O Cruzeiro confirmou a classificação para as quartas de final da Copa do Brasil ao vencer a Chapecoense por 2 a 0, no Mineirão, após o empate sem gols no confronto de ida, em Chapecó. Superior durante praticamente toda a partida, a equipe mineira controlou as ações desde o início, encontrou dificuldades para superar o sistema defensivo adversário na primeira etapa, mas abriu o placar nos acréscimos antes do intervalo.
Com vantagem numérica durante todo o segundo tempo, a Raposa administrou o jogo, criou diversas oportunidades e confirmou a vitória com um pênalti convertido por Kaio Jorge nos minutos finais.
O jogo
Precisando vencer para garantir a classificação, o Cruzeiro assumiu o controle da partida desde os primeiros minutos. A equipe de Artur Jorge manteve a posse de bola no campo ofensivo e buscou movimentação constante para encontrar espaços diante de uma Chapecoense posicionada em bloco baixo, com linhas compactas e pouca disposição para pressionar longe da própria área.
Sem conseguir infiltrar pelo centro, o time mineiro passou a apostar em finalizações de média distância. Matheus Pereira foi o primeiro a levar perigo, arriscando duas vezes nos dez minutos iniciais, ambas sem direção suficiente para superar Anderson. Kaio Jorge também tentou de fora da área, enquanto Arroyo desperdiçou uma boa oportunidade após receber livre dentro da área.
Apesar do amplo domínio territorial, o Cruzeiro encontrava dificuldades para transformar posse de bola em chances claras. A Chapecoense mantinha boa organização defensiva, fechava os espaços entre as linhas e obrigava o adversário a circular a bola sem encontrar profundidade.
A insistência dos donos da casa, porém, foi recompensada nos acréscimos do primeiro tempo. Após jogada construída pelo lado direito, Arroyo acionou Fabrício Bruno, que levantou a bola na segunda trave. Matheus Henrique apareceu para cabecear, parou na primeira defesa de Anderson, mas acompanhou o rebote e, mesmo após uma dividida que lhe causou um sangramento no nariz, conseguiu completar de cabeça para abrir o placar.
O gol mudou completamente o cenário da eliminatória. Logo na sequência, o clima ficou tenso dentro de campo, com uma confusão envolvendo integrantes das duas comissões técnicas. Pouco depois, Max entrou de forma dura em Rojas. Chamado pelo VAR, o árbitro revisou o lance e aplicou o cartão vermelho ao jogador da Chapecoense, deixando a equipe catarinense com um atleta a menos ainda antes do intervalo.
Na etapa complementar, a missão da Chapecoense ficou ainda mais complicada. Além da desvantagem no placar, precisaria buscar o empate atuando com inferioridade numérica diante de um adversário que já controlava amplamente o confronto.
O Cruzeiro manteve a postura ofensiva e seguiu ocupando o campo de ataque. Logo nos primeiros minutos, Kaio Jorge aproveitou um rebote de Anderson e marcou, mas o gol acabou anulado por impedimento após revisão da arbitragem.
Mesmo com a vantagem mínima, a Raposa continuou pressionando em busca do segundo gol. Kaio Jorge voltou a levar perigo ao acertar o travessão em mais uma boa oportunidade criada pela equipe mineira, enquanto Matheus Pereira seguiu participando da construção ofensiva e distribuindo o jogo entre os corredores.
Sem conseguir manter a posse por muito tempo, a Chapecoense tentou aumentar sua presença ofensiva nos minutos finais. A necessidade de buscar o empate obrigou a equipe catarinense a adiantar suas linhas, oferecendo espaços para os contra-ataques do Cruzeiro.
Já nos acréscimos, Kaio Jorge foi derrubado dentro da área após escapar da marcação e sofreu pênalti. O próprio atacante assumiu a cobrança, bateu com firmeza e confirmou a vitória por 2 a 0, garantindo a classificação celeste para as quartas de final da Copa do Brasil.
Cruzeiro tem atuação dominante para garantir uma classificação importante
O Cruzeiro confirmou o favoritismo com uma atuação consistente e dominante, controlando praticamente todos os aspectos da partida. Desde o início, a equipe mineira assumiu a responsabilidade pela posse de bola e buscou construir as jogadas no campo ofensivo, enquanto a Chapecoense concentrou seus esforços na proteção da própria área.
O principal desafio da Raposa durante a primeira etapa foi superar um sistema defensivo bastante compacto. A equipe catarinense posicionou suas linhas muito próximas, reduziu os espaços entre os setores e dificultou infiltrações pelo corredor central. Diante desse cenário, o Cruzeiro precisou recorrer com frequência às finalizações de média distância e aos cruzamentos para tentar criar desequilíbrios.
Embora tenha encontrado dificuldades para produzir chances claras nos primeiros 40 minutos, o volume ofensivo foi constante. Matheus Pereira assumiu protagonismo na construção, participando da maioria das ações ofensivas e buscando acelerar a circulação da bola. Kaio Jorge também participou ativamente, oferecendo movimentação entre os zagueiros e criando espaços para as infiltrações dos meio-campistas.
O gol de Matheus Henrique nos acréscimos do primeiro tempo representou o prêmio pela insistência da equipe mineira. Além de abrir o placar, o lance alterou completamente o contexto da partida, especialmente pela expulsão de Max logo em seguida. Com vantagem no marcador e um jogador a mais, o Cruzeiro passou a controlar o confronto com ainda mais tranquilidade.
Na etapa final, a superioridade territorial aumentou. A equipe de Artur Jorge conseguiu circular a bola com mais liberdade e encontrou espaços diante de uma Chapecoense obrigada a abandonar parte da postura conservadora. O segundo gol demorou a sair mais pela boa atuação de Anderson e por detalhes, como o impedimento de Kaio Jorge e a bola no travessão, do que por dificuldades ofensivas.
Mesmo sem transformar o domínio em goleada, o Cruzeiro administrou o confronto sem sofrer grandes riscos defensivos. A Chapecoense praticamente não conseguiu construir jogadas de perigo durante o segundo tempo e passou a depender de bolas longas e transições esporádicas, neutralizadas pela defesa celeste.
Individualmente, Matheus Pereira foi novamente o principal organizador ofensivo da equipe, distribuindo passes e participando da maioria das construções. Kaio Jorge viveu uma atuação movimentada: teve um gol anulado, acertou o travessão, sofreu o pênalti que definiu a classificação e converteu a cobrança com segurança. Matheus Henrique também foi decisivo ao marcar o gol que abriu o caminho para a vitória.
Pelo lado da Chapecoense, Anderson evitou um placar mais elástico com boas intervenções durante toda a partida. A equipe catarinense executou corretamente sua estratégia defensiva enquanto esteve com onze jogadores, mas a expulsão nos acréscimos do primeiro tempo tornou a missão praticamente inviável.
O Cruzeiro apresentou um desempenho seguro, manteve o controle emocional mesmo diante das dificuldades iniciais e construiu uma classificação sem sobressaltos. A equipe mostrou maturidade para enfrentar um adversário fechado, soube aproveitar a vantagem numérica e confirmou a vaga nas quartas de final com uma atuação consistente do início ao fim.
(Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro)



