O Santos recebeu o Palmeiras na Vila Belmiro precisando de uma reação praticamente milagrosa para seguir vivo na Copa do Brasil. Após perder o jogo de ida por 3 a 0, no estádio do rival, o Peixe precisava reverter uma grande desvantagem diante de sua torcida para alcançar as semifinais da competição.
A primeira partida do clássico também ficou marcada pela ausência de Neymar. Segundo o próprio jogador, ele estava disposto a entrar em campo naquele confronto, mas a comissão técnica optou por poupá-lo. Para o duelo de volta, o camisa 10 retornou à equipe titular e chegava motivado após ser decisivo na vitória do Santos sobre o Corinthians, quando uma cobrança de falta sua resultou no gol que garantiu o triunfo santista no clássico.
Do outro lado, o Palmeiras entrava em campo com uma situação muito mais confortável devido à vantagem construída no primeiro jogo. Mesmo assim, a equipe também buscava dar uma resposta após o empate por 1 a 1 contra o Mirassol na rodada anterior. Com a classificação encaminhada, o desafio palmeirense era administrar a vantagem sem permitir que o Santos ganhasse confiança dentro de uma Vila Belmiro que prometia pressionar desde os primeiros minutos.
Com muitas faltas e cartões, clássico termina sem gols no primeiro tempo

O clássico começou mostrando rapidamente que a grande desvantagem do Santos no confronto não diminuiria a tensão dentro de campo. Com apenas 10 segundos de partida, Felipe Anderson recebeu cartão amarelo após cometer a primeira falta do jogo, justamente em Neymar. O lance deu o tom de um duelo físico e disputado desde os primeiros instantes.
A primeira grande oportunidade do Santos aconteceu aos 12 minutos. Neymar cobrou uma falta de longa distância com qualidade e obrigou Carlos Miguel a fazer uma grande defesa, evitando que o time da Vila Belmiro abrisse o placar e ganhasse confiança para tentar uma reação no confronto.
O Palmeiras respondeu aos 17 minutos e também desperdiçou uma boa oportunidade. Flaco López avançou bem pelo lado esquerdo e cruzou para Maurício, que apareceu em boa posição dentro da área, mas finalizou mal. O lance chamou atenção por repetir uma situação semelhante à partida de ida, quando o meio-campista também desperdiçou oportunidades claras diante do Santos.
Apesar da necessidade de buscar uma reação histórica, o Santos encontrava muitas dificuldades para criar jogadas. Faltava criatividade ao time, enquanto Neymar, principal esperança santista para o confronto, não conseguia ter a influência esperada. Bem marcado, o camisa 10 encontrou dificuldades para superar os defensores e pouco conseguiu produzir ofensivamente.
Com o Santos sem conseguir transformar a posse de bola em pressão efetiva, o Palmeiras passou boa parte da primeira etapa apenas administrando a grande vantagem construída no jogo de ida. Sem a necessidade de se expor, a equipe visitante conseguiu controlar o ritmo do clássico e impedir que o rival criasse chances suficientes para ameaçar uma reação.
Além da dificuldade para criar, o Santos terminou a primeira etapa com outra preocupação. Neymar sentiu a coxa durante o jogo e precisou receber atendimento, deixando dúvidas sobre sua permanência na partida. O camisa 10 voltou a campo após o atendimento, mas a situação física do principal jogador santista passou a ser uma incógnita para o segundo tempo, principalmente em um momento em que o clube precisava de uma atuação ainda mais agressiva para tentar reverter a grande desvantagem no confronto.
O primeiro tempo terminou empatado em 0 a 0. Somando as duas equipes, foram 15 finalizações, além de 13 faltas e quatro cartões amarelos distribuídos durante a etapa. Os números demonstraram que, apesar da confortável vantagem do Palmeiras no confronto, o clássico seguia tenso e marcado por muitos duelos físicos.
Sem Neymar, Santos não encontra forças para reagir e Palmeiras confirma classificação

Neymar não voltou para o segundo tempo, aumentando ainda mais a dificuldade do Santos em buscar uma reação que já parecia extremamente complicada. Sem seu principal jogador, o desafio de reverter os três gols de desvantagem ficou ainda maior. Rony entrou na vaga do camisa 10, mas o Santos perdeu sua principal referência técnica e criativa para a etapa decisiva do clássico.
A primeira grande chance do segundo tempo foi do Palmeiras. Aos 10 minutos, Vitor Roque recebeu um cruzamento e apareceu completamente livre dentro da área, mas cabeceou mal e mandou a bola para fora, desperdiçando mais uma boa oportunidade para ampliar a vantagem no confronto.
Com o passar dos minutos, o roteiro da partida pouco mudou. O Palmeiras, confortável com o resultado construído no jogo de ida, administrou o confronto sem precisar se expor. Já o Santos tentou assumir uma postura mais ofensiva e buscar oportunidades, mas encontrou dificuldades para criar chances realmente perigosas.
A ausência de Neymar ficou ainda mais evidente durante a segunda etapa. Sem o camisa 10, o Santos perdeu qualidade na criação e não conseguiu encontrar forças para iniciar uma reação. A equipe até tentou aumentar o volume ofensivo, mas as tentativas não foram suficientes para colocar o Palmeiras sob grande pressão.
No fim, o placar permaneceu em 0 a 0. Depois de perder o primeiro jogo por 3 a 0, o Santos precisava de uma noite histórica na Vila Belmiro, mas não conseguiu sequer abrir o placar diante do rival. A saída de Neymar no intervalo tornou uma missão que já era extremamente difícil ainda mais complicada.
Com a eliminação, o Santos agora volta totalmente suas atenções para o Campeonato Brasileiro. O próximo compromisso será contra o Internacional, em mais um jogo importante para a equipe na luta para se afastar da zona de rebaixamento.
O Palmeiras, por outro lado, confirmou a classificação para as semifinais da Copa do Brasil e já conhece seu próximo adversário: o Vasco. Antes disso, a equipe volta o foco para o Brasileirão, onde enfrentará o Botafogo em um confronto importante na disputa pelo título.
(Foto de capa: Marcos Ribolli)



