Derrotado nos dois primeiros jogos da fase de grupos, Bernardinho e a seleção brasileira masculina de vôlei não podem errar mais uma vez nas Olimpíadas de Paris. A equipe precisará ganhar do Egito na sexta-feira (02), às 8h (de Brasília), por 3 sets a 0. Caso vença por 3 a 1 ou 3 a 2, vai depender de uma combinação de resultados dos adversários para saber se avança às quartas de final como uma das duas melhores terceiras colocadas.
Com a possibilidade de terminar na primeira ou na segunda colocação do Grupo B inexistente, Bernardinho já deu seu recado sobre o recálculo de rota para o jogo contra os egípcios. O treinador falou logo depois da derrota para a Polônia, nesta quarta, que o Brasil ainda está vivo, e que o Egito é a primeira dentre as quatro finais que a equipe vai enfrentar em busca da medalha de ouro nos Jogos de Paris.
Fizemos um ponto, estamos vivos ainda. (Derrota para a Polônia) Não era o que queríamos, tivemos as nossas chances. Vamos seguir buscando. Agora nossa final é o Egito. (São) Quatro finais (até a busca pela medalha de ouro), e Egito é a primeira delas.”
Sobre o jogo contra os poloneses, Bernardinho ainda citou a importância que os saques têm atualmente. A Polônia fez 14 pontos neste fundamento, enquanto o Brasil só marcou três e enfrentou dificuldades na recepção em várias oportunidades do confronto.
No segundo e no quarto sets, a Polônia conseguiu boas sequências (com aces). Nós temos que aprender a jogar assim. Nosso voleibol precisa entender que hoje em dia o saque é uma arma muito importante, temos que estar habituados a jogar contra essa pressão.”
Apesar da derrota, Bernardinho destaca entrada de reservas
Como destaque brasileiro na segunda derrota nos Jogos Olímpicos, a seleção de vôlei teve o ponteiro Adriano. O jogador de 22 anos entrou no segundo set, quando a equipe tinha problemas em quadra, e permaneceu até o final da partida. Adriano rendeu mais tranquilidade na recepção e teve boa presença no ataque, marcando 18 pontos – sendo ao lado de Lucarelli, o maior pontuador do Brasil no duelo. Ao final da partida, Bernardinho elogiou o ponteiro e destacou a necessidade de saber qual é o momento certo para os jovens receberem oportunidades na equipe titular.
(Adriano) Foi muito bem. É aquela história: as pessoas cobram, falam, mas têm que estar aqui dentro para saber o que se passa. Não pode queimar (jovens). Tem que botar quando der. Ele estava bem amparado. O Darlan começou bem e deu uma caída no jogo, e o Adriano foi fundamental. Ainda podemos jogar melhor com os nossos centrais – enquanto os centrais poloneses pontuaram muito, os nossos pontuaram pouco. Temos que ver isso e tentar ajustar para os próximos jogos. Adriano fantástico.”
Outro reserva do Brasil que assumiu a titularidade ao longo da partida contra a Polônia foi Cachopa. O levantador se destacou na distribuição de bolas, especialmente no terceiro set do jogo. Ao deixar a quadra, o jogador afirmou que o desempenho do time foi melhor do que nas quartas de final da Liga das Nações deste ano, quando os brasileiros também foram derrotados pelos poloneses. Porém, isso não apaga os erros cometidos em Paris.
Em vários momentos, pecamos, principalmente em começos de sets, e deixamos a situação confortável para a Polônia. Em Olimpíadas, o negócio é decidido no detalhe. Fica uma boa lição. O próximo jogo é uma final. Não podemos cometer erros e temos que matar desde o primeiro ponto. Os caras (egípcios) entram sem pressão, com um pouco menos de responsabilidade. É um jogo muito perigoso, e precisamos estar atentos.”
— declarou o atleta.
Foto: Alexandre Loureiro/COB