Bahia
Futebol Copa do Brasil

Bahia impediu torcedor de sonhar mais alto com o 4-5-1 defensivo contra o Fluminense

O Bahia viveu uma semana muito especial com a venda de Lucho Rodríguez por valor recorde (acima de 20 milhões de euros) e uma incontestável conquista dominante na final da Copa do Nordeste com placar agregado de 9 a 1 diante do Confiança. Justamente por conta disso esperava-se que o Esquadrão de Aço chegasse muito mais forte e confiante para assegurar sua vantagem construída na ida diante do Fluminense no Maracanã, mas a Copa do Brasil terminou precocemente para os comandados de Rogério Ceni com um sentimento desnecessário de apequenamento por conta da considerável falha na leitura de jogo cometida novamente pela atual comissão técnica.

Entenda a falha cometida por Rogério Ceni na estratégia do Bahia

Ceni recebeu merecidos elogios por conseguir definitivamente implementar um estilo de jogo bem estruturado através do controle da posse de bola e ocupação dos espaços no campo ofensivo em praticamente todas as partidas da atual temporada, buscando sempre assumir o protagonismo. Não por acaso e com muitos méritos, o Bahia está no G-4 do Brasileirão e ainda sonha com a possibilidade de desafiar os favoritismos de Flamengo e Palmeiras na briga pelo título. Porém, provavelmente a goleada sofrida diante do Mirassol deve ter pesado na decisão de Rogério em escalar uma equipe completamente defensiva no Maracanã, armando seu time com uma surpreendente linha de cinco para evitar cruzamentos e alargar o campo no 4-5-1.

É importante ressaltar que a estratégia de Ceni funcionou durante o primeiro tempo, pois o Tricolor das Laranjeiras foi para os vestiários com somente dois chutes no alvo e ambos longe da grande área, sinal de que os espaços estavam bem protegidos. Por outro lado, Caio Alexandre não esteve em uma noite inspirada e o Bahia não conseguiu escapar da pressão exercida pelo Fluminense com a bola, pois Kayky e Michel Araújo estavam mais dedicados ao posicionamento defensivo, deixando Everton Ribeiro e principalmente Willian José muitos isolados no ataque.

Considerando que o Fluminense precisava ainda buscar o resultado e o Bahia não estava tendo progressão ofensiva suficiente para “matar o confronto”, Rogério Ceni precisava ter pensado em ajustes no segundo tempo para formatar melhor sua estratégia, mas o treinador optou por manter os mesmos jogadores em suas mesmas funções, enquanto Renato Gaúcho fez uma modificação muito importante com a entrada de Luciano Aocsta. Diante deste cenário, foram necessários somente oito minutos para os cariocas aproveitarem o pênalti cometido por Michel Araújo em lance de muita falta de atenção (problema antigo na temporada) e buscassem o empate.

Rogério Ceni tentou mexer na estrutura do Bahia somente depois do gol sofrido e deu liberdade para Cauly circular mais no terço final, dando ainda maior responsabilidade para Iago Borduchi e Sanabria se movimentarem pelos lados do campo. Porém, a estratégia não deu certo e o Esquadrão de Aço seguiu sendo muito pressionado até sofrer o gol da eliminação no minuto 38 em lance de bola parada no tento de Thiago Silva.

Números ofensivos de Bahia vs. Fluminense em 10/09/2025

  • 0.08xG
  • 2 Finalizações
  • 1 Finalização no alvo
  • 0 Grandes chances
  • 6 Toques na área do rival
  • 37% de Posse de bola
  • 72% de aproveitamento nos passes
Fonte: Footscore

Bahia foi eliminado em seu melhor momento na temporada

Podemos justificar a eliminação do Bahia pelos desfalques de Ademir, Caio Alexandre e Pulga, mas Rogério Ceni certamente possui a maior parcela de culpa por conta da repetição de uma estratégia que já foi adotada contra o Corinthians em duelo fora de casa. Ainda mais pela empolgação de sua torcida que encheu o espaço da torcida visitante no Maracanã, uma postura somente reativa antes de sofrer o primeiro gol foi de uma falta de protagonismo que as equipes do Grupo City ao redor do mundo não costumam ter.

Imagem: AGIF