Arthur Elias durante Brasil e Espanha, Paris 2024
Olimpíadas Futebol

Na decisão dos Jogos de Paris, Arthur Elias está a um passo de cumprir promessa às jogadoras: “Falei que a gente ia ser campeão”

Há menos de um ano à frente da seleção brasileira feminina, Arthur Elias levou o Brasil de volta a uma final olímpica 16 anos depois da última participação. Após vencer a Espanha na semifinais dos Jogos de Paris, o treinador destacou uma promessa que fez às jogadoras quando assumiu a equipe, no segundo semestre do ano passado.

Sempre falei, desde que eu assumi a seleção brasileira, externamente, que íamos competir e disputar com todos e colocar o Brasil no patamar que merece. Mas, para o grupo, eu sempre falei que a gente ia ser campeão olímpico ou da Copa do Mundo.”

Com 42 anos de idade completados na véspera do confronto de revanche contra as espanholas, Arthur celebrou a atuação do Brasil na vitória conquistada diante das atuais campeãs do mundo e destacou a união do elenco. A seleção garantiu uma medalha olímpica ao se classificar para a decisão, e sonha deixar Paris com um ouro inédito para o futebol feminino nacional.

A gente está muito unido e mostrando a capacidade que o futebol feminino brasileiro tem e de que eu nunca duvidei.”

Arthur Elias, Brasil e Espanha, Paris 2024
O treinador da seleção feminina, Arthur Elias, durante Brasil e Espanha, na semifinal das Olimpíadas — Foto: Andrew Boyers/Reuters

Com escalações diferentes a cada jogo, Arthur Elias explica mudanças

Sempre modificando a seleção de uma partida para a outra, Arthur Elias também buscou explicar o que o leva a fazer mudanças entre as 11 iniciais do Brasil a cada jogo. O treinador citou que o calendário apertado, com jogos a cada três dias, exige essa rotatividade – das 22 jogadoras convocadas, incluindo as suplentes, apesas goleiras reservas Tainá e Luciana não entraram em campo até a semifinal.

Quando você faz seis jogos em 16 dias, é preciso ter um trabalho que saiba manusear o elenco, para que elas cheguem em condição de fazer um jogo intenso, como foi a característica da seleção sempre, e aprender com as dificuldades que se passam na competição e olhar sempre a solução e não o problema.”

No sábado, o Brasil vai enfrentar os Estados Unidos na decisão do futebol feminino das Olimpíadas de Paris, dezesseis anos da última disputa pelo ouro, contra as americanas nos Jogos de Pequim 2008. As rivais derrotaram as brasileiras também em 2004, na final dos Jogos de Atenas.

Perguntado sobre o que espera da final, Arthur Elias elogiou sua colega e adversária, a inglesa Emma Hayes, e lhe considerou a melhor treinadora do mundo na atualidade. Mas deixou claro que a força dos Estados Unidos não tira sua confiança no título inédito, onde espera poder cumprir sua promessa às atletas brasileiras.

Dentro de campo é competir, acreditar na qualidade das nossas atletas, no que elas podem entregar. Temos uma unidade muito forte aqui e acredito muito que podemos ser campeões.”

Foto: Rafael Ribeiro/CBF