Valentina Shevchenko está fora do UFC 332 e deixou a organização em uma situação bastante complicada. A campeã do peso-mosca feminino sofreu uma lesão não revelada e precisou abandonar a luta contra a brasileira Natalia Silva, que estava marcada para o dia 3 de outubro, em Salt Lake City, nos Estados Unidos.
A informação foi inicialmente divulgada pelo site brasileiro Ag. Fight. Pouco depois, o confronto entre Valentina Shevchenko e Natalia Silva também desapareceu da programação oficial do UFC, reforçando que a disputa pelo cinturão realmente não acontecerá no evento.
A notícia representa um grande golpe para o UFC 332, que já enfrentava problemas para definir sua luta principal. Agora, a organização não tem apenas uma nova atração principal para encontrar: o card também ficou sem coevento principal e sem qualquer disputa de cinturão confirmada.
Sim, o evento está a cerca de um mês de acontecer e o quebra-cabeça parece ter perdido algumas das peças mais importantes.
Valentina Shevchenko era uma das estrelas do UFC 332
Antes da confirmação da lesão de Valentina Shevchenko, o UFC 332 já era um evento cercado por incertezas. Durante semanas, o card apareceu no site da organização com a luta principal marcada simplesmente como “TBD vs. TBD”, mostrando que Dana White e os responsáveis pelo matchmaking ainda procuravam uma solução.
Uma possibilidade que ganhou força envolvia a criação de uma disputa pelo cinturão interino dos meio-pesados, que poderia envolver Paulo “Borrachinha” Costa e Jiri Prochazka. No entanto, as negociações não avançaram da maneira esperada, e a luta de Valentina Shevchenko contra Natalia Silva passou a ser considerada uma possível atração principal.
Agora, essa opção também saiu do jogo.
A situação é especialmente frustrante porque o confronto colocaria uma das maiores atletas da história do MMA feminino diante de uma brasileira em ascensão. Natalia Silva chegaria para a maior oportunidade de sua carreira, com a chance de conquistar o cinturão e derrotar um dos nomes mais importantes da história do UFC.
Valentina Shevchenko, por sua vez, teria mais uma defesa de título em sua trajetória na divisão dos moscas.
A lesão, portanto, não prejudica apenas os planos da organização. Natalia Silva também terá que esperar para saber qual será seu futuro. Ainda não existe uma confirmação sobre a possibilidade de o confronto ser remarcado para outra data. Uma opção que poderia ser avaliada, é um cinturão interino para a brasileira participar, lutando contra Wang Cong (oitava do ranking das moscas), que possui um cartel de 10 vitórias e uma derrota.
UFC 332 fica sem luta principal definida
Com Valentina Shevchenko fora, o UFC 332 perdeu sua única disputa de cinturão. O principal combate atualmente confirmado para o evento é entre Deiveson Figueiredo e Payton Talbott, em um confronto importante para a parte de cima do ranking dos pesos-galos.
Figueiredo, ex-campeão do peso-mosca, é um dos nomes mais experientes da categoria e busca se aproximar novamente de uma oportunidade pelo título. Talbott representa uma geração mais jovem e tenta provar que pode competir com os principais atletas da divisão.
A luta, naturalmente, tem potencial para ser uma das melhores da noite. Ainda assim, a organização claramente trabalha para encontrar um confronto de maior peso para ocupar a posição de atração principal.
Durante a coletiva de imprensa após o Contender Series, Dana White afirmou que o UFC anunciaria a luta principal do UFC 332 “esta semana”.
A questão é: quem estará disponível?
Campeões do UFC deixam poucas alternativas
O problema para o UFC é que grande parte de seus campeões está indisponível. Joshua Van, campeão dos pesos-moscas, tem luta marcada para o UFC 331. Petr Yan, campeão dos galos, e Alexander Volkanovski, dono do cinturão dos penas, já estão comprometidos com o UFC 333.
Justin Gaethje, campeão dos leves, ainda não está em condições de retornar ao octógono devido aos problemas em suas mãos.
Islam Makhachev também não parece uma alternativa, já que acabou de lutar no UFC 330. Sean Strickland, campeão dos médios, enfrenta problemas no ombro, enquanto Carlos Ulberg, campeão dos meio-pesados, se recupera de uma cirurgia no joelho.
No peso-pesado, Tom Aspinall também não é uma opção. O campeão não é esperado de volta ao octógono antes de novembro. Ou seja, encontrar um campeão disponível para salvar o UFC 332 parece uma missão bastante complicada.
Valentina Shevchenko não é a única campeã indisponível
Se o cenário já era difícil entre os homens, a situação não melhora muito nas divisões femininas.
Mackenzie Dern acabou de lutar no UFC 330 e dificilmente voltaria ao octógono em outubro. Valentina Shevchenko está lesionada e não poderá defender seu cinturão, enquanto Kayla Harrison segue em recuperação de uma lesão no pescoço.
A saída de Valentina Shevchenko, portanto, deixa a organização com poucas estrelas disponíveis para colocar em uma disputa de título.
Uma possibilidade seria o UFC encontrar uma luta de alto nível sem cinturão em jogo e apostar no apelo de grandes nomes. Outra seria acelerar negociações para uma disputa interina ou promover um combate inesperado.
Por enquanto, porém, a situação do UFC 332 segue indefinida.
Dana White terá que encontrar uma solução
Salt Lake City receberá o UFC 332 no dia 3 de outubro, no Delta Center, mas ainda não sabe qual será o grande combate da noite.
A lesão de Valentina Shevchenko transformou uma situação já complicada em uma verdadeira dor de cabeça para a organização. A campeã seria uma das principais estrelas do evento e poderia até assumir a posição de luta principal caso o UFC não encontrasse outra disputa pelo cinturão.
Agora, nem essa alternativa existe. O UFC tem algumas semanas para reorganizar o card e encontrar uma solução. Dana White já prometeu um anúncio, e a expectativa é que os próximos dias tragam respostas sobre o futuro do evento.
Até lá, o UFC 332 continua em uma situação incomum para um evento numerado: tem data, local e alguns confrontos definidos, mas ainda procura desesperadamente seus protagonistas. E tudo começou com a saída de Valentina Shevchenko, que transformou um card problemático em um enorme desafio para o UFC.
Foto: Chris Unger/Zuffa LLC



