Charles Leclerc e Lewis Hamilton chegaram ao treino classificatório deste sábado (25) como os principais favoritos para conquistar a pole position do GP da Hungria de Fórmula 1. Depois do domínio da Ferrari nos treinos livres de sexta-feira, a expectativa era de que a equipe italiana confirmasse a superioridade na disputa pela primeira colocação do grid.
No entanto, a história mudou nos minutos decisivos do Q3. Lando Norris encaixou uma volta praticamente perfeita com a McLaren e garantiu a pole position. Hamilton ficou apenas 0,012s atrás do britânico, enquanto Leclerc terminou 0,238s distante do tempo de Norris, frustrando os planos da Ferrari.
A Ferrari havia sido dominante ao longo da preparação para o fim de semana. A equipe liderou os treinos livres de sexta-feira e voltou a mostrar velocidade no classificatório, especialmente no Q2 e nas primeiras tentativas do Q3. Mesmo assim, a pole escapou na volta decisiva. Para completar o cenário negativo, Hamilton recebeu uma punição por atrapalhar Oscar Piastri e caiu para a quinta posição no grid de largada.
Leclerc explica como a Ferrari perdeu a pole após dominar os treinos
Após a classificação, Leclerc admitiu que a Ferrari não conseguiu repetir o desempenho apresentado na sexta-feira. Segundo o piloto monegasco, a queda de rendimento começou logo no Q1, quando ele percebeu que o carro já não transmitia a mesma confiança dos treinos livres.
De acordo com Leclerc, toda a sessão foi complicada. A Ferrari precisou utilizar dois jogos novos de pneus no Q2, o que alterou o planejamento da equipe para a parte decisiva do classificatório. Além disso, o piloto destacou que enfrentou dificuldades principalmente nas curvas 1 e 12 do Hungaroring, onde perdeu cerca de dois décimos durante praticamente toda a classificação.
O monegasco afirmou que ainda precisa analisar os dados ao lado dos engenheiros para entender exatamente o que aconteceu. Na avaliação dele, o problema esteve muito mais relacionado à pilotagem e ao comportamento do carro em pontos específicos da pista do que a uma falha estrutural da Ferrari.
Mesmo sem conquistar a pole, Leclerc destacou que o ritmo de corrida demonstrado pela Ferrari na sexta-feira continua sendo um ponto positivo. Ainda assim, ele evitou qualquer excesso de confiança, lembrando que os rivais também evoluíram significativamente entre um dia e outro. Segundo o piloto, todos deram um grande passo de desempenho no sábado, tornando o cenário da prova muito mais equilibrado do que os treinos indicavam.
Leclerc não descarta recuperação da Mercedes na corrida
Apesar de a Mercedes não ter brilhado no classificatório, Leclerc acredita que a equipe alemã continuará sendo uma forte candidata na corrida deste domingo. George Russell registrou um tempo muito abaixo do esperado no Q3, enquanto Kimi Antonelli também não conseguiu acompanhar Norris e a Ferrari na luta direta pela pole. Ainda assim, o piloto da Ferrari considera precipitado descartar os rivais.
Na visão de Leclerc, o histórico da temporada pesa bastante nessa análise. A Mercedes venceu a maior parte das corridas de 2026 e mostrou competitividade praticamente em todos os circuitos. Por isso, o monegasco acredita que a equipe de Brackley pode recuperar desempenho no ritmo de corrida, mesmo após um sábado abaixo das expectativas.
Ao comentar quem considera favorito para vencer o GP da Hungria, Leclerc apontou Norris como o principal nome após o excelente desempenho da McLaren na classificação. No entanto, fez questão de destacar que não tem dúvidas de que a Mercedes estará na disputa pelas primeiras posições durante a prova, graças à consistência demonstrada ao longo do campeonato.
Com Norris largando na frente, Leclerc na primeira fila e Hamilton iniciando a corrida apenas em quinto após a punição, o GP da Hungria promete uma disputa intensa entre McLaren, Ferrari e Mercedes. O equilíbrio visto na classificação indica que estratégia, desgaste dos pneus e ritmo de corrida podem ser fatores decisivos na definição do vencedor.
Foto: Scuderia Ferrari