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Argentina consegue uma emocionante virada sobre o Egito! Confira 4 lições sobre a vitória dos atuais campeões

A vitória da Argentina por 3 a 2 sobre o Egito nesta terça-feira (07), no Estádio de Atlanta, representou muito mais do que uma simples classificação para as quartas de final da Copa do Mundo. Estando atrás do placar pela primeira vez na competição desde a derrota por 4 a 3 para a França pelas oitavas de final da edição de 2018, a seleção sul-americana superou o placar contrário por 2 a 0 e, com força de vontade e disposição, conquistou a vaga em uma virada improvável.

Com a classificação garantida, a Argentina enfrentará a Suíça na próxima fase da Copa do Mundo. O confronto ocorrerá no dia 11, a partir das 21h (horário de Brasília). Enquanto a espera para o jogo acontece, confira quatro lições da dramática virada nesta tarde de terça-feira:

Como uma boa campeã, a Argentina sabe vencer jogando mal

Ao contrário da expectativa inicial, a Argentina não vem desempenhando um bom futebol no mata-mata desta Copa do Mundo. Depois de precisar encarar uma prorrogação para eliminar Cabo Verde nos 16 avos de final, a equipe treinada por Lionel Scaloni passou por outro jogo difícil. Após sair perdendo por 2 a 0 para o Egito e com direito a pênalti perdido por Messi, a eliminação já estava no parâmetro.

Apesar deste cenário aparentemente irreversível, o jogo contou com o auxílio do VAR, que anulou o gol de Mostafa Zico por constatar uma falta de Marawan Attia em Lisandro Martínez no começo da jogada. Entretanto, o lance gerou uma repercussão polêmica entre especialistas de arbitragem, alegando que o toque não foi imprudente para a marcação da falta.

Contudo, a Argentina mostrou que, mesmo não sendo brilhante, consegue estar viva até o apito final. A reação foi iniciada por Cristian Romero, autor do primeiro gol depois de um cruzamento de Messi, que marcou o gol de empate. Já nos acréscimos, Enzo Fernández recebeu um cruzamento de Lautaro Martínez e finalizou para o fundo do gol do goleiro Mostafa Shobeir.

Messi perdeu um pênalti, mas mostrou o seu talento no segundo tempo

O pênalti perdido no primeiro tempo poderia ter sido o momento mais marcante de Messi na partida. A defesa do egípcio Mostafa Shobeir foi a quarta penalidade perdida por Messi na história da Copa do Mundo e a segunda consecutiva, porque havia errado contra a Áustria na fase de grupos. Aos 39 anos de idade, o lance perdido pelo principal jogador da Argentina o frustrou, porém, ele mostrou o que viria na etapa final.

A mudança do camisa 10 começou com um cruzamento de efeito para Romero diminuir. Aos 38 minutos, veio o momento da redenção de Messi ao marcar o gol de empate, o oitavo nesta edição. Com mais um gol anotado, ele isolou na liderança da corrida pela Chuteira de Ouro, à frente de Kylian Mbappé e Erling Haaland. Messi marcou gols em todos os jogos da Argentina na Copa do Mundo de 2026 e quebrou o recorde de assistências do torneio.

Apesar da derrota, o Egito encerra a participação com a cabeça erguida

Egito, Copa do Mundo, Argentina
Foto: Reprodução/FIFA

Egito teve a sua melhor participação em uma Copa do Mundo. Ao passar invicto em um grupo que tinha a Bélgica, derrotou a Austrália nos pênaltis, com direito a uma cobrança de cavadinha do craque Mohamed Salah e esteve a poucos minutos de eliminar os atuais campeões mundiais. Quase obteve este êxito ao ter Salah como maestro egípcio no confronto.

Os jogadores menos conhecidos tiveram um grande destaque. Yasser Ibrahim deixou a sua marca na partida ao abrir o placar em um cabeceio aos 15 minutos. Já no segundo tempo, Haissem Hassan avançou pela direita em contra-ataque e deu um passe para Zico ampliar a vantagem. No sistema defensivo, o goleiro Shobeir teve uma grande atuação ao defender o pênalti de Messi e fazer grandes defesas em chutes de Rodrigo De Paul, Alexis Mac Allister e Julián Álvarez.

O que está acontecendo com a Argentina?

Por mais que mereça os créditos pela classificação, a Argentina não está demonstrando um futebol à altura da qualidade de seus atletas, muitos dos quais venceram a Copa do Mundo anterior. Com quatro gols sofridos em duas partidas eliminatórias, a defesa sul-americana não consegue ter sucesso na marcação e possui pouca velocidade para conter os contra-ataques dos adversários. Caso enfrente equipes mais qualificadas, pode ter uma dificuldade maior ainda.

Enquanto no ataque, a dependência de Lionel Messi persiste, afinal, o craque marcou oito dos 14 gols da Argentina nesta competição. Os companheiros de posição não têm apresentado constante perigo, como no caso de Julián Álvarez. Campeões podem ganhar partidas jogando mal, porém não necessitam continuar precisando de milagres em todos os jogos.

Créditos da foto da capa: Odd Andersen/AFP