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Automobilismo Fórmula 1

Pós-Bortoleto: os próximos nomes brasileiros a caminho da Fórmula 1

Após sete anos sem um piloto titular, o Brasil retornou ao grid da Fórmula 1 com Gabriel Bortoleto em 2025. Mas quais brasileiros podem vir a repetir o feito nos próximos anos? Entre já vinculados a equipes de F1 e outros menos badalados, esta temporada contará com quatro nomes do país nas categorias do sistema Road to F1, além de outros nomes trilhando o caminho.

Conheça alguns dos principais pilotos brasileiros na base em 2026:

Rafael Câmara – Fórmula 2

Rafael Camara
Foto: Divulgação/FDA

Campeão com sobras da Fórmula 3 em 2025, o pernambucano de 20 anos anunciou sua subida para a categoria que antecede a máxima do automobilismo para 2026. A bordo do carro da Invicta Racing, que consagrou os dois últimos campeões da Fórmula 2 (incluindo o próprio Bortoleto), Câmara representa as cores da Academia de Pilotos da Ferrari e é a próxima aposta jovem da escuderia depois da até aqui bem-sucedida experiência com Oliver Bearman.

No currículo, o brasileiro conta com o título da Fórmula Regional Europeia (FRECA) de 2024, além dos terceiros lugares na F-Regional do Oriente Médio, no ano anterior, e nas F4 Italiana e Alemã de 2022. Nessas três últimas, foi companheiro e protagonizou batalhas intensas com Andrea Kimi Antonelli, hoje na F1 pela Mercedes.

Seu principal adversário na corrida por um assento na F1 é Dino Beganovic, único piloto Ferrari no grid da F2 em 2026. Caso faça uma boa campanha e supere o rival sueco, é provável que a equipe de Maranello faça esforços para lhe arranjar um assento no grid em uma de suas equipes satélites, Haas e Cadillac.

Pedro Clerot – Fórmula 3

Pedro Clerot
Foto: Dutch Photo Agency

Nascido em Brasília, Clerot venceu a primeira edição da F4 Brasileira em 2022, antes de rumar para a Europa onde compete atualmente. Em 2026, ele será o único representante do Brasil na F3 pela mediana equipe Rodin Motorsport.

Em suas campanhas de destaque mais recentes, o piloto de 19 anos conquistou duas vitórias e foi quarto colocado no campeonato de pilotos da FRECA em 2025, destacando-se pela consistência e velocidade, apesar de competir por um time inferior aos rivais. Em 2023, foi sexto colocado da F4 Espanhola.

Clerot não conta, no momento, com o apoio de uma equipe de F1. Entretanto, sua trajetória até aqui destaca o sucesso imediato do projeto da Confederação Brasileira de Automobilismo na criação de uma categoria de base nacional.

Rafaela Ferreira – F1 Academy

Rafaela Ferreira
Foto: Rafael Gagliano/Vicar

Sucessora de mulheres pioneiras no automobilismo internacional como Bia Figueiredo e Bruna Tomaselli, Rafaela Ferreira busca, em 2026, dar um salto adiante com o aprendizado obtido no ano anterior — seu primeiro — na F1 Academy, categoria exclusivamente feminina criada pela Fórmula One Group.

Ferreira conta, desde 2025, com o apoio da Red Bull Academy Programme, braço da companhia austríaca dedicada ao apoio de jovens pilotas. Em sua primeira temporada completa na F1 Academy, finalizou na 12ª colocação, com um quinto como melhor resultado final. Ela também é fruto da F4 Brasileira, onde se tornou a primeira mulher a vencer uma corrida em 2024 em campanha que terminou com a quarta posição.

Embora sua temporada só comece em março, com a rodada inaugural em Xangai, a pilota de 20 anos se prepara disputando a Fórmula Winter Series, categoria com carros de F4 que corre em Portugal e na Espanha. Sua equipe na F1 Academy ainda não é conhecida, mas ela foi confirmada pelo programa da Red Bull para a disputa da temporada.

Heitor Dall’Agnol – Eurocup-3

Heitor Dall'Agnol
Foto: Gilmar Rose Photo Action

Apadrinhado por Felipe Massa, Dall’Agnol teve sucesso meteórico em 2025 e foi campeão logo em sua temporada de estreia na F4 Brasileira. Em 2026, ele se muda para o automobilismo europeu e dá o passo seguinte rumo ao sonho de chegar à F1. O gaúcho disputará a Eurocup-3 junto da Palou Motorsport, equipe vinculada a Alex Palou, tetracampeão da Fórmula Indy.

A categoria é uma criação recente que atua como alternativa de baixo custo aos campeonatos regionais de nível intermediário entre F4 e F3, como a FRECA e a Euroformula Open. Seu campeão mais recente, o ítalo-argentino Mattia Colnaghi, conseguiu chamar a atenção das academias de pilotos e fechou com a Red Bull.

Com apenas 16 anos, a trajetória de Dall’Agnol nos monopostos ainda é curta, mas surpreendente. No kart, conquistou duas vezes o campeonato brasileiro e ficou no top-3 do Mundial da FIA em 2024.

Gabriel Gomez – Fórmula 4

Gabriel Gomez
Foto: Fotocar13

Destaque do kart nos últimos anos, com títulos no Brasil e na Itália e dois vices do europeu, Gomez é um dos nomes mais incertos da lista. Não por seu talento, inquestionável pelos resultados que já demonstra em seu salto para os monopostos, mas pelos poucos recursos disponíveis que podem deixá-lo a pé em 2026.

No ano anterior, o piloto de Florianópolis foi campeão da Fórmula Winter Series e vice da F4 Italiana e da E4 Championship. Porém, aos 19 anos, ainda não anunciou seus planos para esta temporada. Ele testou no fim do ano passado com a ART Grand Prix visando uma vaga na FRECA e obteve resultados competitivos, dentro do top-10.

Outros nomes brasileiros menos badalados entrarão nas pistas pelo mundo e também podem surpreender, como Emmo Fittipaldi Jr. (filho do bicampeão Emerson Fittipaldi), que disputará a F2 pela equipe AIX Racing, Miguel Costa, anunciado pela RPM para a temporada 2026 da FRECA, e Filippo Fiorentino, rival de Dall’Agnol na F4 que o seguirá no passo para a Eurocup-3 pela Drivex.