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Arsenal corre risco ao não contratar um atacante de classe mundial?

O Arsenal encerrou a janela de transferências do verão de 2026 com um elenco mais forte, mas também com uma dúvida que pode acompanhar o clube durante toda a temporada: a ausência de um atacante de classe mundial, capaz de transformar partidas equilibradas em vitórias decisivas, pode representar um risco para a defesa do título da Premier League? A questão ganhou força porque os Gunners chegaram ao mercado depois de uma campanha histórica, na qual conquistaram o troféu pela primeira vez em 22 anos, com sete pontos de vantagem sobre o segundo colocado, além de terminarem a UEFA Champions League sem derrotas no tempo regulamentar, sendo superados pelo PSG apenas nos pênaltis na decisão.

O planejamento do Arsenal indicava que encontrar um atacante capaz de elevar o nível ofensivo era uma das principais prioridades. Mikel Arteta buscava uma contratação “game-changing”, mas o clube não conseguiu concretizar esse movimento. A situação chama atenção porque o sueco Viktor Gyokeres, contratado por cerca de 64 milhões de libras no verão anterior, marcou 21 gols em sua primeira temporada em Londres, mas ainda deixou algumas dúvidas sobre sua adaptação ao estilo de jogo do treinador. Kai Havertz continua sendo uma alternativa importante, embora a discussão sobre a necessidade de um goleador de elite permaneça.

O cenário ficou ainda mais complexo com as saídas no setor ofensivo. Gabriel Jesus deixou o Arsenal e foi contratado pelo Barcelona em um acordo de três anos. O brasileiro disputou 123 partidas pelos Gunners e marcou 32 gols, mas havia perdido espaço para Havertz e Gyokeres. Gabriel Martinelli também encaminhou sua saída para o Al-Hilal, enquanto o clube não conseguiu repor diretamente todas essas peças. A ausência de uma estrela ofensiva de grande impacto aumenta as dúvidas sobre a capacidade do elenco de manter um nível elevado durante toda a temporada.

É justamente nesse ponto que surge o risco. Em uma temporada longa, com Premier League, UEFA Champions League e copas nacionais, o Arsenal precisará manter uma produção ofensiva consistente mesmo quando Bukayo Saka estiver mais marcado, Gyokeres atravessar uma sequência sem gols ou Arteta precisar alterar seu sistema. Ter jogadores tecnicamente capazes não significa necessariamente contar com aquele atacante que consegue decidir uma partida praticamente sozinho. Contra Manchester City, Liverpool, Chelsea e outros concorrentes diretos, pequenos detalhes podem representar a diferença entre conquistar três pontos e sair com um empate.

Ao mesmo tempo, seria precipitado afirmar que o Arsenal ficou enfraquecido a ponto de perder sua condição de favorito. A equipe continua contando com nomes como Saka, Martin Odegaard, Declan Rice, Eberechi Eze, Havertz e Gyokeres, além de ter aumentado a profundidade em outras posições. A qualidade do grupo ficou evidente na vitória por 1 a 0 sobre o Aston Villa, em 31 de agosto. O resultado reforçou a competitividade dos Gunners e mostrou que o time continua preparado para disputar novamente o topo da Premier League.

Existe também uma interpretação mais favorável à estratégia de Arteta. O Arsenal não precisava contratar qualquer atacante apenas para preencher uma lacuna. A própria direção reconheceu que o grupo de jogadores realmente capazes de elevar o nível da equipe é menor do que há alguns anos. Se o clube não encontrou o jogador considerado ideal, gastar uma quantia elevada em uma alternativa apenas para responder à pressão externa poderia comprometer o planejamento de longo prazo. Nesse sentido, a cautela pode ser interpretada como uma decisão racional.

Portanto, o Arsenal corre, sim, um risco ao não contratar um atacante de classe mundial, mas isso não significa que a equipe tenha perdido suas condições de disputar os principais títulos na temporada 2026/27. O verdadeiro teste será saber se Gyokeres, Havertz e Saka conseguirão assumir uma responsabilidade ofensiva ainda maior em uma temporada na qual os adversários também se fortaleceram. Se os gols continuarem aparecendo de maneira distribuída, a decisão de não realizar uma contratação de impacto poderá ser vista como prudência.

Se, porém, o Arsenal encontrar dificuldades para transformar domínio em gols nos grandes jogos, a ausência de uma estrela ofensiva poderá se tornar a principal questão sobre uma equipe que já provou ter qualidade para ser campeã. O desafio será demonstrar que também possui poder de fogo suficiente para permanecer no topo. Em partidas equilibradas, quando os espaços diminuem e as oportunidades são escassas, a capacidade individual de decidir pode fazer a diferença. É justamente nesse aspecto que o elenco terá de responder.

Foto: Getty Images

Como o Arsenal busca manter o favoritismo na luta pelos títulos da Premier League e UEFA Champions League, mesmo sem um centroavante de nível mundial

O Arsenal chega a setembro de 2026 ainda como um dos principais favoritos aos títulos da Premier League e da UEFA Champions League, mesmo depois de não conseguir contratar o atacante de classe mundial que Mikel Arteta desejava para elevar definitivamente o poder ofensivo da equipe. A janela terminou sem a chegada de Vini Jr., uma das grandes prioridades avaliadas pelo clube, enquanto outras alternativas também não avançaram. O brasileiro permaneceu no Real Madrid, deixando os Gunners diante da necessidade de encontrar soluções dentro do próprio elenco.

