O torcedor do Bahia tem motivos de sobra para celebrar o momento do time na temporada. O Esquadrão voltou com força total após a pausa para a Copa do Mundo de Clubes e emplacou mais uma vitória, aumentando a sequência para quatro consecutivas em todas as competições, incluindo um importante triunfo sobre o Atlético-MG pelo Campeonato Brasileiro. A vitória sobre um dos times mais fortes do país reforça que o time comandado por Rogério Ceni está consolidando sua identidade em campo, com um futebol competitivo, consistente e eficiente.
Esse bom momento, no entanto, contrasta com o desempenho do Bahia no cenário internacional. Na Copa Libertadores, o clube foi eliminado ainda na fase de grupos, frustrando o projeto de afirmação continental que a SAF do Grupo City ambicionava desde o início do ano. A queda precoce na principal competição sul-americana foi um golpe duro, sobretudo para um clube que investiu pesado para elevar seu patamar e rivalizar com as grandes forças do continente.
Agora, o Bahia tenta transformar a boa fase nacional em combustível para a Copa Sul-Americana, onde estreia na fase de playoffs contra o América de Cali, da Colômbia. O confronto é encarado como a grande chance de redenção internacional. Com o time encaixado, o Esquadrão chega fortalecido, tanto emocionalmente quanto tecnicamente, e já desponta como um dos favoritos ao título da competição.
O bom momento no Brasileirão e nas copas
Após um início de Campeonato Brasileiro oscilante, o Bahia engrenou de vez e está jogando em alto nível. As vitórias consecutivas trouxeram confiança e consolidaram o trabalho de Rogério Ceni, que tem conseguido tirar o melhor de um elenco recheado de talento e juventude.
A vitória sobre o Atlético-MG, um dos adversários mais qualificados do país, mostrou que o time baiano não está apenas em boa fase, mas tem capacidade real de competir com as principais forças nacionais. O time tem se destacado pelo equilíbrio. Um time compacto, que defende bem, com controles mais firmes da posse de bola e transições rápidas, além de uma evolução clara na maturidade competitiva em jogos grandes.
Esse desempenho já colocou o Bahia novamente na zona de classificação para a Libertadores do próximo ano e alimenta o sonho da torcida de voltar a disputar títulos de peso no cenário nacional.
O desafio de transformar a fase em força continental
Na Libertadores, o Bahia não conseguiu corresponder às expectativas. A eliminação precoce na fase de grupos foi um choque para o projeto ambicioso desenhado pela SAF e também expôs algumas limitações que o time apresentava no início da temporada, como falta de regularidade e dificuldades em jogos fora de casa.
Agora, o time terá um novo desafio: o América de Cali, pela repescagem da Sul-Americana. O clube colombiano não vive seus melhores anos, mas é um adversário tradicional e perigoso, sobretudo jogando em casa. A missão do Bahia será transportar o bom momento vivido no Brasil para o cenário internacional — algo que o time ainda não conseguiu nesta temporada.
Pelo que o Bahia tem mostrado nos últimos jogos, especialmente pela forma como tem se imposto contra adversários de peso no Brasil, é justo colocá-lo como um dos principais favoritos ao título da Sul-Americana. O time tem elenco, tem investimento e agora tem confiança. Mas também carrega o aprendizado da Libertadores: não basta ter um time competitivo internamente se o desempenho fora do país não for igualmente consistente.
O Bahia terá que mostrar que aprendeu a competir fora de casa, manter a postura em ambientes hostis e ser capaz de decidir jogos decisivos sem vacilar — características que faltaram na fase de grupos da Libertadores. O duelo contra o América de Cali será um termômetro importante para medir essa evolução.
Um novo capítulo para o projeto do Grupo City
Para o projeto de longo prazo do Grupo City no Bahia, conquistar a Sul-Americana teria um peso enorme. Seria o primeiro título internacional relevante da nova gestão, consolidando não só o nome do clube no continente, mas também o projeto esportivo desenhado para levar o Bahia a um novo patamar.
O Bahia chega forte, embalado e mais maduro. Mas a partir de agora, cada jogo fora do país será uma prova de que a fase nacional não pode ser apenas um recorte local: é preciso ser gigante no Brasil e também na América do Sul. A Sul-Americana é o caminho mais curto para isso — e o Bahia parece pronto para essa missão.
Foto: Sports Press Photo/Getty Images


