falha do goleiro Santos do Athletico
Futebol Brasileirão

Athletico ‘paga o pato’ de vacilos recentes em casa, mas o que explica isso?

O Athletico Paranaense vem sendo um dos grandes destaques do Campeonato Brasileiro. Após retornar da Série B, o Furacão ocupa atualmente a terceira posição, com 45 pontos, surpreendendo a todos que esperavam uma campanha completamente mediana. No entanto, o rendimento da equipe poderia ter sido melhor caso não tivesse desperdiçado os últimos deslizes dentro da Ligga Arena.

A casa do Athletico, que historicamente tem sido o fator fundamental para o crescimento do clube no cenário nacional e internacional, é palco de empates recentes que impedem um lugar mais alto na tabela de classificação do Brasileirão. No último jogo, o Furacão empatou em 3 a 3 com o Fluminense nesse domingo (30), em um confronto que contou com falha do goleiro Santos.

O tropeço contra o time carioca é o segundo empate seguido do Athletico em casa, que começou com o 1 a 1 com o Red Bull Bragantino na 23ª rodada. Os resultados decepcionantes na Ligga Arena contrastam com as vitórias fora de casa, mas para isso acontecer, devem-se dois fatores fundamentais.

A falta de pontaria e a vulnerabilidade defensiva do Athletico Paranaense em casa

O maior entrave do Athletico atuando na Ligga Arena nos últimos jogos tem sido a falta de eficiência ofensiva somada à instabilidade defensiva nos segundos tempos. O Furacão costuma criar volumes de jogo e pressionar os adversários desde o começo, porém, peca excessivamente na última bola, desperdiçando oportunidades claras que poderiam liquidar as partidas.

Já que não aproveita a superioridade estatística para marcar gols, o Athletico se desgasta fisicamente e sobrevive aos visitantes. Em ambas as partidas, o rubro-negro teve vantagem nas finalizações, mas não as converteu em vitórias.

A ineficiência no setor ofensivo cobra o preço nos minutos cruciais dos jogos. Conforme avança o tempo, os jogadores ficam ansiosos e as linhas de marcação cedem espaços desnecessários. O terceiro gol do Fluminense foi a prova disso, em que a defesa ficou parada e viu Ignacio estufar as redes.

Além disso, as falhas também são individuais. O goleiro Santos foi responsável por um frango no segundo gol, anotado por Canobbio, em que o ídolo athleticano não segurou o despretensioso chute do uruguaio.

A Ligga Arena, que tem como característica sufocar os rivais até o término dos jogos, hoje se mostra vulnerável aos jogadores, que entregam contra-ataques rápidos e bolas paradas tardias, transformando possíveis vitórias seguras em duros tropeços dentro de casa.

A Pressão Psicológica na Ligga Arena

Mais do que os adversários, o Athletico enfrenta outro rival em sua casa: a desestabilidade emocional, que desencadeia uma queda técnica e tática diante de sua torcida. A vantagem psicológica que existia na Ligga Arena mudou para uma cobrança imediata das arquibancadas para que os jogadores do Athletico desempenhem o melhor futebol.

Em vez de ditar o ritmo de jogo com paciência, o elenco se contagia pela atmosfera criada e toma decisões precipitadas, falhas e descontrole que não geram um melhor resultado. Mesmo assim, o Furacão ainda conta com talentos individuais capazes de mudar o jogo, como o artilheiro Kevin Viveros, autor do terceiro gol no jogo de ontem.

Esse cenário de ansiedade é crucial para a ocorrência de apagões coletivos ou erros individuais recorrentes. Além disso, o Athletico sofre de desatenção em lances capitais, tais como falhas de posicionamento na grande área (segundo gol do Fluminense) e perdas de posse de bola, visto que a equipe teve mais erros de passe do que os últimos dois adversários em casa.

Enquanto a comissão técnica de Odair Hellmann não conseguir fazer um trabalho psicológico com os jogadores e recuperar a estabilidade emocional, jogar fora de casa será algo mais favorável do que a Ligga Arena.

Créditos da foto da capa: Marina Garcia/Fluminense Football Club