Futebol Copa do Mundo

Argentina vence Áustria com brilho de Messi, que se torna o maior artilheiro da história das Copas

A Argentina confirmou o favoritismo, venceu a Áustria por 2 a 0 no AT&T Stadium, em Dallas, e encaminhou a liderança do Grupo J da Copa do Mundo. Em uma partida que teve momentos de equilíbrio, os atuais campeões do mundo contaram novamente com Lionel Messi para construir a segunda vitória em dois jogos. O camisa 10 marcou os dois gols da partida, chegou aos 18 em Mundiais e se tornou o maior artilheiro da história da competição, ampliando ainda mais sua marca.

A vitória levou a Argentina aos seis pontos e à liderança tranquila da chave, enfrentando a Jordânia na última rodada apenas para confirmar o primeiro lugar. Já a Áustria para nos seis pontos, e tem um possível jogo decisivo contra a Argélia para saber se vai conseguir a classificação.

O jogo

O início foi promissor para a equipe comandada por Lionel Scaloni. Com posse de bola e intensidade, a Argentina tentou sufocar os austríacos e foi recompensada logo nos primeiros minutos, quando Lautaro Martínez sofreu pênalti após revisão do VAR. Messi teve a oportunidade de abrir o placar e alcançar o recorde de forma imediata, mas mandou para fora. O erro teve impacto no comportamento argentino e permitiu que a Áustria crescesse no confronto.

A seleção europeia, organizada por Ralf Rangnick, aproveitou a queda de rendimento adversária para equilibrar as ações. Sem abrir mão da intensidade na marcação e das transições rápidas, os austríacos passaram a disputar mais o meio-campo e impediram que a Argentina construísse jogadas com facilidade. Apesar disso, a equipe europeia não conseguiu transformar a boa postura em oportunidades claras diante de Emiliano Martínez.

Com o passar dos minutos, os argentinos recuperaram o controle. Thiago Almada passou a participar mais da construção, Enzo Fernández conseguiu acelerar a circulação da bola e Messi voltou a aparecer entre as linhas. O primeiro gol surgiu em uma jogada coletiva bem trabalhada. Messi iniciou a ação pelo meio, Almada carregou a bola e acionou Medina pela esquerda. O lateral devolveu para a entrada da área, Almada fez o corta-luz e a bola sobrou limpa para o camisa 10, que bateu colocado para vencer Schlager e abrir o placar.

A vantagem deu tranquilidade à Argentina para o segundo tempo. Com mais posse de bola e menos espaços cedidos, os sul-americanos passaram a controlar o ritmo do jogo. Julián Álvarez e Nicolás González aumentaram a mobilidade no ataque, enquanto Lautaro Martínez seguia buscando espaços entre os zagueiros austríacos. A Áustria tentou manter a intensidade, mas encontrou dificuldades para pressionar como havia feito em alguns momentos da primeira etapa.

Nos minutos finais, quando o jogo já parecia administrado, Messi voltou a decidir. O camisa 10 iniciou uma jogada pela direita e encontrou Julián Álvarez em profundidade. O atacante desperdiçou a oportunidade diante do goleiro, mas o rebote ficou novamente com Messi. Cercado por defensores, o argentino teve calma para limpar a jogada e finalizar para o fundo das redes, confirmando a vitória por 2 a 0 e ampliando o recorde de gols em Copas do Mundo.

Argentina oscila, mas mostra capacidade de reação e contou novamente com Messi

Embora o placar indique uma vitória confortável, a atuação argentina teve momentos de instabilidade. O pênalti desperdiçado por Messi provocou uma queda de intensidade e confiança, permitindo que a Áustria crescesse na partida. Durante boa parte do primeiro tempo, os europeus conseguiram competir em igualdade e impediram que a Argentina controlasse completamente o jogo.

A equipe de Ralf Rangnick mostrou organização e intensidade. A pressão sobre os homens de meio-campo argentinos dificultou a saída de bola e reduziu a participação de Messi durante alguns períodos. Sem a posse, a Áustria apostou em transições rápidas e em uma marcação agressiva, estratégia que conseguiu limitar os espaços e tornar o confronto mais equilibrado do que muitos esperavam.

A diferença esteve na capacidade argentina de se reorganizar. A equipe de Scaloni não se desesperou depois do pênalti perdido e conseguiu recuperar o domínio do jogo gradualmente. Thiago Almada foi importante nesse processo, oferecendo mobilidade e aproximação no setor ofensivo. Medina também teve papel relevante pelo lado esquerdo, enquanto Enzo Fernández melhorou a circulação da bola e permitiu que Messi voltasse a receber em posições mais perigosas.

Messi, mais uma vez, foi o principal responsável pela diferença técnica entre as equipes. Mesmo com o erro na cobrança de pênalti, participou da construção das jogadas, recuou para organizar a saída de bola e apareceu nos momentos decisivos para definir a partida. Os dois gols reforçaram não apenas sua importância individual, mas também a dependência criativa que a Argentina ainda possui em relação ao camisa 10.

Defensivamente, os argentinos tiveram uma atuação segura. Cristian Romero e Lisandro Martínez controlaram bem as poucas investidas austríacas, enquanto Emiliano Martínez praticamente não foi exigido em finalizações perigosas. A seleção sul-americana soube administrar os momentos de pressão e evitou que a Áustria transformasse sua intensidade em oportunidades reais.

Com seis pontos em duas rodadas, a Argentina chega muito próxima da confirmação da liderança do Grupo J. Mais importante do que a classificação encaminhada, a equipe mostrou maturidade para superar um momento de instabilidade e voltar a controlar o jogo. Nem tudo funcionou perfeitamente, mas a capacidade de reação e a presença decisiva de Messi continuam sendo ativos fundamentais para quem busca defender o título mundial.

(Foto: Getty Images)