Uma Assembleia realizada nesta quinta-feira (17) pela Associação de Futebol da Argentina (AFA) determinou que a atual edição do Campeonato Argentino não terá rebaixamento. A reunião ocorreu em meio aos atritos da entidade de futebol com o governo da Argentina. Acontece que Javier Milei, atual presidente do país, defende que os clubes possam ser transformados em SAF’s, algo que a AFA não se mostrou a favor.
A Assembleia também serviu para definir a reeleição de Claudio Tapia na presidência da entidade. Agora, ele segue com seu mandato pelos próximos cinco anos, até 2029. Vale ressaltar que Tapia concorria sozinho, já que nenhuma outra chapa de oposição se inscreveu para tentar o cargo.
Como fica o Campeonato Argentino com a decisão?
O regulamento da competição indica que dois clubes seriam rebaixados ao final da temporada na Argentina. No antigo formato, cairiam as equipes do Tigre, por ter a pior campanha na classificação agregada, e o Independiente Rivadavia, que está em último na classificação pela média. A tabela de coeficiente (média) leva em conta o desempenho das equipes nas três temporadas anteriores.
No entanto, com a decisão de não ter rebaixamento nesta temporada, o Campeonato Argentino do próximo ano passará a conter 30 times: os 28 que já estão disputando a atual edição e as duas equipes que conquistarem o acesso. O não rebaixamento na primeira divisão nacional não afetou o acesso nas divisões inferiores.
Na atual fase da competição, o Vélez Sarsfield aparece na liderança com 36 pontos, seguido por Huracán e Talleres, ambos com 31. Tradicionais times argentinos, River Plate e Boca Juniors aparecem um pouco mais abaixo na tabela. A equipe comandada por Marcelo Gallardo tem 25 pontos e está na 7ª colocação, enquanto os Xeneizes aparecem na 10ª posição, com 24 pontos. No atual cenário, Defensa Y Justicia e Barracas Central aparecem nas últimas posições, com 15 e 12 pontos, respectivamente.
(Foto: Daniel Jayo/Getty Images)