Pistons 2026/27.
Basquete NBA

Detroit Pistons: confira dois ajustes que a equipe pode fazer para 2026/27

O Detroit Pistons teve um bom desempenho em 2025/26, fechando a temporada regular na liderança da Conferência Leste, com uma campanha de 60 vitórias e 22 derrotas. No entanto, a equipe acabou sendo eliminada pelo Cleveland Cavaliers nas semifinais da Conferência Leste, em uma série decidida apenas no Jogo 7.

A offseason dos Pistons foi um pouco anticlimática para os fãs, pelo fato de a franquia não conseguir fazer nenhuma grande movimentação, algo que parecia possível. Mas, agora, com o elenco praticamente fechado, os principais ajustes deverão estar na parte tática.

Um grande ajuste para os Pistons seria explorar mais o perímetro ofensivo

Pistons 2026/27.
FOTO: Nic Antaya/Getty Images

Atualmente, todo time que tem como objetivo ser campeão da NBA precisa saber arremessar bem, principalmente no perímetro. O Detroit Pistons de 2025/26 foi bastante competitivo, mas teve uma participação muito baixa de seus jogadores de perímetro, algo que gerava constantes comparações com estilos de jogo de gerações anteriores e passava uma sensação de nostalgia, mas também de algo ultrapassado.

As movimentações dos Pistons nesta offseason deixavam claro que a bola de três era um problema que precisava ser resolvido. A franquia adquiriu Isaiah Joe, Taurean Prince e John Collins, e os três tinham algo em comum: registraram 40% de aproveitamento nas bolas de três em 2025/26.

Isaiah Joe chegou como o principal reforço para o perímetro. O jogador registrou mais de 40% de aproveitamento nas bolas de três em cada uma das últimas quatro temporadas e possui 40.6% de aproveitamento ao longo da carreira, com média de 4.8 arremessos por partida.

Joe possui um estilo de jogo bastante parecido com Duncan Robinson, que atualmente é um dos principais especialistas em arremessos de três do Detroit Pistons. Ele deve ter um volume maior de arremessos do perímetro do que John Collins e Taurean Prince, o que faz com que seja apontado como a principal aposta para ajudar a resolver o problema do perímetro ofensivo.

Ao longo da temporada, será fundamental que os Pistons tenham um rendimento melhor nas bolas de três, principalmente nos jogos em que serão mais exigidos. Essa evolução tem potencial para ser um verdadeiro divisor de águas para a equipe em 2026/27.

O Detroit Pistons precisa melhorar o espaçamento de quadra para ter a melhor versão de Cade Cunningham

Pistons 2026/27.
FOTO: Ryan Sun/AP Photo

O espaçamento de quadra está diretamente relacionado ao perímetro ofensivo, mas o problema dos Pistons também passa pelo balanceamento da equipe. Uma maneira de tentar resolver essa questão é dar mais minutos a Ausar Thompson e Jalen Duren em quintetos separados, minimizando o problema de ter os dois juntos e ocupando regiões próximas ao garrafão, o que pode congestioná-lo quando a equipe estiver no ataque.

Algo que reforça a ideia de separá-los é a eficiência ofensiva registrada pelo Detroit Pistons em 2025/26. Tanto na temporada regular quanto nos playoffs, a equipe teve um dos piores índices de eficiência ofensiva da NBA nos minutos em que Ausar Thompson e Jalen Duren estiveram juntos em quadra.

Um espaçamento de quadra coeso e balanceado ajuda Cade Cunningham, principal nome dos Pistons. O jogador é muito eficiente em situações de isolation e sabe fazer infiltrações com muita qualidade, mas ainda não é tão consistente nos arremessos de três. Por isso, ter mais espaço para atacar a defesa pode potencializar suas principais características ofensivas.

Pelo fato de Detroit ser uma equipe com sérias dificuldades no perímetro ofensivo, além de ter Jalen Duren e Ausar Thompson compartilhando a quadra com frequência, Cade Cunningham não conseguia fazer com assiduidade aquilo que mais sabe, o que prejudicava seu próprio desempenho, apesar de o armador ter feito uma ótima temporada em 2025/26.

Ter um time balanceado e que não sobrecarregue Cunningham será fundamental para que o Detroit Pistons consiga vencer grandes jogos. Esse equilíbrio pode ser justamente o que separa a franquia de estar entre as melhores da NBA de ocupar apenas um papel de coadjuvante na temporada, especialmente em uma Conferência Leste repleta de qualidade.

FOTO: Dylan Buell/Getty Images