Savinho é uma das grandes revelações da temporada europeia. Entre os destaques da campanha histórica do Girona em LaLiga, o brasileiro teve o desempenho coroado com a convocação para a Copa América. Em entrevista exclusiva Flashscore, compartilhada com a Playmaker Brasil, o atacante de 20 anos explica o que deu certo em 2023/24 e comenta sobre seu futuro.
Savinho ainda não confirma a negociação, mas a transferência para o Manchester City está encaminhada. Revelado pelo Atlético-MG, o brasileiro pertence ao Troyes-FRA, do City Football Group, que também controla o clube inglês — e do qual o Girona faz parte.
Com 9 gols e 10 assistências em 37 jogos, Savinho ajudou o time catalão a alcançar a melhor campanha de sua história em LaLiga. O 3º lugar, com 81 pontos, garantiu a vaga inédita na Liga dos Campeões. O atacante está entre os indicados ao prêmio de melhor jogador sub-23 do campeonato.

Confira os principais trechos da entrevista com Savinho
P: Ficou surpreso com o rendimento do Girona e com seu próprio desempenho logo na temporada de estreia em LaLiga?
S: Ao vir para o Girona, fizemos uma escolha acreditando no projeto da direção e nas peças que o clube iria trazer. A gente sempre procura se esforçar para fazer o melhor, mas realmente o nosso encaixe na temporada foi excelente e conseguimos ter um desempenho excepcional, que surpreendeu muita gente.
P: Tem noção de que marcou história no clube?
S: A ficha ainda está caindo aos poucos. A homenagem depois do jogo contra o Granada vai ficar marcada para sempre, com o estádio todo de pé aplaudindo a comissão, staff e jogadores, e para melhorar ainda tive a felicidade de receber uma premiação individual.
P: O que fez a diferença para tudo funcionar tão bem para o Girona na temporada?
S: Com certeza foi a qualidade e o comprometimento de todos os profissionais envolvidos. Isso fez toda a diferença, e é muito gratificante chegar ao fim da temporada tendo alcançado nossos objetivos principais.
P: Quais foram seus maiores aprendizados em LaLiga? Algo que chamou mais sua atenção?
S: A intensidade do jogo e a necessidade de estar sempre concentrado, porque os detalhes podem decidir muitos jogos. Além disso, pudemos colocar em prática muitas coisas que treinamos exaustivamente, e é muito legal ver que nosso esforço levou a uma campanha histórica do clube.
P: Acredita que atingiu outro patamar em quais aspectos?
S: Consegui evoluir bastante nas partes física e tática, e, com a sequência dos jogos, ganhar confiança para arriscar mais com a bola no pé, para poder tentar criar mais oportunidades para o meu time.
P: O que te deixou mais satisfeito nesta última temporada?
S: Termino a temporada muito feliz com o grupo de trabalho no Girona, desde o staff à diretoria, passando pela comissão e atletas. A gente criou um ambiente muito sadio, sempre colocando os objetivos do time em primeiro lugar, e sentimos isso com o reconhecimento da torcida que encheu o estádio em todos os jogos.

P: Já se imaginou em campo ouvindo o hino da Champions? Será um sonho realizado?
S: Eu ainda não sei onde estarei na próxima temporada, meus agentes ainda estão conversando, e devemos decidir nas próximas semanas. Mas é claro que jogar uma Champions League para quem acompanha futebol desde criança será uma conquista incrível, até porque é um torneio que tem um clima todo especial nos jogos.
P: Acha que foi um passo importante estar em um clube de menor expressão neste começo de passagem pela Europa, para ter mais minutagem e ganhar experiência?
S: Independentemente das colocações do clube nos anos anteriores, apostamos com muita convicção no que a diretoria nos apresentou. O Girona tinha muita ambição, e entendemos que a proposta de jogo encaixaria com o meu estilo. Felizmente pude alcançar uma minutagem alta com ótimos números individuais. Isso também vai fazer crescer a minha responsabilidade e as expectativas para o futuro, mas vou seguir trabalhando firme e buscando sempre melhorar.
P: A Copa América é a chance de se firmar na Seleção Brasileira e dar um passo importante pensando em Copa do Mundo?
S: Eu sempre penso que preciso encarar toda oportunidade como se fosse a última. Jogar na Seleção é um sonho e vou me esforçar muito para conseguir merecer alcançar uma sequência de convocações, pois essa é apenas a minha segunda, e não posso negar que, como qualquer outro jogador, almejo sempre ser convocado.

*Reportagem de Daniel Ottoni