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Futebol Copa do Mundo

Argentina da “velha escola” será um dos times mais interessantes de acompanhar nessa Copa; Confira

A Argentina chega à Copa do Mundo de 2026 cercada por uma curiosa combinação de favoritismo e originalidade. Atual campeã mundial, a equipe de Lionel Scaloni parece remar contra algumas das principais tendências do futebol moderno, o que a transforma em uma das seleções mais interessantes de acompanhar no torneio. Enquanto boa parte das potências aposta em intensidade física extrema, pressão constante e transições aceleradas, os Albicelestes continuam valorizando conceitos mais tradicionais de controle técnico, inteligência posicional e associações pelo centro do campo.

A análise tática recente da Squawka destaca exatamente essa característica da Argentina. Em um futebol cada vez mais moldado pela intensidade física e pela pressão constante, a Albiceleste segue um caminho diferente. Sua identidade está baseada na inteligência coletiva, na ocupação racional dos espaços e na qualidade técnica de seus jogadores. Em vez de acelerar o jogo a todo momento, a equipe sabe quando reduzir o ritmo para manter o controle das ações. Essa capacidade de ditar o tempo da partida torna a Argentina uma seleção singular entre as principais potências do futebol mundial.

Essa filosofia da Albiceleste se torna ainda mais relevante pela continuidade do elenco que conquistou a Copa do Mundo no Catar. Jogadores como Lionel Messi, Emiliano Martínez, Cristian Romero, Enzo Fernández e Julián Álvarez seguem desempenhando papéis centrais em uma equipe que preserva sua identidade competitiva. A longa convivência entre os atletas fortalece o entendimento coletivo e permite que os conceitos implementados por Lionel Scaloni sejam executados com precisão. Essa sintonia transforma a Argentina em uma seleção madura, coesa e extremamente difícil de ser neutralizada.

Outro fator que torna a Argentina fascinante é a evolução de sua relação com Messi. Aos 38 anos e disputando sua sexta Copa do Mundo, o craque segue sendo a principal referência técnica e emocional da equipe, mas o time já não depende exclusivamente dele para funcionar. Sob o comando de Scaloni, a seleção construiu uma estrutura coletiva suficientemente sólida para competir em alto nível mesmo quando o camisa 10 não está em campo. Isso permite que o astro do Inter Miami atue de maneira mais seletiva, influenciando os momentos decisivos sem precisar carregar toda a responsabilidade ofensiva.

A campanha de defesa do título começa em um Grupo J considerado acessível, ao lado de Argélia, Áustria e Jordânia. A expectativa é que os argentinos avancem sem grandes dificuldades, embora a experiência de 2022 tenha servido como lembrete permanente de que nenhum adversário pode ser subestimado em uma Copa do Mundo. Mais do que os resultados, porém, o que chama atenção é a forma como a Argentina pretende buscá-los. Em uma era de futebol cada vez mais acelerado, a seleção campeã mundial continua apostando em criatividade, entendimento coletivo e refinamento técnico.

Por fim, a resistência da Argentina às tendências predominantes do futebol moderno a transforma em uma das seleções mais singulares entre as grandes potências. Se conseguirá defender o título mundial ainda é uma incógnita, mas poucas equipes chegam à Copa do Mundo de 2026 com uma identidade tão definida. A equipe do técnico Lionel Scaloni combina experiência, talento e entendimento coletivo em alto nível. Por isso, acompanhar a Albiceleste neste Mundial significa observar um dos últimos grandes expoentes de uma escola que coloca a inteligência e a técnica acima da força física.

Foto: Getty Images

Como a Argentina busca manter a condição de defender o título da Copa do Mundo

A Argentina inicia sua caminhada na Copa do Mundo de 2026 carregando o peso e o privilégio de defender o título conquistado no Catar. Sob o comando de Lionel Scaloni, a atual campeã mundial chega aos Estados Unidos como uma das principais favoritas ao troféu, liderada por Lionel Messi e por uma base que preserva boa parte dos protagonistas da campanha vitoriosa de 2022. Além da tradição e da qualidade técnica, os argentinos entram no torneio motivados por um objetivo histórico: evitar a chamada “maldição dos campeões”, que atingiu diversas seleções nas últimas décadas.

O retrospecto é conhecido e serve como alerta. A França conquistou o título em 1998 e foi eliminada ainda na fase de grupos em 2002. A Itália repetiu o roteiro ao cair precocemente em 2010. A Espanha não passou da primeira fase em 2014, enquanto a Alemanha foi eliminada na fase de grupos em 2018. As exceções mais recentes foram o Brasil, que avançou às oitavas em 2006, e a própria França, finalista da edição de 2022. A Argentina tenta agora se juntar a esse grupo restrito de campeões capazes de sustentar seu nível competitivo no Mundial seguinte.

O cenário do Grupo J favorece essa ambição. A chave reúne Argentina, Argélia, Áustria e Jordânia, com os sul-americanos apontados de forma praticamente unânime como favoritos para terminar na liderança. A equipe chega com um elenco experiente, profundidade em praticamente todos os setores e uma identidade de jogo consolidada ao longo dos últimos anos. Analistas internacionais consideram a seleção a candidata mais forte do grupo e uma das favoritas ao título geral da competição.

