Alex Telles e Montoro comemoram o gol de empate do Botafogo. Foto: Vitor Silva/Botafogo
Brasileirão Futebol

Botafogo arranca empate no fim contra o Cruzeiro e segue vivo por vaga direta na Libertadores

O Botafogo insistiu e arrancou um empate importante no Mineirão contra o Cruzeiro, nesta quinta-feira (04). O Cabuloso chegou abrir dois gols de vantagem com Christian e Matheus Pereira, mas Marçal e Alex Telles, de pênalti, deixaram tudo igual. O resultado consolida a terceira posição para o time celeste, enquanto o alvinegro carioca conquista um ponto importante na vaga para a Libertadores, de forma direta. Veja como foi a partida, válida pela 37ª rodada do Brasileirão 2025.

Cruzeiro impõe ritmo, marca cedo e domina a etapa inicial

A partida começou com o Cruzeiro tentando assumir o controle desde o apito inicial. O time mineiro usou bem a força do mando de campo, reforçada pelo recente histórico de invencibilidade no Mineirão.

Aos 14 minutos, saiu o gol que abriu o placar: após troca de passes rápida pelo lado direito, Kaiki avançou pela lateral e cruzou na medida para Christian, que apareceu bem na área e completou para marcar.

Antes disso, porém, o Botafogo chegou a assustar. Após uma saída de bola errada da própria defesa, o time teve chance clara em contra-ataque. A finalização explodiu na trave, e a bola ainda sobrou para Arthur Cabral, que perdeu grande oportunidade à frente do gol.

Mesmo depois de marcar, o Cruzeiro não diminuiu o ritmo. Manteve a pressão ofensiva, as trocas de passes verticais e o controle territorial, sustentando a vantagem com autoridade. A postura agressiva desde o início está alinhada à busca celeste por terminar entre os melhores mandantes do campeonato.

O Botafogo, por sua vez, sentiu o peso dos desfalques — inclusive no gol, sem o titular habitual — e mostrou fragilidade defensiva e insegurança na saída de bola. A lista de ausências comprometeu o equilíbrio tático da equipe.

O Cruzeiro alcançou exatamente o que pretendia: transformar o mando de campo em ritmo, marcar cedo e dominar o jogo. O gol bem construído ilustra a leitura correta do confronto.

Enquanto isso, o Botafogo viu sua estrutura ser rapidamente testada. A desvantagem logo no início exigiu recomposição imediata, mas até o intervalo faltaram clareza ofensiva, organização e profundidade para ameaçar de fato. A pressão cruzeirense prevaleceu na etapa inicial.

Botafogo volta melhor e consegue o empate

Todo o plano do Botafogo para se recuperar quase desmoronou logo no início da etapa final. No primeiro escape de Kaio Jorge, a finalização saiu forte e Raul espalmou nos pés de Matheus Pereira, que só completou para fazer o segundo do Cruzeiro. De novo, a velocidade nas trocas de passes abriu o campo, e a defesa alvinegra — lenta para acompanhar Kaio Jorge, Sinisterra e Christian — foi castigada pela segunda vez.

Mas o alívio viria rapidamente. Aos 12 minutos, Marçal apareceu na pequena área para descontar para o Botafogo. A defesa do Cruzeiro vacilou no básico: marcou a bola e não o jogador. Erro simples, mas mortal.

O gol funcionou como um gatilho. O Botafogo cresceu, adiantou as linhas e iniciou seu melhor momento no jogo. Artur Cabral obrigou Cássio a fazer grande defesa; logo depois, Barrera quase marcou um gol olímpico em cobrança de escanteio venenosa. A partida ganhou outra cara. Do outro lado, o Cruzeiro perdeu força ofensiva com as saídas de Kaio Jorge — lesionado — e Luis Sinisterra. Vale mencionar: a ausência do artilheiro expôs certa dependência do atacante para manter o time perigoso. Além disso, Leonardo Jardim optou por não acionar o substituto natural da posição, Gabigol. Preferiu manter a ideia de velocidade com Keny Arroyo e reforçar a criação com Eduardo.

Com o ânimo renovado, o Botafogo viu o empate se oferecer. Davide Ancelotti mandou o time para frente: as linhas subiram, os zagueiros passaram do meio-campo para iniciar jogadas, Vitinho recebeu mais liberdade pelo lado direito — explorando a saída de Lucas Silva e o menor comprometimento defensivo de Keny Arroyo — e Álvaro Montoro, vindo do banco, deu fluidez e ajudou Barrera na armação. Não era má ideia: estava em disputa uma vaga direta na Libertadores.

O Cruzeiro, por sua vez, recuou demais. À medida que o Botafogo aumentava a intensidade, cresciam também as reclamações, os erros de saída de bola e as disputas perdidas no meio. O empate parecia questão de tempo — e veio.

Kaiki cometeu pênalti em Marçal. Após revisão no VAR, Anderson Daronco confirmou a infração, e Alex Telles converteu com firmeza para igualar o placar.

O duelo terminou em 2 a 2, resultado que refletiu bem a história do jogo: um Cruzeiro eficiente e dominante na maior parte do tempo, e um Botafogo que reagiu, corrigiu rumos e alcançou o empate com mérito. Um ponto para cada lado em um confronto intenso até o fim.

Próximos jogos de Botafogo e Cruzeiro

Com o empate, o Cruzeiro chegou aos 70 pontos e consolidou a terceira colocação no Brasileirão 2025, não podendo mais alcançar a vice-liderança — que ficou com o Palmeiras. O próximo compromisso do time treinado por Leonardo Jardim é contra o Santos, fora de casa. O jogo contra o Peixe será realizado no domingo (07), às 16h (horário de Brasília).

O Botafogo se mantém na caça por uma vaga na Libertadores, de forma direta. Com 60 pontos acumulados no torneio, o Fogão precisa torcer para um tropeço de Fluminense e Bahia, que se enfrentam na última rodada do Brasileirão. A equipe comandada por Davide Ancelotti fecha a competição contra o Fortaleza, em casa, também no domingo, às 16h.

Créditos pela foto de capa: Vitor Silva/Botafogo