou que tudo desapareceu quando a bola começou a rolar.

A naturalidade para lidar com momentos importantes aparece como uma das características mais elogiadas por quem acompanhou sua formação.

Dentro de campo, Monga costuma atuar preferencialmente pelo lado esquerdo do ataque, mas também apresenta qualidade jogando pela direita.

Outro ponto que chama atenção é a facilidade para utilizar os dois pés, característica cada vez mais valorizada entre atacantes modernos, já que amplia as possibilidades de dribles, finalizações e assistências.

O Manchester City acompanha seu desenvolvimento há bastante tempo.

A negociação ganhou força principalmente depois da chegada de Enzo Maresca, treinador que trabalhou com o jovem durante sua passagem pelo Leicester e conhece bem seu potencial.

O investimento de 12,5 milhões de libras pode parecer elevado para um jogador de apenas 17 anos, mas está longe de ser um caso isolado.

Nos últimos anos, o futebol inglês passou a investir valores cada vez maiores em jovens promessas. Archie Gray foi contratado pelo Tottenham por 30 milhões de libras, Luke Shaw custou 27 milhões ao Manchester United ainda adolescente e Theo Walcott chegou ao Arsenal por um valor semelhante ao pago agora por Monga.

Drible, velocidade e personalidade explicam por que tantos clubes queriam contratá-lo

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Foto: Getty Images

A principal qualidade de Jeremy Monga está na maneira como conduz a bola.

Callum Powell, treinador que trabalhou individualmente com o atacante quando ele ainda tinha 11 anos, afirma que o drible e a capacidade de controlar a bola sempre foram suas maiores virtudes.

Segundo Powell, o aspecto mais impressionante não era apenas a técnica.

O diferencial aparecia na velocidade com que Monga conseguia mudar de direção e superar os marcadores.

Essa combinação entre controle de bola, agilidade e aceleração tornou o jovem diferente da maioria dos jogadores de sua geração.

Outra característica destacada pelo treinador é a confiança.

Mesmo sendo bastante reservado fora de campo, Monga nunca demonstrou receio de assumir responsabilidades quando estava com a bola nos pés.

Essa personalidade ajudou a despertar interesse de diversos clubes importantes.

Arsenal, Brentford e Manchester City acompanharam de perto sua evolução.

No fim, o City levou a melhor e conseguiu impedir que um dos principais talentos ingleses reforçasse um rival direto.

Powell acredita que a comparação mais interessante envolvendo Monga não acontece por causa do estilo de jogo, mas sim da mentalidade.

Para ele, o jovem lembra Ivan Toney.

Os dois apresentam uma postura semelhante diante da pressão.

Segundo o treinador, Monga não sente o peso das expectativas. Pelo contrário.

Quanto maior o desafio, maior parece ser sua motivação.

Esse comportamento costuma aparecer com frequência entre jogadores que conseguem chegar ao mais alto nível.

A qualidade técnica normalmente chama atenção primeiro, mas a capacidade de lidar com cobranças constantes costuma definir quem realmente consegue permanecer entre os melhores.

Powell afirma que percebeu esse diferencial desde muito cedo.

Enquanto muitos jovens demonstravam nervosismo em situações importantes, Monga mantinha tranquilidade e confiança.

Qual pode ser o papel de Monga no Manchester City?

Enzo Maresca, Pep Guardiola, Manchester City
Foto: Reprodução

A chegada ao Manchester City representa o maior desafio da carreira do atacante.

Ao contrário do Leicester, onde o espaço apareceu rapidamente, o elenco comandado por Enzo Maresca conta com diversos jogadores consolidados internacionalmente.

A concorrência será muito maior.

Por isso, ainda não existe uma definição sobre o caminho inicial de Monga.

O clube avalia se o jovem será integrado imediatamente ao elenco principal ou se continuará seu desenvolvimento nas categorias de base.

Uma possibilidade considerada bastante provável é sua participação na pré-temporada da equipe na Ásia.

A excursão por Hong Kong e Seul pode servir como primeira oportunidade para Maresca observar de perto o desempenho do atacante ao lado dos profissionais.

Outros jovens, como Vitor Reis, Sverre Nypan e Divine Mukasa, também podem participar dessas atividades.

Independentemente da decisão inicial, o Manchester City enxerga Monga como um investimento para o futuro.

A negociação mostra uma estratégia que se tornou comum entre os grandes clubes ingleses.

Em vez de esperar que um talento exploda e tenha seu valor multiplicado, as equipes preferem investir cedo e acompanhar o desenvolvimento internamente.

O City fez isso diversas vezes nos últimos anos.

Nem todos os jogadores conseguem chegar ao elenco principal, mas aqueles que atingem esse objetivo costumam já conhecer profundamente a metodologia do clube.

No caso de Monga, existe ainda outro fator positivo.

Ele chega com experiência no futebol profissional.

Mesmo tendo apenas 17 anos, já disputou partidas na Premier League e enfrentou adversários de alto nível.

Essa vivência pode acelerar sua adaptação.

Ainda assim, dificilmente o atacante receberá muitos minutos logo no início.

O setor ofensivo do Manchester City reúne alguns dos melhores jogadores do mundo, e conquistar espaço exigirá paciência.

As pessoas que acompanharam sua formação, porém, demonstram enorme confiança.

Os elogios recebidos durante sua passagem pelo Coventry e pelo Leicester apontam sempre para dois aspectos principais: talento técnico acima da média e uma mentalidade rara para um jogador tão jovem.

Foi justamente essa combinação que convenceu o Manchester City a investir 12,5 milhões de libras para tirá-lo do Leicester e superar a concorrência do Arsenal.

Agora começa a etapa mais importante.

Monga deixou de ser apenas uma promessa observada pelas categorias de base e passa a fazer parte de um dos clubes mais exigentes do futebol mundial.

Se conseguir transformar todo o potencial demonstrado na adolescência em rendimento entre os profissionais, o City poderá ter encontrado mais uma peça importante para o futuro de seu elenco.

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Kaique