O US Open 2026 será disputado no próximo mês, mas já se vê uma possível polêmica começar. Segundo o The Guardian, Roland Garros vai se tornar o primeiro Grand Slam a dividir a receita com os jogadores. Essa decisão só aconteceu após as reclamações e protestos realizados neste ano.
Agora, os focos estão no major dos Estados Unidos, que será a estreia de Craig Tiley como diretor-executivo da USTA. No entanto, ele já pode ter que lidar com alguns novos protestos dos tenistas. De acordo com o The Guardian, alguns atletas, incluindo Jannik Sinner, cogitaram boicotar o torneio de duplas.
Em 2025, houve uma mudança no Slam, que adotou uma disputa de duplas que misturava simplistas e duplistas. Para garantir o sucesso, contudo, grandes estrelas do tênis precisam estar presentes. E, se as conversas com o US Open não avançarem até o início, houve a ideia de boicotar a disputa.

US Open é o novo alvo
Em 2026, as manifestações dos tenistas, incluindo nomes do topo do ranking da ATP e WTA, começaram apenas em Roland Garros. Os atuais líderes, Aryna Sabalenka e Sinner, além de outros conhecidos do público geral, como Novak Djokovic e Coco Gauff, assinaram uma declaração reclamando do valor da premiação.
O pedido é por aumento na quantia e na receita dos majors, pedindo 16% da receita em prêmios com efeito imediato. Até 2030, a ideia é aumentar a porcentagem para 22%. Ao comparar com as ligas americanas, como NBA e NFL, ainda fica abaixo da média de 50%. Não só isso, mas os tenistas também cobram melhores condições de trabalho.
Os questionamentos também foram repetidos em Wimbledon. Debbie Jevans, presidente do All England Club, chegou a afirmar que “não fazia sentido” usar a receita para determinar a premiação. A declaração aumentou a polêmica e um boicote à mídia chegou a ser planejado, mas o protesto não foi adiante.
Com o US Open chegando, as atenções e reclamações dos atletas estão direcionadas ao torneio de Nova York. A decisão tomada por Roland Garros aumenta a pressão, ainda mais com a competição ainda não tendo sido iniciada. Conversas ainda podem acontecer antes do valor da premiação de 2026 ser anunciado.
Se não houve um acordo, são esperadas mais manifestações dos tenistas e até mesmo novos protestos.

Ainda não houve acordo com Roland Garros
O The Guardian afirma que as partes ainda não chegaram a um acordo sobre os valores. No entanto, oficiais de Roland Garros fizeram uma oferta ao representante dos tenistas, Larry Scott, em uma reunião realizada há duas semanas. Mesmo que a quantia exata ainda não tenha sido acertada, já é uma decisão que diferencia o Grand Slam francês dos outros.
Além de ter aceitado incluir o valor das receitas nas premiações, o major também aceitou contribuir com a previdência e assistência médica dos atletas. Outro ponto importante: também concordou em permitir maior poder de decisão na gestão do torneio. Ou seja, grandes mudanças sobre incluir ou retirar mais um dia de disputa ou situações semelhantes.
Havia reclamações sobre a falta de participação dos atletas nas decisões sobre o calendário. Por exemplo, a decisão de Roland Garros de começar as disputas em um domingo e não na segunda-feira foi algo citado na época. Com a aceitação do Slam, a pressão nos outros três cresce, principalmente no US Open, que começa a ser disputado no dia 23 de agosto.
Foto: Divulgação/USTA