Anthony Gordon, México x Inglaterra. Foto: Reprodução/La Tribuna.com
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Como Anthony Gordon virou a arma secreta de Thomas Tuchel na seleção inglesa

Anthony Gordon chegou à Copa do Mundo cercado de dúvidas. Titular nos dois primeiros jogos da Inglaterra, o atacante não conseguiu convencer Thomas Tuchel e perdeu espaço para Marcus Rashford. Bastaram, porém, algumas oportunidades para mudar completamente o cenário.

O jogador, recém-contratado pelo Barcelona, saiu do banco para ser decisivo na vitória por 2 a 1 sobre a República Democrática do Congo e transformou a disputa pela ponta esquerda em um dos principais trunfos da seleção inglesa.

Gordon é a arma secreta de Tuchel

Inglaterra, Anthony Gordon, Harry Kane. Foto: Daniel Becerril/Reuters
Inglaterra, Anthony Gordon, Harry Kane. Foto: Daniel Becerril/Reuters

 

Foi justamente entrada de Gordon, aos 16 minutos do segundo tempo, que mudou a partida. Ele participou diretamente dos dois gols ingleses: primeiro, cruzou na medida para Harry Kane empatar de cabeça; depois, recuperou a posse de bola que originou o lance da virada, novamente concluído pelo camisa 9.

Após a atuação, o atacante não escondeu o incômodo de começar entre os reservas.

“Eu odeio ficar no banco. Fico um turbilhão de nervos.”

O desempenho foi suficiente para recolocá-lo entre os titulares nas oitavas de final contra o México. E Gordon respondeu em campo com sua atuação mais completa na competição.

Além de ser uma das principais válvulas de escape da Inglaterra pelos lados do campo, o atacante foi quem mais venceu duelos na partida, com dez disputas ganhas, e terminou entre os jogadores com maior número de dribles certos da equipe.

Ainda no primeiro tempo, obrigou Raúl Rangel a fazer uma boa defesa em chute de média distância. Na etapa final, sofreu uma falta perigosa e protagonizou o lance que praticamente definiu a classificação inglesa.

Após um lançamento de Jordan Pickford, Harry Kane desviou de cabeça e encontrou Gordon em velocidade. O atacante passou por Edson Álvarez e foi derrubado pelo goleiro mexicano quando tinha o gol livre à sua frente. Kane converteu a cobrança e ampliou a vantagem para 3 a 1.

Jogar sem a bola e a resiliência com homem a menos

Inglaterra, Anthony Gordon. Foto: Daniel Becerril/Reuters
Inglaterra, Anthony Gordon. Foto: Daniel Becerril/Reuters

 

Mesmo sendo um dos jogadores mais perigosos no ataque, Gordon também chamou atenção pela intensidade sem a bola. Atuando durante os 90 minutos, terminou a partida como o segundo inglês com mais recuperações de posse, além de registrar cortes, interceptações e desarmes importantes.

Após a classificação, o camisa 11 reconheceu as dificuldades enfrentadas pela equipe, especialmente por causa da altitude.

“Foi um jogo difícil. Sentimos bastante os efeitos da altitude nos primeiros 20 minutos. Sabíamos que seria complicado, mas os grandes jogadores aparecem nos momentos decisivos.”

A entrega defensiva também foi destacada pelo atacante, principalmente depois que a Inglaterra precisou atuar com um jogador a menos.

“Quando tivemos um atleta expulso, sabia que precisaria correr ainda mais. Sou um jogador que quer fazer a diferença em qualquer situação. Independentemente do tipo de partida, acredito que posso mudar o rumo do jogo.”

Agora consolidado entre os titulares, Gordon chega embalado para o duelo contra a Noruega pelas quartas de final. Antes de voltar as atenções para o próximo desafio, porém, o atacante fez questão de valorizar o momento vivido pela seleção inglesa.

“Essa é uma oportunidade única. Comemorar uma classificação como essa é algo que talvez aconteça apenas uma vez na vida.”

Depois de começar a Copa cercado por questionamentos, Anthony Gordon virou uma das principais armas ofensivas de Thomas Tuchel e chega às quartas de final como um dos jogadores mais importantes da campanha inglesa.

Créditos da foto de capa: Reprodução/La Tribuna.com