Com isso, Kai Havertz e Viktor Gyokeres seguem como os principais jogadores para a posição de centroavante. A permanência dos dois mantém o Arsenal competitivo, mas também aumenta a responsabilidade sobre a dupla em uma temporada que exigirá regularidade em duas frentes extremamente exigentes. O sueco, contratado para oferecer maior presença na área, precisa transformar sua capacidade de finalização em produção constante, enquanto o alemão continua sendo uma alternativa de características diferentes, capaz de participar da construção e atacar espaços.

O início da Premier League oferece motivos para confiança. O Arsenal venceu o Aston Villa por 1 a 0 em 31 de agosto, com gol de Bukayo Saka, alcançando seis pontos nas duas primeiras rodadas. O resultado também reforçou uma característica fundamental para a conquista do título anterior: a capacidade de controlar partidas e proteger vantagens mesmo quando o ataque não consegue produzir uma goleada.

Esse equilíbrio poderá ser decisivo na tentativa de defender a coroa inglesa. O Arsenal fortaleceu outras áreas do elenco e mantém uma estrutura coletiva consolidada sob o comando de Arteta. A ausência de Vini Jr., portanto, não significa necessariamente perda do favoritismo, mas coloca maior pressão sobre Saka, Martin Odegaard, Eberechi Eze, Havertz e Gyokeres para dividir a responsabilidade pelos gols.

Na Champions League, o desafio será ainda maior. O Arsenal estreia em 9 de setembro contra o Napoli e terá pela frente também Bayern de Munique, Borussia Dortmund e Real Madrid na fase de liga. Em confrontos desse nível, a falta de um atacante capaz de decidir sozinho pode representar uma vulnerabilidade, especialmente nos mata-matas.

Ainda assim, o Arsenal não precisa necessariamente de uma superestrela para continuar entre os favoritos. Se Gyokeres e Havertz responderem, Saka mantiver o protagonismo e o sistema de Arteta preservar a solidez defensiva demonstrada desde a temporada passada, os Gunners terão argumentos suficientes para lutar novamente pelos dois grandes títulos. A frustração com Vini Jr. encerrou uma possibilidade de elevar o teto ofensivo da equipe, mas não eliminou a capacidade do clube londrino de permanecer no topo.

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Será que Gyokeres e Havertz ainda poderão agradar o Arsenal nos próximos jogos?

O sueco Viktor Gyokeres e o alemão Kai Havertz ainda têm condições de agradar ao Arsenal nos próximos jogos, mas o início da temporada 2026/27 mostra que os dois centroavantes chegam a setembro em situações diferentes. Depois de o clube fracassar nas tentativas de contratar um atacante de elite, incluindo Vini Jr. e Julián Álvarez, a responsabilidade pelo setor ofensivo permanece principalmente com a dupla. A avaliação, portanto, será feita não apenas pelos gols, mas também pela capacidade de ambos contribuírem para manter os Gunners competitivos na Premier League e na UEFA Champions League.

Neste começo de campanha, Kai Havertz largou na frente. O alemão foi titular nas duas primeiras partidas da Premier League, enquanto Viktor Gyokeres permaneceu no banco. Contra o Aston Villa, em 31 de agosto, o camisa 7 atuou durante os 90 minutos e finalizou duas vezes, embora não tenha conseguido marcar. O Arsenal venceu por 1 a 0, com gol de Bukayo Saka, e manteve 100% de aproveitamento após duas rodadas.

A situação de Gyokeres é, por isso, uma das principais questões ofensivas para Mikel Arteta. O sueco foi contratado justamente para oferecer presença de área, força física e capacidade de finalização, características que podem ser importantes diante de adversários que defendem em blocos baixos. O fato de ainda não ter recebido minutos na Premier League, porém, aumenta a expectativa para quando ganhar sua primeira oportunidade. Com Gabriel Jesus transferido para o Barcelona e outras opções ofensivas deixando o elenco, o espaço para ambos se tornou ainda maior.

Havertz, por sua vez, pode aproveitar o momento para consolidar sua posição. Sua capacidade de participar da construção ofensiva e atacar a área oferece ao Arsenal uma alternativa diferente de Gyokeres. Contra o Villa, apesar da produção ofensiva limitada da equipe, o alemão esteve envolvido em algumas das principais ações de ataque. A vitória também mostrou que Arteta não pretende depender exclusivamente do centroavante: Saka decidiu o jogo, enquanto Eberechi Eze e outros jogadores ajudam a distribuir a responsabilidade pelos gols.

Os próximos compromissos serão importantes para medir a resposta da dupla. O Arsenal enfrenta o Chelsea em 6 de setembro e estreia na Champions League contra o Napoli em 9 de setembro. Em uma sequência que rapidamente elevará o nível de exigência, Arteta precisará encontrar o equilíbrio entre manter a confiança em Havertz e oferecer a Gyokeres a oportunidade de justificar o investimento feito em sua contratação.

Assim, ambos ainda podem agradar e conquistar espaço no Arsenal. Havertz começa com vantagem pela confiança do treinador e pela titularidade, enquanto Gyokeres terá a possibilidade de mudar a hierarquia caso responda quando entrar em campo. Sem Vini Jr. e sem outro centroavante de nível mundial, os Gunners vão precisar transformar a competição interna entre os dois em uma vantagem. Se o alemão mantiver regularidade e o sueco começar a marcar com frequência, a ausência de uma grande contratação ofensiva poderá pesar menos na corrida pelos títulos.

(Foto: Getty Images)