Thiago Pitarch, Real Madrid. Foto: Ángel Martínez/Getty Images.
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Real Madrid quer explorar potencial de La Fábrica, e Mourinho já acompanha jovens de perto

O Real Madrid pretende dar ainda mais importância à La Fábrica, nome dado as categorias de base do clube, nos próximos anos. A academia passou a ocupar um espaço maior no planejamento esportivo e financeiro da equipe, com José Mourinho e o diretor-geral José Ángel Sánchez alinhados sobre a necessidade de aproveitar melhor os talentos formados dentro de casa.

De acordo com o portal espanhol, Defensa Central, os dois compartilham a ideia de que a base deve ter participação significativa na construção do futuro do clube. A sintonia entre eles pôde ser vista recentemente no Santiago Bernabéu, onde acompanharam juntos a final da Copa Intercontinental da juventude, de olho justamente na próxima geração de jogadores.

A proposta, no entanto, não significa transformar todos os jovens da academia em futuros titulares do Real Madrid. A intenção é estabelecer uma produção constante de atletas capazes de atingir um nível de excelência e, consequentemente, oferecer diferentes possibilidades ao clube — seja dentro do próprio elenco, seja no mercado.

Mourinho mantém atenção sobre os jovens da base

José Mourinho, Real Madrid, La Liga. Foto: Reprodução/IMAGO.
José Mourinho, Real Madrid, La Liga. Foto: Reprodução/IMAGO.

 

Mourinho já acompanha de perto o que a La Fábrica pode oferecer ao elenco principal. Sergio Mestre, Raúl Asencio e Thiago Pitarch estiveram envolvidos nos trabalhos da equipe profissional nos últimos meses, mostrando que a porta para os jogadores formados no clube pode ficar cada vez mais aberta.

A postura do treinador português também combina com uma de suas ideias recorrentes ao longo da carreira: a idade ou a reputação de um jogador não deve se sobrepor ao desempenho apresentado em campo. Se um atleta da base tiver condições de acrescentar algo diferente ao time principal, a tendência é que receba uma oportunidade.

Thiago Pitarch aparece como um dos principais exemplos dessa filosofia. O meio-campista já acumulou experiência no futebol profissional e começa a ser tratado cada vez mais como uma alternativa real para o primeiro time, e não apenas como um jovem utilizado para completar treinamentos.

La Fábrica também pode render milhões ao Real Madrid

A importância da academia, porém, não está limitada à formação de jogadores para o elenco principal. No Real Madrid, existe também um forte componente financeiro: formar, desenvolver e posteriormente negociar talentos pode representar uma fonte importante de receita.

A realidade é que nem todos os jovens terão espaço em um elenco recheado de estrelas e alguns dos jogadores mais caros do futebol mundial. Por isso, o desenvolvimento de atletas de alto nível também permite ao clube transformar o trabalho da base em operações vantajosas no mercado de transferências.

O Real Madrid já utilizou essa estratégia em diversas ocasiões. Gonzalo García, Nico Paz e outros jogadores formados pelo clube deixaram a equipe em diferentes momentos, mas as negociações foram estruturadas para preservar parte do controle sobre o futuro dos atletas.

Em muitos casos, o clube mantém mecanismos como percentuais de uma futura venda, opções de recompra e cláusulas de preferência, criando uma espécie de proteção esportiva e financeira. Assim, mesmo quando um jogador deixa Madri em busca de mais espaço, o Real mantém a possibilidade de lucrar novamente com sua evolução ou até de recuperá-lo no futuro.

A atenção de Mourinho e a supervisão de José Ángel Sánchez sobre a La Fábrica apontam para uma estratégia que vai além de simplesmente revelar novos talentos. A ideia é fazer da base uma peça cada vez mais importante na estrutura do Real Madrid — seja para abastecer o time principal, seja para gerar novas oportunidades no mercado.

Créditos da foto de capa: Ángel Martínez/Getty Images