Alex Scott
Futebol Premier League

O que a investida por Alex Scott representa para o novo Chelsea

A busca do Chelsea por Alex Scott indica que a reformulação liderada por Xabi Alonso ainda deve provocar mudanças importantes no elenco. Após quebrar o recorde do clube para contratar Morgan Rogers junto ao Aston Villa, os Blues teriam apresentado uma proposta de US$ 86 milhões pelo meio-campista do Bournemouth, mas receberam uma resposta negativa.

O interesse no jogador de 22 anos vai além da tentativa de aumentar o número de alternativas no setor. Embora Moisés Caicedo e Enzo Fernández formem uma dupla de grande investimento, a possível chegada de Scott aumentaria a concorrência e poderia alterar a hierarquia do meio-campo. Ao mesmo tempo, a movimentação reforça a ideia de que o Chelsea ainda não considera o elenco pronto para a próxima temporada.

Alex Scott pode aumentar pressão sobre Enzo Fernández no Chelsea

O Bournemouth não deseja perder Alex Scott nesta janela. Mesmo diante da proposta elevada do Chelsea, o clube rejeitou a oferta e deixou claro que pretende manter o meio-campista. No entanto, a situação contratual do jogador pode dificultar essa postura, já que o atleta teria recusado a possibilidade de renovar o vínculo que possui apenas mais dois anos de duração.

Neste cenário, os Blues não são os únicos interessados. Arsenal, Manchester City e Manchester United também demonstraram interesse em Alex Scott. O Tottenham chegou a acompanhar a situação, mas realizou investimentos elevados nas contratações de Mateus Fernandes e Sandro Tonali. Para o Chelsea, porém, a contratação de Alex Scott teria um peso particular. Nas últimas temporadas, o clube teve poucas opções confiáveis para substituir Caicedo e Fernández. Roméo Lavia e Dário Essugo enfrentaram problemas recorrentes com lesões, enquanto Andrey Santos, que muitas vezes aparecia como a principal alternativa, deixou o clube para atuar no Manchester United.

Alex Scott dificilmente aceitaria uma transferência para ocupar apenas a função que pertencia ao brasileiro. Para convencer o jogador a mudar de clube diante da concorrência de outras equipes da Premier League, o Chelsea provavelmente precisaria apresentar um projeto com participação frequente. Isso criaria uma disputa mais direta por espaço e indicaria que Xabi Alonso não enxerga Caicedo e Fernández como uma dupla intocável.

Entre os dois, Caicedo parece ter uma posição mais segura. O meio-campista equatoriano é considerado uma das peças mais importantes da equipe e aparece como um dos primeiros nomes da escalação. Desta forma, a chegada de Alex Scott poderia aumentar principalmente a pressão sobre Fernández, que já vive um momento de incerteza em Stamford Bridge.

O argentino manifestou o desejo de deixar o Chelsea, enquanto o clube estaria disposto a analisar propostas. No entanto, os Blues também não demonstram pressa para negociar o atleta e pedem US$ 160 milhões para aceitar sua saída. Caso o valor não seja alcançado, a diretoria não teria problemas em mantê-lo no elenco. A possibilidade de uma proposta deste tamanho parece menor após o Real Madrid confirmar que não pretende buscar a contratação. Um reencontro com Enzo Maresca também foi mencionado, assim como uma possível transferência para o Atlético de Madrid, mas nenhum dos destinos apontados parece disposto a chegar perto da quantia exigida pelo Chelsea.

Sendo assim, a busca por Alex Scott não depende necessariamente de uma venda de Fernández. Os três jogadores poderiam atuar juntos, com o argentino sendo utilizado mais próximo do ataque. Porém, essa alternativa também criaria outro problema para Alonso, já que o elenco conta com Morgan Rogers e Cole Palmer para ocupar os espaços mais avançados do meio-campo.

A investida pelo jogador do Bournemouth pode representar, portanto, uma tentativa de aumentar o nível de concorrência e evitar que a equipe volte a depender de uma única dupla durante grande parte da temporada. Para Fernández, no entanto, a chegada de Alex Scott seria mais um sinal de que sua posição no time pode deixar de ser tão segura.

Chelsea ainda precisa vender jogadores para seguir investindo

Enquanto o Chelsea entra em uma nova era com Xabi Alonso e mira em Alex Scott, o meio-campo não é o único setor que deve passar por mudanças. Mesmo após as chegadas de Rogers, Marco Palestra, Emmanuel Emegha, Geovany Quenda e Denner, o Chelsea continua analisando outras posições consideradas importantes para o elenco de Xabi Alonso.

Neste cenário, a lateral esquerda aparece como uma das principais preocupações após a venda de Marc Cucurella ao Real Madrid. Palestra pode atuar no setor, assim como Jorrel Hato, mas os Blues buscam uma opção que tenha a posição como função principal.

Pep Chavarría, do Rayo Vallecano, seria o nome preferido de Alonso. No entanto, as exigências financeiras do clube espanhol têm dificultado qualquer avanço e podem impedir a negociação. Desta forma, o Chelsea ainda precisa decidir até onde está disposto a chegar para reforçar a posição.

Ao mesmo tempo, a contratação de um zagueiro também estaria nos planos. John Stones, atualmente livre no mercado após o fim de seu contrato com o Manchester City, entrou no radar do clube. 

Porém, novas chegadas podem depender da capacidade da diretoria de reduzir o atual elenco. Desta forma, mais uma vez, vender jogadores se tornou uma prioridade em Stamford Bridge. Cucurella, Andrey Santos e Tyrique George já deixaram o Chelsea em definitivo, mas a expectativa é de que outras saídas aconteçam antes do fim da janela.

Filip Jörgensen, Axel Disasi, Benoît Badiashile e Alejandro Garnacho estão disponíveis para transferência. O Aston Villa, inclusive, negocia a contratação do ponta. Enzo Fernández também poderia sair, desde que algum clube aceite se aproximar do valor pedido pelos Blues.

Trevoh Chalobah é outro nome com futuro indefinido. O Como negocia sua chegada e pode levar o defensor para a Serie A. Enquanto isso, Malo Gusto, Pedro Neto, Nicolas Jackson, Liam Delap, Emmanuel Emegha e Marc Guiu não estão sendo colocados diretamente para fora do clube, mas poderiam ser negociados caso propostas consideradas adequadas sejam apresentadas.

O cenário mostra um Chelsea disposto a continuar contratando, mas que também precisa encontrar espaço financeiro e esportivo para acomodar as novas peças. A tentativa por Alex Scott está inserida nesse processo e indica que Alonso deseja aumentar a disputa no meio-campo, mesmo sem ter uma saída importante confirmada no setor. Após investir um valor recorde em Morgan Rogers, o clube parece longe de encerrar suas movimentações. No entanto, para que novos reforços cheguem, a diretoria também terá que acelerar a reorganização de um elenco que ainda conta com muitos jogadores sem espaço definido.

Créditos da foto de capa: Getty Images Sport.