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Circuito da ATP passa por transição e consequência é um top 10 fraco

Nos últimos anos, tem sido notado que o circuito da ATP está fraco, com um nível bem abaixo do das últimas décadas. Há um limbo na disputa masculina, fazendo com que o top 10 não seja tão competitivo. Isso voltou a ficar evidente com o Masters 1000 de Montreal, restando apenas um top 10 na disputa após a terceira rodada.

Contudo, não é a primeira vez e tem sido comum ver cada vez mais cabeças de chave sofrendo derrotas nas primeiras partidas. Há apenas quatro atletas que realmente atuam no nível esperado e de forma constante: Carlos Alcaraz, Jannik Sinner, Novak Djokovic e Alexander Zverev. E, dessa vez, até mesmo o alemão já foi eliminado.

Shelton é o único top 10 ainda na disputa do Masters 1000 de Montreal. Foto: Divulgação/National Bank Open

Momento de transição na ATP

Os tenistas da década de 80 se foram e resta apenas um no top 10: Novak Djokovic. Nole tem mantido a sua geração ativa na ATP, mas também não é esperado que dure por muito tempo. Sofrendo com o físico, a expectativa é que o sérvio se aposente nos próximos anos.

Além dele, Gael Monfils, Grigor Dimitrov e Stan Wawrinka são alguns dos atletas mais conhecidos nascidos em 80, mas não conseguiram se manter entre os primeiros do mundo. Já dos anos 90, vimos diversos tenistas sendo ‘bloqueados’ pelo Big 3. Mais tarde, poucos desses conseguiram um grande sucesso no circuito.

Dos que estão ativos, apenas Daniil Medvedev e Zverev já venceram um Grand Slam. Outros, como Taylor Fritz e Stefanos Tsitsipas, conquistaram grandes títulos, mas nunca um major. E, atualmente, o nível de tênis apresentado por ambos tem caído, especialmente o grego, que estava até fora do top 50.

Mas já há um vislumbre de melhora para a ATP. São os tenistas da década de 2000 que estão chegando e, em breve, já devem tirar os adversários mais velhos do topo. Jannik Sinner e Carlos Alcaraz já estão lá e devem ficar. Felix Auger-Aliassime, Flavio Cobolli e Ben Shelton vão passar a ser mais testados e precisarão se provar nas próximas temporadas.

João Fonseca, Jakub Mensik, Learner Tien e Rafael Jodar são alguns dos atletas que devem subir para o top 10 nos próximos anos.

Getting to know Joao Fonseca | National Bank Open
Fonseca e a nova geração gera expectativa para os próximos anos. Foto: Photo: Pascal Ratthé/National Bank Open

Expectativa de crescimento na ATP

Apesar da queda de qualidade observada na ATP nos últimos anos, o nível vem subindo. A nova geração está ocupando espaço e já se firmou até dentro do top 30. Mas há mais nomes para chegar, como Alexander Blockx, Daniel Mérida, Martin Landaluce e muitos outros.

O limbo está sendo preenchido aos poucos, mas já pode ser vista uma melhora no top 100. As competições estão ficando mais abertas porque o top 10 não está se sustendo com o nível apresentado por aqueles que estão chegando agora. Em breve, serão eles que irão ocupar as melhores posições.

Isso também gera uma boa expectativa para o futuro. É muito provável que, já nas próximas temporadas, veremos a ATP voltando a ser tão competitiva como no passado. No momento, há uma certa covardia ao enfrentar Sinner e Alcaraz, algo que não era tão observado, mesmo em disputas com o Big 3.

Com o crescimento do Next Gen e o início do adeus à geração de 90, a melhora será notada por todos. Carlos e Jannik podem manter o domínio, mas, possivelmente, com uma dificuldade maior pelo caminho do que enfrentam hoje em dia.

Foto: AP/The Canadian Press/Christinne Muschi