A torcida do Botafogo manifestou-se na madrugada desta sexta-feira (23) com pichações no Estádio Nilton Santos. O protesto ocorreu para criticar os resultados recentes do clube e principalmente mirando no centroavante Tiquinho Soares, que recusou proposta do Grêmio para permanecer no alvinegro carioca.
Na última quarta-feira, Tiquinho Soares não teve uma de suas piores atuações na temporada e contribuiu com assistência no gol de Júnior Santos durante o primeiro tempo diante do Aurora, mas acabou ficando marcado por desperdiçar uma cobrança de pênalti enquanto o jogo estava empatado sem gols.
Diretoria também virou alvo da torcida do Botafogo

Além de picharem o muro do estádio com a palavra “pipoqueiro” e outros xingamentos, a torcida do Botafogo também aproveitou a raiva para apagar uma arte que estava homenageando o jogador nos muros do estádio, arte que surgiu em meio à campanha do primeiro turno do clube no Brasileirão 2023.
Os jogadores foram alvos da torcida com as palavras “time sem vergonha”, “sem sangue” e “covarde”, mas o diretor de futebol André Mazzuco também virou algo com a palavra “Fora Mazzuco” localizada em um dos muros. A torcida também pediu pelas saídas de Eduardo e Marlon Freitas, que ficou marcado pelo gesto da “piscada” na virada histórica do Palmeiras por 4 a 3.
Jogos que podem decidir rumos da temporada
Diante desta pressão absurda, o Botafogo volta a campo nesta sábado, a partir das 16h pelo horário de Brasília, em duelo diante do Audax, resultado que pode deixar o alvinegro carioca definitivamente sem chances de classificação para as semifinais do estadual em caso de uma derrota por conta do Nova Iguaçu.
Sem o técnico Tiago Nunes, o alvinegro volta ao Nilton Santos também na próxima quarta-feira (28), para enfrentar o Aurora, às 21h30 pelo horário de Brasília, em jogo decisivo na segunda fase da Conmebol Libertadores. Uma eliminação nesta fase deixaria o Botafogo também fora da Copa Sul-Americana 2024.
Imagem: Site oficial do Botafogo
