O Santos, embalado, recebeu o Cruzeiro na Vila Belmiro e deu um show na partida. O jogo foi 2 a 1, mas poderia ter sido muito mais. A partida foi totalmente controlada e o time empilhou diversas oportunidades, com 31 finalizações e uma atuação espetacular do goleiro Otávio do Cruzeiro.
A escalação santista fez alguns torcedores torcerem o nariz, mas em campo, o que se viu foi um carrossel da equipe da baixada, que trocava de posições o tempo todo e era difícil demais de se marcar. No primeiro tempo o Peixe abriu dois a zero e poderia ter terminado com quatro tranquilamente. Rollheiser, Everton Cebolinha, muito à vontade na estreia, Gabriel Bontempo, Gustavo Henrique e Luan Peres foram os destaques.
No segundo tempo o Santos seguiu pressionando, criou diversas oportunidades, mas não conseguiu manter o nível com as substituições. Mesmo assim, o Peixe seguiu melhor, mas sofreu um gol no final do Cruzeiro, muito injustamente. Que vitória do Peixe!
O Santos fez uma de suas melhores atuações nos últimos anos, com diversos desfalques, e mostrou que mudou da água para o vinho, com um elenco mais robusto e muita qualidade técnica. Aparentemente, aquele time que brigava contra o rebaixamento não existe mais.
Já o Cruzeiro, que tinha a melhor campanha do segundo turno, não viu a cor da bola. Mas o que pareceu é que o Santos fez a Raposa jogar mal, com o esquema de Cuca se mostrando perfeito. O Cabuloso segue firme na busca pela Libertadores, porém, parece que encontrou um novo rival na disputa por esse objetivo.
Confira como foi o show “santástico” na Vila Belmiro, que colocou o Peixe em 10° lugar no Brasileirão.

Show do Santos com assinaturas de Bontempo, Cebolinha e Rollheiser
O Cruzeiro começou melhor, em cima do Santos desde o início. Marcando ofensivamente, a Raposa roubou a bola, Gerson serviu Rojas, que cruzou na cabeça de Kaio Jorge, o centroavante cabeceou e a bola foi por cima da meta de Brazão, na primeira chance de gol da partida.
Depois disso o Santos equilibrou a partida, avançou mais e tentou se impor dentro de casa, mesmo não criando oportunidades claras. Porém, sofrendo bem menos, o Peixe foi para cima e, aos 14 minutos, Cebolinha fez uma jogadaça, bagunçou com Lucas Romero e bateu, a bola desviou e foi para escanteio com muito perigo.
Quatro minutos depois, melhor no jogo, o Peixe fez bela triangulação com Rollheiser e Rodinei, Cebolinha ajeitou e Gustavo Henrique bateu para a defesa de Otávio. Neste momento o Cruzeiro estava bem retraído, pois o time santista tenha volume.
Cebolinha seguia participativo, perseguindo o gol. Aos 22 minutos, recebendo na esquerda, trouxe para o meio e bateu novamente a gol com perigo. Um minuto depois, após mais uma boa triangulação, João Schmidt serviu bem Gabriel Bontempo na área, ele dominou e obrigou Otávio a fazer a melhor defesa do jogo até então.
Só que o Santos seguia muito melhor, lutando por cada bola, e aos 27 minutos, Igor Vinicius roubou a bola e lançou Bontempo, ele não conseguiu finalizar, mas Cebolinha bateu, a bola desviou e Rollheiser marcou o primeiro gol do Peixe na partida, 1 a 0.
O gol animou o Santos. Um minuto depois, Rollheiser puxou o time da casa para o ataque e serviu Bontempo, que dominou e bateu com perigo, ficando próximo do segundo tento. Só que na sequência, Rony passou para Rodinei e foi para a área, o lateral/ponta cruzou por baixo e Fabrício Bruno marcou contra, 2 a 0 para a equipe santista.
O Peixe seguia atacando com fome. O time atuava como um carrossel e parecia impossível de ser marcado. Aos 35 minutos, João Schmidt dominou, girou e bateu para uma defesaça de Otávio. Quase o terceiro gol do peixe elétrico. E, pouco tempo depois, Rollheiser rouba a bola no meio-campo, avança, mas perde na cara do gol, pois tentou tirar demais de Otávio.
