Com uma equipe recheada de reservas, a Argentina venceu Honduras por 2 a 0 neste sábado (6), em seu penúltimo compromisso preparatório para a Copa do Mundo de 2026. Atual campeã mundial, a seleção comandada por Lionel Scaloni controlou a partida durante praticamente todo o tempo e confirmou o favoritismo diante dos hondurenhos em mais um teste visando o torneio que será disputado na América do Norte.
Sem utilizar Lionel Messi, que permaneceu no banco de reservas durante os 90 minutos, Scaloni aproveitou a oportunidade para observar outras opções do elenco. A estratégia deu resultado, já que Lautaro Martínez e Giovanni Simeone marcaram os gols da vitória. Além deles, Thiago Almada teve participação destacada na criação das jogadas, enquanto Agustín Giay mostrou boa presença pelo lado direito do campo.
A Argentina volta a campo na próxima terça-feira (9), quando enfrenta a Islândia em seu último amistoso antes da Copa do Mundo. Assim como Honduras, os islandeses não estarão no torneio organizado pela FIFA. A estreia da Albiceleste acontece no dia 16 contra a Argélia. Na fase de grupos, os argentinos também terão pela frente as seleções da Áustria e da Jordânia.
Lautaro Martínez abre o placar para a Argentina
Como era esperado, a Argentina controlou amplamente as ações no primeiro tempo diante de Honduras. A atual campeã mundial manteve mais de 70% da posse de bola, empurrou a seleção caribenha para o campo de defesa e passou a maior parte dos 45 minutos rondando a área adversária. Apesar do domínio territorial, a equipe mostrou dificuldades para transformar a superioridade em chances claras, principalmente pela falta de intensidade e de uma circulação de bola mais rápida.
A construção ofensiva argentina esteve concentrada pelo centro, com destaque para a movimentação e articulação de Lo Celso e Thiago Almada. Mesmo assim, a primeira oportunidade relevante surgiu apenas aos 10 minutos, quando Lautaro Martínez cabeceou após cruzamento, mas viu o goleiro Menjívar fazer uma defesa tranquila.
A equipe também sentiu a pouca participação ofensiva dos volantes Barco e Palacios, que contribuíram pouco na criação. Pelos lados, Giay e Tagliafico até apareceram no apoio ao ataque, mas sem a qualidade necessária para ampliar o repertório ofensivo da seleção argentina.
Ainda assim, a superioridade acabou sendo recompensada aos 33 minutos. Lo Celso arriscou um chute de longa distância e acertou o travessão. No lance seguinte, Tagliafico aproveitou o rebote e foi derrubado por Meléndez dentro da área. Na cobrança do pênalti, Lautaro Martínez bateu com força e precisão para abrir o placar, sem qualquer chance de defesa para Menjívar.
Honduras tentou responder em algumas escapadas ao longo da etapa inicial, mas encontrou muitas dificuldades para sair jogando e praticamente não levou perigo ao gol argentino. Nos minutos finais, a Argentina ainda esteve perto de ampliar a vantagem, quando Lisandro Martínez aproveitou uma sobra dentro da área e finalizou de voleio, levando perigo à meta adversária. O intervalo chegou com vantagem merecida para os argentinos, embora a atuação tenha ficado abaixo do esperado em termos de intensidade e criatividade.
Argentina amplia e controla com facilidade
A Argentina voltou para o segundo tempo com uma postura mais agressiva e dinâmica. A entrada de Rodrigo De Paul na vaga de Barco contribuiu diretamente para o aumento da intensidade da equipe, que passou a acelerar mais a circulação de bola e ocupar melhor os espaços no campo ofensivo.
Com mais movimentação entre os setores, a seleção albiceleste voltou a criar oportunidades logo nos primeiros minutos. Thiago Almada esteve novamente entre os destaques da criação e ajudou a manter a pressão sobre a defesa hondurenha. O segundo gol não demorou a sair. Aos oito minutos, após uma longa troca de passes que envolveu vários jogadores, Lautaro Martínez recebeu lançamento dentro da área e mostrou categoria ao tocar de calcanhar para Simeone, que apareceu livre para completar para as redes.
Com a vantagem ampliada, a Argentina seguiu controlando a posse de bola e mantendo Honduras longe de sua área. No entanto, após o segundo gol, a equipe reduziu o ritmo e passou a administrar mais o jogo, valorizando a posse e trocando passes com tranquilidade. Sem sofrer grandes ameaças defensivas, os argentinos controlaram o confronto até os minutos finais.
Pensando na sequência da preparação, Lionel Scaloni aproveitou para promover mudanças e observar outras opções do elenco. Jogadores como Flaco López, Enzo Fernández e Cuti Romero ganharam minutos em campo, enquanto Lionel Messi permaneceu no banco de reservas durante toda a partida.
Sem precisar forçar o ritmo, a Argentina administrou a vantagem construída e confirmou uma vitória tranquila, marcada pelo domínio da posse de bola e pela melhora de desempenho apresentada na etapa complementar.
Foto: Reprodução/X/@Argentina