Artur Jorge compartilhou detalhes importantes sobre a impressionante vitória do Botafogo por 5 a 0 sobre o Peñarol, um resultado que se tornou histórico para a equipe na partida de ida da semifinal da Conmebol Libertadores, realizada na última quarta-feira. Em uma entrevista para a Botafogo TV, na manhã desta sexta-feira, o treinador analisou a conversa que teve com os jogadores durante o intervalo, a qual foi crucial para a mudança de atitude da equipe no segundo tempo.
Primeiro tempo difícil para o Botafogo
Segundo Artur, a primeira etapa do jogo foi bastante equilibrada e com poucas oportunidades de gol, resultado do respeito mútuo entre os dois times e da tensão característica das fases finais da competição, onde um único erro pode ter consequências drásticas. Ele destacou que essa cautela era esperada, considerando a importância do confronto e o nível de competição em que estão envolvidos.
– Estávamos perdendo a segunda bola e não conseguíamos tê-la. Precisávamos aumentar um pouco da velocidade de circulação para ter mais espaços para criar e encontrar os jogadores nesses espaços porque o adversário estava nos condicionando. Precisávamos chegar uma fração de segundos antes para conseguirmos ter uma decisão mais adequada. E isso existiu. Tivemos o que queríamos que era desmontar a linha defensiva para entrar nela. disse o treinador do Botafogo.
– O que lhes disse foi para continuem a acreditar no plano, mas com velocidade acima, e nós gostamos do jogo vivo, de intensidade, nós queríamos jogar o espetáculo, o jogo. E quando conseguimos isso, com nosso domínio, ficamos mais próximos do gol.
– De forma geral, tenho que sentir, eu conheço os meus atletas, sentir os meus atletas, o plano proposto, se não estamos executando por incapacidade, desleixo, há uma série de questões no intervalo. Já cheguei no intervalo muito p*** (em outros jogos), que, se pudesse quebrava tudo, e dava uma dura grande neles, mas há momentos que é necessário mais carinho e incentivar dentro do que está sendo feito – disse ele, ao comparar com outros jogos. Completou o técnico do Botafogo.
Além das mudanças táticas e anímicas, ele destacou a ação do volante Allan na comemoração dos gols do Botafogo. O meio-campista não entrou no jogo, mas, segundo o treinador, conseguiu passar o espírito da comissão técnica aos atletas através de gestos na comemoração dos dois primeiros gols.
– Vejam as imagens de celebração do primeiro e do segundo gol, não só a forma como todos se reúnem em volta do autor do gol, mas percebam o Allan, que não jogou, o gesto que ele faz para que a equipe continue, sempre à procura de mais. Reparem nesse detalhe, e faço aqui a homenagem ao Allan porque é merecida também.
– A imagem do Allan que ele puxa os colegas para frente, a mentalidade de equipe, não é só do treinador, mais da equipe, e não só de quem joga mais tempo, mas de todo grupo de trabalho. Allan demonstra isso mesmo para que a equipe jogasse mais e buscar mais.
Questionado sobre o jogo mais importante em sua trajetória no Alvinegro, ele optou por não definir nenhum, mas projetou o que espera nas próximas partidas para que momentos ainda melhores sejam vividos.
– Temos que fazer jogos excepcionais, sabemos que seremos postos a prova em todos os sentidos e temos que fazer a diferença. Completou o treinador do Botafogo.