(por Mattheus Prudente)Tem sido um tempo interessante para os brasileiros na Europa, com muitos deles sendo destaques em grandes ligas europeias e sendo contratados a peso de ouro. Fora da badalação das grandes ligas, no entanto, também existem brasileiros em destaque, fazendo bons jogos e ajudando suas equipes. Um deles é o zagueiro Paulo Ricardo, que hoje em dia joga no KuPS, da Finlândia, que disputa o título da Copa da Finlândia e do Campeonato Finlandês nesta temporada. O brasileiro, que foi contratado pelo time em 2021, vem se destacando, e é um dos pilares da defesa que menos levou gols no campeonato até agora. Revelado pelo Santos, o zagueiro tem uma extensa lista de clubes por onde passou. No Brasil, ainda jogou por Fluminense, Goiás e Figueirense, enquanto, na Europa, passou pelo Sion, clube da primeira divisão suíça, antes do KuPS. Em entrevista exclusiva para a Playmaker Brasil, Paulo falou sobre a sua adaptação na Finlândia, além de toda a sua relação com a comunidade, apresentando para o público brasileiro um pouco mais de como é jogar em um dos maiores clubes do país. Confira abaixo o papo com Paulo Ricardo: Playmaker Brasil: Primeiramente, gostaria de perguntar. Como foi a adaptação na Finlândia? É diferente de qualquer coisa que você já tenha passado? Paulo Ricardo: Bom, minha adaptação aqui foi muito rápida. O fato de ter passado dois anos no Sion, da Suíça, m3 ajudou muito quando cheguei aqui, por conta do clima muito parecido. Eu cheguei em um clube muito bem estruturado, que estava disputando as primeiras posições do campeonato nacional e os últimos jogos da Conference League, então facilitou bastante. A única grande diferença foi o frio. Quando eu cheguei, o clima ainda estava agradável, mas cerca de um mês depois já estava muito frio. Essa é a parte mais difícil para nós brasileiros quando chegamos em países diferentes. Playmaker Brasil: Como a comunidade da cidade te recebeu? A comunicação é um problema? Paulo Ricardo: Eles me receberam muito bem. A cidade de Kuopio é bem tranquila. É uma cidade razoavelmente pequena, mas bem agradável. Até hoje, eles respeitam muito os jogadores, o pessoal do clube, a minha família está muito bem aqui e eu me sinto muito bem. A comunicação e em inglês, e essa é a principal vantagem, pois o país inteiro aprendeu inglês, apesar de eles terem a língua nativa. Então isso nos ajuda na comunicação, pois a língua deles é bem difícil de aprender. Playmaker Brasil: Entrando na parte futebolística. Quais as principais diferenças que você vê no futebol finlandês para os outros países que você jogou? Paulo Ricardo: Eu posso dizer que eu aprendi muito aqui, pois nós temos um treinador que foca muito no aprendizado, então eu u tenho evoluído bastante com todos eles. O que me chama a atenção aqui é que os jogadores se ajudam muito, não importa de onde você venha. Isso é muito interessante, e eu fiquei bem impressionado com esse jeito deles. Playmaker Brasil: Recentemente você jogou competições europeias com o KuPS. Como foi essa experiência? Paulo Ricardo: Jogar competição internacional é sempre uma grande oportunidade. Sair um pouco do país, sair do jeito que os times jogam, dentro do país, ver novos estilos de jogo é um desafio para nós. Nós caímos na terceira fase da Conference League, quando faltava apenas uma para entrar na fase de grupos, mas eu levo como um grande aprendizado. Entender como outros times jogam também nos dá a dimensão de onde nós estamos, então é um grande aprendizado. Playmaker Brasil: Quais objetivos você ainda quer cumprir com o KuPS? Paulo Ricardo: Nosso objetivo esse ano é bem simples: conquistar o título da Copa da Finlândia e o campeonato nacional. Nós temos elenco, nós temos força para isso, e desde o início do ano foi nosso principal objetivo. Hoje, estamos na final da copa e com uma desvantagem de dois pontos do líder. Vamos lutar até o fim para ganhar esses troféus. Playmaker Brasil: E depois? Você tem vontade de retornar ao futebol brasileiro ou se sente bem estabelecido na Europa? Paulo Ricardo: Quando se fala de Brasil, sempre tem que pensar com bastante carinho, pois é o nosso país, então eu nunca vou recusar nada de primeira caso apareça alguma coisa. Hoje, eu me sinto muito bem aqui na Finlândia, na Europa, e não penso em voltar agora. Claro, como eu disse antes, se aparecer algo que me agrade e agrade minha família, eu vou considerar, mas hoje meu objetivo é ficar e conquistar mais coisas na Finlândia e talvez em outros países.
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