O Arsenal nunca foi um clube conhecido por explorar com frequência o mercado de jogadores livres — apesar da fama histórica de gestão mais econômica.
E basta olhar para alguns nomes que chegaram sem custos para entender o motivo: Marouane Chamakh, Stephan Lichtsteiner, Willian e Yaya Sanogo ficaram longe de corresponder às expectativas.
Ainda assim, houve exceções — principalmente durante a era de Arsène Wenger — que mostraram que o “custo zero” também pode gerar impacto real em campo.
Sylvinho (1999, ex-Corinthians)

Quando Sylvinho desembarcou em Londres, em 1999, brasileiros ainda eram raridade na Premier League — e ele se tornou o primeiro da história dos Gunners.
Rapidamente assumiu a titularidade, desbancando Nigel Winterburn, e teve desempenho consistente a ponto de ser incluído no time da temporada 2000/01.
Mesmo com passagem relativamente curta, deixou uma impressão bastante positiva.
Sol Campbell (2001, ex-Tottenham)

Uma das transferências mais polêmicas da era Bosman — e também uma das mais impactantes.
Campbell trocou o rival direto pelo Arsenal e se tornou o pilar de uma das defesas mais sólidas da história do clube. Foi peça-chave na campanha invicta da temporada 2003/04 e presença constante nas seleções da liga.
Na UEFA Champions League de 2006, ainda marcou na final e integrou o sistema defensivo que ficou 995 minutos sem sofrer gols — um recorde até hoje.
Mathieu Flamini (2013, ex-AC Milan)

O retorno de Flamini ao Arsenal foi inesperado — e começou melhor do que muitos imaginavam.
Após deixar o Milan, ele passou a treinar no clube e acabou recontratado. Chegou com impacto imediato e ajudou os Gunners a garantirem vaga no top-4.
Com o tempo, perdeu protagonismo, mas ainda teve momentos marcantes, como o clássico em que marcou dois gols contra o Tottenham na Copa da Liga.
Sead Kolašinac (2017, ex-Schalke 04)

A presença de Kolašinac na lista diz tanto sobre sua utilidade quanto sobre a dificuldade do Arsenal nesse mercado.
O início foi promissor — com gol logo na estreia oficial contra o Chelsea, na Supercopa da Inglaterra de 2017.
Acumulou mais de 100 jogos, mas nunca se firmou como unanimidade e perdeu espaço na era Mikel Arteta, deixando o clube em 2021 rumo ao Olympique de Marseille.
Cédric Soares (2020, ex-Southampton)

Cédric chegou inicialmente por empréstimo e acabou ficando em definitivo sem custos.
Nunca foi protagonista, mas cumpriu bem o papel de peça de elenco. Versátil, atuava nos dois lados da defesa e foi importante em momentos de lesões, especialmente de Kieran Tierney.
Também teve peso pela experiência em um grupo cada vez mais jovem. Deixou o clube em 2024.
Créditos da foto de capa: Divulgação/Arsenal FC