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Automobilismo Fórmula 1

Hamilton teve vantagem sobre Leclerc com motor atualizado da Ferrari durante o GP da Espanha

Lewis Hamilton utilizou a unidade de potência atualizada ADUO2 durante todo o fim de semana do Grande Prêmio da Espanha, em Madri. A confirmação encerra as dúvidas sobre a possibilidade de o piloto britânico ter devolvido o motor ao estoque da Ferrari após as sessões de treinos livres.

Enquanto Hamilton contou com a versão mais recente do propulsor, Charles Leclerc precisou utilizar novamente a unidade ADUO1, uma especificação anterior. O piloto monegasco foi obrigado a retornar ao motor antigo depois que a unidade atualizada sofreu danos durante o acidente no Grande Prêmio da Itália, em Monza.

Mesmo com a desvantagem técnica, Leclerc apresentou um ritmo competitivo em uma volta rápida e terminou a corrida espanhola na quarta posição.

Acidente em Monza obrigou Leclerc a voltar ao motor antigo

O fim de semana da Ferrari em Monza foi decepcionante, especialmente por se tratar da corrida em casa da equipe. O pacote de atualizações levado para o Grande Prêmio da Itália não entregou os resultados esperados, e a escuderia ainda enfrentou um problema com a nova unidade de potência ADUO2 instalada no carro de Hamilton.

Leclerc, por sua vez, sofreu um forte acidente durante as primeiras voltas da corrida. O piloto perdeu o controle na região da Parabólica e atingiu as barreiras com uma força estimada em 60G. O impacto provocou um nível de estresse térmico considerado incomum na unidade de potência atualizada que estava prevista para ser utilizada em seu carro. Como medida de precaução, a Ferrari decidiu instalar novamente o motor ADUO1 no monoposto do monegasco para o GP da Espanha.

Apesar dos danos, a equipe informou que a unidade ADUO2 não estava completamente perdida e ainda poderia ser recuperada. A decisão de retornar à especificação anterior teve como objetivo preservar o equipamento e evitar riscos adicionais durante o fim de semana em Madri.

Leclerc mostrou bom ritmo mesmo com a unidade ADUO1

A utilização do motor antigo não impediu Leclerc de apresentar um desempenho competitivo na classificação. O piloto da Ferrari mostrou velocidade suficiente para disputar as primeiras posições durante o Q3 e chegou a estar na briga pela pole position.

No entanto, acabou encerrando a sessão na quinta colocação. Após a classificação, Leclerc admitiu que poderia ter perdido algum tempo nas retas por estar utilizando a versão anterior da unidade de potência.

A diferença de especificação entre os motores pode ter afetado o desempenho do carro em trechos nos quais a velocidade máxima e a eficiência da unidade de potência são fatores importantes. Ainda assim, o ritmo apresentado pelo monegasco surpreendeu positivamente a própria Ferrari. O chefe da equipe, Fred Vasseur, chegou a considerar que a escuderia tinha velocidade suficiente para lutar pela vitória em Madri.

Estratégia de Leclerc quase colocou Ferrari na liderança

Durante a corrida de domingo, Leclerc chegou a liderar provisoriamente a maior parte das voltas após uma decisão estratégica da Ferrari. Na 16ª volta, quando o Virtual Safety Car foi acionado, o piloto não entrou nos boxes. A equipe optou por permanecer na pista na expectativa de que uma intervenção posterior do Safety Car criasse uma oportunidade mais favorável para realizar a parada.

No entanto, o Safety Car não apareceu novamente, e a estratégia acabou não produzindo o resultado esperado. Leclerc perdeu a possibilidade de manter a liderança até o fim, mas conseguiu cruzar a linha de chegada na quarta posição.

O resultado foi considerado positivo diante das circunstâncias, especialmente porque o piloto competiu com o motor ADUO1 após a Ferrari decidir preservar a unidade atualizada danificada em Monza.

Hamilton realmente utilizou o ADUO2 durante todo o fim de semana

A situação de Leclerc criou uma vantagem potencial para Hamilton, que permaneceu com o motor ADUO2 em Madri. Depois dos treinos livres, surgiram informações de que a Ferrari poderia retirar a unidade atualizada do carro do britânico e devolvê-la ao estoque da equipe para preservar sua quilometragem.

Esses relatos, porém, não se confirmaram. Dados de telemetria e confirmações técnicas realizadas após as sessões indicaram que Hamilton manteve o ADUO2 tanto na classificação quanto na corrida. Dessa forma, o piloto contou com a versão atualizada durante todo o Grande Prêmio da Espanha.

A informação é relevante porque a Ferrari estava administrando cuidadosamente o uso das novas unidades de potência, especialmente após o problema enfrentado por Leclerc em Monza. Com Hamilton utilizando o motor mais recente e Leclerc recorrendo à especificação anterior, os dois pilotos da Ferrari não tiveram exatamente as mesmas condições técnicas durante o fim de semana.

Leclerc poderá voltar ao motor atualizado em Baku?

Com a confirmação de que Hamilton permaneceu com o ADUO2 em Madri, a próxima dúvida envolve a situação de Leclerc para o Grande Prêmio do Azerbaijão, em Baku. A unidade atualizada do monegasco foi considerada recuperável pela Ferrari, mas ainda não está claro quando ela poderá voltar ao carro. A equipe precisará avaliar cuidadosamente as condições do motor antes de decidir se ele poderá ser utilizado novamente.

Leclerc conseguiu apresentar um ritmo competitivo mesmo com o ADUO1, mas a possibilidade de retornar à versão mais recente pode representar uma oportunidade para recuperar parte da vantagem técnica perdida após o acidente em Monza.

Por enquanto, Hamilton foi quem aproveitou integralmente os benefícios do ADUO2 durante o GP da Espanha. Leclerc, por outro lado, precisou lidar com as limitações da unidade antiga e ainda assim conquistou um quarto lugar em Madri.

Foto: (Reprodução/TMC)