Na final da Copa do Brasil, cenas de violência chamaram a atenção na Arena MRV, casa do Atlético-MG. Nesta quarta-feira (27), o Galo foi punido pelo STJD com portões fechados por seis jogos. O clube também precisa fazer o pagamento de uma multa de R$ 198 mil.
A denúncia havia sido sobre arremesso de objetos ao gramado, invasão de torcedores, lasers no goleiro, cantos homofóbicos e tentativa de invasão. Entre os objetos arremessados ao gramado, quatro eram bombas e uma delas atingiu o fotógrafo Nuremberg José Maria. Mais de 20 pessoas envolvidas já foram identificadas.
Desde a final da Copa do Brasil, a Arena MRV está interditada, com dois jogos do time tendo ocorrido no Independência. O Atlético-MG ainda não decidiu se recorrerá da decisão do STJD. No entanto, o advogado do clube, Gustavo Caputo, afirmou entender que seis jogos era uma punição excessiva:
“Por tudo que o clube fez, pela estrutura que tem a Arena MRV, um estádio super moderno, com o aumento do efetivo que o clube providenciou para aquele jogo, enfim, todas as providências que foram tomadas, nos pareceu exagerada a punição de seis jogos, ainda que três deles com torcida parcial. Eu, sinceramente, entendo que uma punição de no máximo de três jogos seria de muito bom tamanho.”
Atlético-MG diz que mais pessoas serão identificadas
Junto com as forças de Segurança de Minas Gerais, o Atlético-MG identificou mais de 20 envolvidos com o incidente. Em nota, o clube afirmou que mais nove estão em ‘processo avançado de identificação’.
Segundo o Galo, as pessoas envolvidas serão punidas pelo clube, seguindo as regras de uso da Arena MRV e do programa de sócio-torcedor. Além de também responderem criminalmente pelos seus atos. Em comunicado, o Atlético diz que ‘todo o aparato técnico empregado no evento’ está sendo usado para a identificação das pessoas envolvidas.
(Foto: Douglas Magno/AFP)