Iliman Ndiaye pode deixar o Everton nesta janela de transferências. O jogador foi procurado pelo Al-Hilal, gigante da Arábia Saudita, manifestou forte interesse na contratação do atacante senegalês de 26 anos. No entanto, enquanto a imprensa especula sobre os valores astronômicos da possível negociação, parte significativa da torcida dos Toffees adota uma postura surpreendentemente favorável à saída do atleta do Goodison Park.
Ndiaye desembarcou para jogar no Everton em julho de 2024 vindo do Olympique de Marselha, assinando um contrato de cinco temporadas cercado de grandes expectativas. Porém, após dois anos vestindo a camisa do clube da Premier League, a percepção dominante entre os torcedores é de que o futebol do atacante ficou devendo. As manobras com a bola, os dribles desconcertantes e a inegável qualidade técnica não foram suficientes para mascarar a escassez de gols e assistências, um fator importante para um jogador que atua no setor ofensivo.
O dilema entre o talento e a eficiência
Para muitos, a passagem de Ndiaye pelo Everton é definida pela palavra “ilusão”. O atacante sempre demonstrou possuir um vasto repertório de recursos individuais e facilidade para superar a marcação no um contra um, mas pecou repetidamente no momento da tomada de decisão no último terço do campo.
Os números do senegalês ao longo de duas temporadas completas na Premier League refletem essa desconexão entre o talento plástico e a eficiência tática. Embora seja justo ponderar que Ndiaye atuou em uma equipe do Everton historicamente pautada pelo pragmatismo e com pouca vocação para o futebol propositivo, além de passar por profundas crises e terminar na parte debaixo da tabela nos últimos anos, a entrega final do jogador permaneceu abaixo do esperado para quem custou um investimento elevado. A incapacidade de transformar lances individuais em oportunidades claras de gol faz com que sua eventual saída não seja vista como uma perda significativa para a estrutura do time.
O Everton poderia reinvestir o dinheiro arrecadado
Se por um lado a saída de um jogador habilidoso gera apreensão em qualquer comissão técnica, os valores especulados para a transferência de Iliman Ndiaye mudam completamente o poder financeiro do Everton. A possibilidade de arrecadar algo em torno de 70 milhões de libras (cerca de R$ 478 milhões) com a venda do atacante ao Al-Hilal, para atuar no futebol saudita, sendo encarada como um negócio irrecusável nos bastidores do clube.
A quantia permitiria ao Everton promover uma grande reestruturação no ataque. O consenso entre torcedores e analistas é de que o departamento de scouting do Everton deve agir com inteligência de mercado, mapeando opções de custo razoável para substituir o senegalês. Em vez de gastar toda a quantia arrecada na aquisição de um único nome de, a estratégia ideal seria focar na chegada de dois ou três reforços pontuais que entreguem mais consistência, agressividade e gols.
A ida de Ndiaye para o Al-Hilal seria benéfica para todos os lados
A iminente proposta do Al-Hilal coloca o Everton diante de um ponto de virada tático e financeiro. Manter Iliman Ndiaye significa apostar na esperança de que ele desenvolva o poder de decisão que lhe faltou nas últimas duas temporadas. Por outro lado, aceitar a venda ao futebol árabe representa realizar um grande lucro sobre um atleta que, apesar do refino técnico, nunca se consolidou como o protagonista da equipe, sempre ficando aquém das expectativas.
Para Ndiaye, a transferência para o Campeonato Saudita garante um contrato financeiramente transformador e a chance de atuar em um ambiente de menor pressão. Para o Everton, os 70 milhões de libras (cerca de R$ 478 milhões) abrem a oportunidade para corrigir distorções no elenco e construir um time mais coletivo e produtivo para as próximas temporadas na Premier League.
Créditos da foto de capa: Getty Images