O Santos era tão ofensivo que às vezes deixava espaços. Num contra-golpe bem puxado, Rojas trouxe a bola pelo meio, rabiscou a defesa santista e, na cara de Brazão, deu uma bela cavadinha, a bola ia entrando, mas Luan Peres tirou de cabeça quase em cima da linha. Foi praticamente um gol do zagueiro.
O Cruzeiro tentou se impor para diminuir, mas o Santos seguia mais perigoso. Aos 44 minutos, Cebolinha novamente recebeu na esquerda, dominou e bateu por baixo, obrigando Otávio a fazer mais uma defesa difícil. O goleiro cruzeirense foi o principal responsável pelo Santos “só” ter feito dois gols na partida.
Ainda deu tempo de mais uma finalização do Cruzeiro na primeira etapa dessa partida tão movimentada. Numa falta na entrada da área, Arroyo bateu e obrigou Brazão a fazer uma boa defesa, pois a bola quicou antes. E assim, merecidamente, o Santos garantiu o 2 a 0 para o intervalo, num jogo em que o Peixe poderia ter feito três ou quatro tranquilamente.

Santos segue melhor, mas Cruzeiro desconta
A etapa complementar começou com o Santos mantendo a postura ofensiva. Com um minuto, Rony finalizou de fora da área para uma boa defesa de Otávio. Na sequência, Gustavo Henrique arriscou, mas bateu para fora. O apetite do Peixe parecia insaciável.
Aos seis minutos, saindo de trás, o Santos perdeu mais um gol claro. Rollheiser pegou a bola no campo defensivo e deu um lançamento incrível para Everton Cebolinha, ele arrancou, puxou para a direita, mas bateu para fora. Que futebol lindo do Santos!
Praticamente todo o time do Santos jogava bem, mas faltava Gabriel Brazão aparecer. Aos 11 minutos, o Cruzeiro pressionou pela direita e, após cruzamento, Matheus Pereira cabeceou e viu Gabriel Brazão fazer uma defesa espetacular, uma das melhores do ano no futebol mundial. Que obra prima!
Na sequência o Santos mostrou que continuava melhor, criando um volume de jogadas absurdas. Um minuto depois, após boa trama pelo meio, a bola sobrou para Rollheiser que finalizou, mas contou com um desvio, ganhando um escanteio. Na córner, o argentino bateu na cabeça de Willian Arão que desviou por cima com perigo.
Um minuto depois, novamente uma boa subida do Santos. Rollheiser puxou o time para o ataque pela direita e cruzou por baixo, Cebolinha ajeitou e João Schmidt finalizou muito bem, com perigo. Por pouco o terceiro tento do Peixe não aconteceu.
A fome do Santos não passava. Aos 23 minutos, Bontempo deu um belo passe para Rony, que avançou para a área e chutou por cima do gol. Na sequência, depois de um ataque do Cruzeiro, Bontempo recebeu a bola de novo, pedalou para cima de Fabrício Bruno e finalizou com perigo, contando com o desvio de Otávio.
O jogo continuou com o domínio do Santos. O Peixe rondava a área, criava oportunidades, mas o terceiro tento não acontecia. Era um belo volume de jogo, só que o placar não se mexia. Entretanto, aos 44 minutos, Fabrício Bruno avançou e cruzou, Lucho Rodriguez ajeita e Matheus Pereira entra para fazer o gol do Cruzeiro, diminuindo a diferença, 2 a 1 e premissa de muita emoção.
Eis que aos 47 minutos quase saiu o gol de empate. O Cruzeiro se lançou para o ataque e armou uma boa jogada pela direita. Após cruzamento, Zé Lucas escorou de cabeça e a bola passou com muito perigo, deixando a torcida do Santos imóvel.
Depois disso, Arthur sequestrou a bola e nada de importante aconteceu. O Peixe fez uma atuação de gala e a diferença de gols saiu barata.
Final: Santos 2 x 1 Cruzeiro
(Foto principal: Ricardo Moreira/Getty Images)


