Atlético-MG
Futebol Brasileirão

Atlético-MG: Falta de atitude do elenco tira paciência de Eduardo Domínguez

O Atlético-MG despertou expectativas positivas em Eduardo Domínguez quando houve o contato da diretoria para assumir um dos elencos mais promissores do futebol brasileiro, mas os péssimos resultados no Brasileirão e uma aparente apatia do elenco deixaram o treinador argentino com vontade de abandonar o clube após derrota por 2 a 0 para o Coritiba na 12ª rodada. Em que pese a falta de competitividade dos jogadores, este fato certamente quebra um dos últimos elos de confiança do elenco com o ex-Estudiantes, deixando a continuidade do trabalho em dúvida.

Atlético-MG sucumbiu ao planejamento tático do Coritiba

Desde os minutos iniciais, o Coritiba mostrou uma proposta clara: linhas compactas, bloco médio e transições rápidas pelos lados. O time de Fernando Seabra buscou protagonizar a posse, mas sim controlar os espaços centrais e induzir o Galo a circular a bola de maneira previsível. Esse plano foi premiado cedo, com o gol de Breno Lopes logo no início, em uma jogada que já expunha um padrão: recuperação de bola e ataque vertical antes da recomposição defensiva rival.

O Atlético-MG, organizado em uma estrutura ofensiva que priorizava a ocupação do campo adversário, até conseguiu produzir volume e criar oportunidades, mas esbarrou em dois problemas recorrentes ao longo da partida: falhas individuais na defesa e baixa eficiência nas finalizações. A saída de bola apresentou instabilidade, e erros técnicos em zonas perigosas acabaram sendo determinantes, como no lance do segundo gol, em que uma tentativa de intervenção defensiva resultou diretamente na finalização adversária.

Mesmo com maior presença no campo ofensivo, o time mineiro mostrou dificuldades para transformar posse em perigo real. Faltou coordenação nos movimentos do último terço, com pouca agressividade entrelinhas e dependência de jogadas individuais. Houveram até muitas chances criadas, mas as finalizações fora do alvo mostraram um ataque pouco eficaz diante de um adversário bem organizado.

Defensivamente, o Coritiba executou com precisão sua estratégia. A equipe manteve boa compactação vertical, fechando os espaços entre defesa e meio-campo e obrigando o Atlético a recorrer a bolas laterais e cruzamentos, sendo este um cenário controlado pela zaga do Coxa Além disso, a recomposição pelos lados foi eficiente, impedindo que o adversário explorasse amplitude com qualidade.

No segundo tempo, com a vantagem consolidada, o Coritiba reforçou ainda mais seu comportamento reativo, reduzindo riscos e apostando em transições pontuais, enquanto o Atlético-MG aumentou a posse e tentou pressionar, mas seguiu esbarrando na própria falta de precisão e na organização defensiva do adversário. O gol de Pedro Rocha, em lance originado de erro defensivo, consolidou placar final.

Jogadores do Atlético-MG precisam ser mais cobrados

A torcida parece estar destinado à cobrar mais os jogadores pela falta de resultados e assim deve ser mesmo. Lyanco falhou de forma decisiva no segundo gol do Coxa, enquanto Hulk acabou não correspondendo na marcação do primeiro gol, além de ter errado passes importantes. Reinier só conseguiu dar chutes fracos e perdeu disputas de posse pelo meio-campo, enquanto Alan Franco e Cassierra decepcionaram muito. Com este cenário, fica difícil ver o Atlético-MG subindo na tabela caso os jogadores mantenham a mesma atitude.

Imagem: AGIF