Abel Braga
Brasileirão Futebol

Abel Braga se coloca na mais alta prateleira de ídolos do Internacional

O Internacional foi salvo do rebaixamento, na última rodada, com um milagre. Precisando de uma vitória contra o Red Bull Bragantino, o Colorado dependia também de outros resultados. Com as derrotas de Ceará e Fortaleza, o time gaúcho se mantém na Série A em 2026.

O responsável por isso? Abel Braga. O técnico já era um grande ídolo colorado, presente em duas das nossas maiores conquistas, liderou o Inter no Mundial e Libertadores de 2006. Voltando agora, em nosso pior momento, evitou o segundo rebaixamento do clube, de forma heroica.

Também torcedor do time, o treinador voltou por amor e sequer queria receber salário. Na coletiva após a vitória, reconheceu outros gigantes que passaram pela equipe e afirmou não estar na mesma prateleira que esses grandes ídolos do Internacional:

“Fico orgulhoso de ser um carioca que passou aqui oito vezes. Não estou na prateleira de Falcão, Fernandão e Valdomiro. Fui apenas técnico do Inter. Eles jogaram e fizeram a coisa acontecer dentro do campo.”

Sendo técnico do Inter apenas nas duas últimas rodadas, Abel Braga garantiu a permanência do clube na Série A. Foto: Ricardo Duarte/Internacional

Abel Braga está entre os maiores do Inter

Mesmo que não reconheça, Abel Braga está, sim, na mais alta prateleira de ídolos do Internacional. Nosso técnico na primeira Libertadores e no Mundial, apenas 2006 era o suficiente para fazer com que fosse um dos grandes. Contudo, o treinador continuou provando seu amor ao clube gaúcho.

Essa volta, nesse péssimo momento de 2025, não era nem um pouco necessária para o carioca. E ainda corria o risco de manchar o seu nome com a torcida, caso não conseguisse salvar o Colorado. Apesar de quase todos reconhecer que não teria culpa, Abel seria o técnico na última rodada.

Só que treinador fez o que parecia impossível e impediu a segunda queda. Na coletiva, reconheceu que se tratava de um momento ainda mais importante que a final do Mundial contra o Barcelona. Como bem afirmou, não éramos os favoritos naquele jogo, enquanto a dor e a marca do rebaixamento ficaria para sempre:

“Esse momento pra mim foi mais importante do que o Mundial. Nós não éramos favoritos lá. Se fossemos vices lá, estaríamos contentes. Mas hoje eu sei a dor. Eu sei o que o colorado estava sentindo. Eu vi as pessoas ao meu redor sendo ameaçadas, isso me dava mais condição de querer buscar superar isso.”

Toda essa compreensão do que é ser Inter, assim como seu amor, suas atitudes e suas conquistas, colocam Abel Braga como um dos maiores ídolos do clube. E, sim, ao lado dos nossos grandes nomes: Fernandão, Falcão e Valdomiro.

Abel Braga comemora ao lado de Mercado, um dos autores dos gols, a permanência do Inter. Foto: Ricardo Duarte/Internacional

No Beira-Rio, a estátua é o mínimo

Muito se falou sobre Abel Braga ganhar uma estátua no Beira-Rio, por assumir o Internacional nesse momento. A torcida e imprensa identificada deixou claro que isso precisava acontecer. E, logo após o jogo contra o Bragantino, conselheiros protocolaram o pedido.

Segundo o repórter Carlos Lacerda, diferentes grupos políticos do Inter assinaram o documento. Não é esperado que o presidente Alessandro Barcellos, que não deveria permanecer no clube, dificulte a realização da homenagem. Até porque, tentando manter seu cargo, o que o mandatário menos quer é mais irritação da torcida.

Temos que aproveitar o momento de felicidade e alívio para não cometer o mesmo erro que a estátua de Fernandão. Não é necessário esperar nosso grande ídolo morrer para realizar a homenagem. As melhores celebrações são feitas com o celebrado vivo.

Foto: Ricardo Duarte/Internacional