A principal ameaça à liderança argentina pode vir da Argélia. Os africanos chegam renovados sob o comando de Vladimir Petkovic e contam com jogadores experientes como Riyad Mahrez, além de uma geração que sonha repetir ou superar a histórica campanha de 2014. Mesmo assim, Lionel Scaloni destacou na véspera da estreia que sua equipe aprendeu com a surpreendente derrota para a Arábia Saudita em 2022 e não pretende subestimar nenhum adversário.

A Áustria aparece como a principal concorrente pela segunda vaga do grupo J. Sob o comando do técnico alemão Ralf Rangnick, a seleção desenvolveu um estilo baseado em intensidade, pressão alta e organização coletiva. Com jogadores experientes como David Alaba e Marcel Sabitzer, os austríacos combinam qualidade técnica e competitividade. Por isso, muitos analistas apontam a equipe como a favorita para acompanhar a Argentina rumo às oitavas de final da Copa do Mundo.

Já a Jordânia vive um momento histórico em sua primeira participação em Copas do Mundo. O simples fato de estar entre as seleções classificadas já representa uma conquista marcante para o futebol do país. Apesar do entusiasmo da torcida e da qualidade do atacante Musa Al-Taamari, os jordanianos chegam como a equipe menos cotada do grupo. Com elenco limitado e pouca experiência internacional, entram na competição como azarões na luta por uma vaga na próxima fase.

Com confrontos contra Argélia, Áustria e Jordânia, a Argentina possui um caminho teoricamente favorável para confirmar o primeiro lugar do Grupo J. A grande questão não é apenas avançar, mas demonstrar desde a fase inicial que continua capaz de sustentar o status de campeã mundial. Se conseguir transformar seu favoritismo em resultados consistentes, a equipe de Messi poderá dar os primeiros passos para quebrar uma das estatísticas mais incômodas da história recente das Copas e reafirmar sua posição entre as maiores potências do futebol mundial.

Foto: Getty Images

Será que a Argentina vai manter o elenco poderoso na Copa do Mundo de 2026?

Antes de enfrentar a Argélia na estreia, a Argentina chega à Copa do Mundo de 2026 com a clara intenção de preservar a base que a transformou na principal potência do futebol internacional nos últimos anos. Campeã mundial em 2022 e vencedora da Copa América de 2024, a seleção comandada por Lionel Scaloni manteve a espinha dorsal responsável por esse ciclo vitorioso, apostando na combinação entre experiência, talento e renovação gradual para sustentar sua hegemonia no cenário mundial.

O principal símbolo dessa continuidade continua sendo Lionel Messi. Aos 38 anos, o camisa 10 disputa sua sexta Copa do Mundo e segue como referência técnica, emocional e de liderança dentro do grupo. Mesmo sem a mesma explosão física de anos anteriores, Messi permanece como o jogador capaz de decidir partidas em momentos cruciais, algo que explica por que toda a estrutura da equipe ainda gira em torno de sua influência. Scaloni e os próprios companheiros destacaram nos últimos dias que o craque continua sendo o grande líder do elenco e uma fonte permanente de inspiração para a seleção.

Ao lado de Messi, a Argentina conta com uma geração que atravessa o auge da carreira. Julián Álvarez e Lautaro Martínez formam uma das duplas ofensivas mais qualificadas do torneio, oferecendo mobilidade, intensidade e poder de finalização. No meio-campo, Enzo Fernández, Alexis Mac Allister e Rodrigo De Paul garantem equilíbrio, criatividade e controle de jogo, enquanto a defesa segue liderada por Cristian Romero, Nicolás Otamendi e pelo goleiro Emiliano Martínez. Grande parte desses jogadores esteve presente na conquista do Mundial do Catar, reforçando a continuidade do projeto.

Mas o elenco da Argentina não vive apenas de veteranos. A convocação oficial para a Copa do Mundo de 2026 incluiu nomes que representam o futuro da seleção, como Nicolás Paz, Giuliano Simeone, Thiago Almada e Valentín Barco. A presença desses jovens mostra que Scaloni não está apenas pensando em defender o título, mas também em manter a Argentina competitiva para os próximos ciclos internacionais.

O equilíbrio entre gerações é um dos fatores que fortalecem a candidatura da Argentina ao bicampeonato. Diferentemente de outras campeãs mundiais que enfrentaram quedas acentuadas após conquistar o título, a equipe conseguiu promover uma renovação gradual sem abrir mão de sua identidade competitiva. A seleção chega à Copa do Mundo de 2026 reunindo um núcleo experiente e vencedor, atletas em seu auge técnico e físico, além de jovens promessas preparadas para assumir papéis cada vez mais relevantes dentro do projeto.

Por isso, a defesa do título não depende apenas da genialidade de Messi. A ambição argentina é mais ampla: consolidar uma era. Com nomes como Messi, Julián Álvarez, Lautaro Martínez, Enzo Fernández, Mac Allister, De Paul, Romero e Emiliano Martínez formando a base da equipe, além da ascensão de novas promessas, a Argentina busca reafirmar sua posição como a principal referência do futebol mundial e provar que seu sucesso recente não foi um momento isolado, mas o início de um período de hegemonia que pode marcar uma geração inteira.

(Foto: Getty Images)