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Boca Juniors vive pior série histórica dos seus 120 anos

O Boca Juniors vive uma das fases mais dificeis da sua história. Após sequer ter chegado à segunda fase da Pré-Libertadores — sendo eliminado pelo Alianza Lima — e, com isso, ficando de fora inclusive da Copa Sul-Americana, o clube de Buenos Aires atravessa uma fase complicada também no Campeonato Argentino: ocupa apenas a 13ª posição e está há 11 jogos sem vencer.

Após a derrota por 1 a 0 para o Huracán, no último domingo (27), o Boa Juniors segue distante das zonas de classificação para a Copa Libertadores — competição da qual está fora pelo segundo ano consecutivo. São três meses sem vitórias: a última ocorreu em 20 de abril, contra o Estudiantes La Plata. Essa é a pior sequência da história do Boca em seus 120 anos.

Miguel Ángel Russo retornou ao comando da equipe após a demissão de Fernando Gago, mas desde então são quatro empates e três derrotas. A sequência levou à eliminação nos playoffs do Apertura, a uma participação decepcionante no Mundial de Clubes e à queda precoce na Copa da Argentina.


A crise do Boca Juniors se prolonga

O Boca vive uma crise prolongada desde o vice-campeonato da Copa Libertadores de 2023, quando foi derrotado pelo Fluminense no Maracanã. Desde então, o clube acumula campanhas medianas no Campeonato Argentino e não tem obtido bons resultados na Copa da Argentina. Em 2024, foi eliminado nas oitavas de final da Copa Sul-Americana pelo Cruzeiro e, em 2025, sequer avançou à segunda fase eliminatória da Pré-Libertadores, ficando fora de todas as competições internacionais.

Mesmo com um elenco caro — que conta com nomes como Edinson Cavani, Merentiel, Romero, Advíncula e, mais recentemente, Leandro Paredes — o Boca Juniors tem apresentado desempenho abaixo do esperado. Trata-se de um grupo envelhecido e com alta folha salarial, que não tem correspondido em campo.

Para piorar, a crise política também se intensificou. O ídolo e atual presidente Juan Román Riquelme tem buscado soluções para conter os problemas do clube, como a recente decisão de extinguir o Conselho de Futebol. A medida visa aliviar o ambiente interno e reorganizar o comando esportivo.


Um 2025 desastroso e poucas chances de salvação

Com uma temporada de 2025 bastante ruim, o Boca precisa de um verdadeiro milagre para salvar o ano — que já parece perdido. Na lanterna da classificação do Clausura, as chances de garantir uma vaga na Copa Libertadores de 2026 são mínimas, embora ainda existam.

O caminho mais curto e viável seria terminar entre os três primeiros colocados da classificação anual do Campeonato Argentino. No momento, o Boca Juniors ocupa a quarta posição, com 38 pontos — os mesmos do terceiro colocado, o Argentinos Juniors. A outra opção, mais difícil, seria vencer o Torneio Clausura, o que ainda é matematicamente possível, apesar do início ruim.


Existe saída para o Boca Juniors?

Um dos maiores clubes da América do Sul e do futebol mundial, o Boca Juniors enfrenta a maior crise de sua história. Hexacampeão da Libertadores, o clube hoje conta com um elenco veterano e caro, que não tem dado retorno esportivo.

A crise política, iniciada após a vitória de Riquelme nas eleições presidenciais de 2023, também dificulta a recuperação. O ex-jogador e ídolo enfrenta resistência interna e externa, e tem tido dificuldades em resolver os múltiplos problemas da instituição.

A solução mais indicada seria uma reformulação profunda: enxugar a folha salarial, negociar jogadores que não rendem mais em campo e investir em jovens promissores. Ainda que isso signifique passar alguns anos sem grandes títulos, a medida poderia devolver equilíbrio financeiro ao clube e, no futuro, recolocar o Boca no topo do futebol sul-americano.

O Boca Juniors volta a campo pelo Clausura no dia 9 de agosto, contra o Racing, na Bombonera. Na parte de baixo da tabela, os xeneizes buscam reencontrar o caminho das vitórias e iniciar, enfim, a recuperação no campeonato nacional.

Créditos foto de capa: ole.com.ar / reprodução0